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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Especial da ONU - Investir em serviços do ecossistema é vital para elevar segurança alimentar e renda, aponta ONU


Investimento em ecossistemas saudáveis pode impulsionar a segurança alimentar, melhorar a resistência às mudanças climáticas e oferecer benefícios econômicos para comunidades pobres, afirma o relatório “Uma Abordagem Ecossistêmica para a Segurança de Água e Alimentos”, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e seus parceiros, lançado durante a Semana Mundial da Água, em Estocolmo, na Suécia.
O documento defende a gestão e investimento em conexões entre ecossistemas, água e alimentos por meio da diversificação de culturas, do plantio de árvores em terrenos agrícolas e da melhoria na captação de águas pluviais e outros passos práticos. “Isto poderia evitar a escassez de água e atender às crescentes demandas de alimentos da população global que será de nove bilhões de pessoas em 2050”, apontao PNUMA e o Instituto Internacional de Manejo da Água, em parceria com 19 organizações parceiras.
Um dos principais desafios para impulsionar os níveis atuais de produção alimentar, afirma o relatório, é a disponibilidade de água, necessária para o gado, irrigação, piscicultura e outros usos agrícolas. Níveis de água subterrânea, por exemplo, estão declinando rapidamente em vários celeiros e regiões de plantação de arroz como nas planícies do norte da China, em Punjab (Índia) e oeste dos Estados Unidos.
O estudo recomenda mudanças em três áreas específicas: proteção ambiental, manejo de recursos hídricos e produção alimentar – necessários para melhorar a segurança alimentar e reduzir as tensões na distribuição de água. Também faz recomendações para terras áridas, zonas úmidas, sistemas de colheitas, piscicultura e pecuária.
Escassez de água e degradação de terra são as restrições mais importantes para a produção alimentar em terras áridas, que suportam um terço da população mundial, 44% dos sistemas de cultivo e cerca de 50% do gado.
Entre as recomendações para terras áridas, a sugestão é criar corredores para a movimentação do gado – o que pode reduzir o sobrepastoreio e a degradação do solo, causados pelo confinamento de animais em pequenas áreas -, assim como o cultivo de plantas nativas, mais adaptadas à seca.
Serviços do ecossistema para agricultura também podem ajudar a aumentar os padrões de vida e renda. A Amazônia peruana, por exemplo, é o lar de comunidades indígenas que dependem dos serviços do ecossistema florestal para o abastecimento de alimentos, meios de vida e práticas culturais. Recentemente, grupos de conservação têm trabalhado com a população local para desenvolver recursos agrícolas e econômicos.
Por meio de uma melhor gestão do ecossistema, cerca de 600 famílias viram suas rendas aumentarem, principalmente pelas receitas de fazendas de peixes e agroflorestas mais produtivas. O aumento da produção de alimentos veio juntamente com os planos de conservação que foram desenvolvidos por 16 comunidades da floresta.

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