"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A população cresce aceleradamente onde as necessidades são maiores

           A população mundial aumentará em cerca de 50%, passando de 6,1 bilhões em meados de 2001 para 9,3 bilhões em 2050. Os 48 países menos adiantados triplicarão sua população aumentando de 658 milhões para 1,8 bilhão, segundo informa a Divisão de População das Nações Unidas na publicação World population prospect: the 2000 revision.
           Essas estimativas indicam que a população está crescendo cerca de 77 milhões de pessoas por ano neste início do século XXI. A metade desse crescimento acontece em seis países: Índia (21%), China, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e Indonésia. Essas mesmas projeções mostram que, em 2050, os países subdesenvolvidos terão 85% da população mundial. O total da população dos países desenvolvidos permanecerá em 1,2 bilhão. Mas em 39 países a população diminuirá, notadamente na Europa. Em 2050, a população mundial terá maior quantidade de idosos.
             O informe salienta que nos 45 países mais afetados a aids causará 15,5 milhões de mortes a mais do que se previa anteriormente. Até 2015, a esperança de vida nesses 45 países será de 60 anos, cinco menos do que tinham antes da aids. Entretanto, deve-se verificar o aumento populacional devido às altas taxas de fecundidade.

(adaptado de: ONU. fundo das nações unidas para a população. Estado da população mundial, 2001.)

Como é formada a ONU

            O órgão mais importante dessa associação é o conselho de segurança. Formado por representantes de 5 países (Estados Unidos, Inglaterra, França, China e Rússia), membros permanentes com o poder exclusivo de veto às decisões da organização, e de 10 países eleitos a cada 2 anos. Qualquer decisão do conselho de segurança só é válida se houver consenso entre os 5 membros permanentes.
           A função do conselho de segurança é manter a paz e a segurança no mundo. Por isso, ele tem o poder de investigar qualquer ameaça de conflito, de sugerir soluções para acordos de paz e adotar sanções, como o corte de relações diplomáticas e embargos econômicos.
           A Assembleia Geral  é o órgão central que discute os problemas de interesse da ONU. É composta de delegações de todos os países membros. Entretanto, esse órgão não decide sobre questões de segurança e cooperação internacional. A Secretaria Geral, a Corte Internacional de Justiça e o Conselho Econômico e Social são os outros órgãos integrantes da ONU. A organização possui ainda agências especializadas que se ocupam de problemas específicos, como saúde, educação, trabalho e outros.

  Resta a nós refletir se é justo o conselho de segurança ser composto apenas por 5 nações.

Psicose

            A psicose é um estado anormal de funcionamento psíquico.A tristeza e a alegria assemelham-se à depressão e a mania, a dificuldade de recordar e de aprender estão relacionada à demência e ao retardo, o medo e a ansiedade perante situações corriqueiras têm relação com os transtornos fóbicos e de ansiedade.
             
                        Essência da psicose
              A psicose propriamente dita começa a partir do ponto em que o paciente relaciona-se com objetos e coisas que não existem nesse mundo. Modifica seus planos, suas ideias, suas convicções, seu comportamento por causa de ideias absurdas, incompreensíveis, ao mesmo tempo em que a realidade clara e patente significa pouco ou nada para esse indivíduo. Um psicótico pode  sem motivo aparente cismar que o vizinho está fazendo macumba para ele morrer. A cisma nesse caso pertence ao mundo psicótico.

Tragédia carioca

           Por volta das 8h30,Wellington Oliveira de 23 anos,entrou na escola municipal Tasso da Silveira, abrindo fogo em salas de aula lotadas de alunos. Após matar 11 crianças e deixar 13 feridas, ele foi atingido por um policial e se suicidou. O colégio fica no bairro do Realengo na zona oeste do Rio.
        Wellington era um ex-aluno, de acordo com informações, o que facilitou a sua entrada na instituição, onde ele se identificou alegando que iria fazer uma palestra.
          O atirador portava 2 revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma,segundo a polícia.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Água: motivo de guerra

          Segundo o banco mundial, cerca de 80 países podem entrar em conflito por causa dos recursos hídricos.
          Rios que atravessam países representam fontes essenciais de abastecimento de água. Em algumas regiões, os conflitos pela água misturam-se às desavenças político-religiosas existentes, como é o caso das águas do rio Jordão disputadas por Israel, Líbano, Jordânia e Síria. Em outras,não há conflitos de outra natureza, mas sérias dificuldades para a obtenção de água, como, por exemplo, no sudeste da Austrália. A poluição das águas fluviais também é responsável pela diminuição de recursos hídricos, como acontece no rio Ganges, na Índia, e no rio Amarelo na China.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estudo revela que desastres naturais mataram 3,3 milhões de pessoas em 40 anos

         Os desastres naturais como, enchentes,  terremotos e tsunamis, mataram 3,3 milhões de pessoas em todo o mundo nos últimos 40 anos, diz estudo divulgado recentemente pelo banco mundial,em parceria com as nações unidas.
       Após dois anos de pesquisa,os dois organismos estimaram ainda que os prejuízos causados por esses desastres poderão triplicar até o final do século,atingindo a cifra de US$ 85 bilhões ao ano.
       De acordo com o levantamento,o número fica ainda maior quando considerado o impacto das mudanças climáticas. Apenas os ciclones tropicais têm potencial de causar prejuízos que variam de US$ 28 bilhões a US$ 62 bilhões a cada ano.
       Além disso, cerca de 1,5 bilhão de pessoas poderão estar expostas a tempestades e terremotos até 2050

Obama candidato à reeleição para presidente dos Estados Unidos

          O presidente dos Estados unidos,Barack Obama, anunciará hoje sua intenção de candidatar-se à reeleição nas eleições 2012.
       Para dar a notícia o presidente escolheu fazê-la através de mensagens de texto, correios eletrônicos e redes sociais,distanciando das vias de comunicação tradicionais.
        A campanha de Obama para as presidenciais de 2012 terá sua base de operações em Chicago,próximo ao quartel geral utilizado por ele em 2008.
      

domingo, 3 de abril de 2011

Ruim, mas melhor





          À primeira vista, o sonho de um mundo livre da pobreza, doença e desespero pode parecer tão longínquo quanto sempre foi. Nos anos 1990, efetivamente, sessenta países empobreceram. A cada dia, 30 mil crianças morrem de doenças evitáveis. Com a difusão do HIV, a aids tornou-se mais mortífera da história humana. Mas um exame mais detalhado dos fatos revela que em algumas áreas do mundo em desenvolvimento vêm ocorrendo enormes progressos. No decorrer dos últimos 30 anos, a expectativa de vida aumentou em 10 anos. O analfabetismo adulto foi reduzido à metade. A mortalidade infantil caiu em 40%. Tais progressos foram possibilitados, em grande parte, por uma assistência internacional controlada.
          Agora a comunidade internacional está começando um novo ataque, coerente e eminentemente factível, contra a pobreza global. O foco desse esforço são as metas de desenvolvimento para o milênio (MDMs) - oito compromissos, tirados da declaração do milênio e endossados por todos os países membros da ONU em setembro de 2000. Desde diminuir à metade a pobreza extrema até paralisar a difusão do HIV e fornecer educação primária universal - tudo isso até 2015. Eles representam um conjunto de objetivos simples, mas poderosos, que todas as pessoas nas ruas de Nova York a Nairóbi, de Nairóbi a Nova Délhi, podem facilmente entender e apoiar.
           Por que as metas do milênio seriam diferentes de tantos compromissos ousados que viraram promessas quebradas nos últimos 50 anos?
                  Primeiro, as MDMs se concentram em pessoas, têm um prazo e são mensuráveis. Uma queixa clássica sobre os aauxílios ao desenvolvimento é que recursos não-coordenados e não-direcionados tendem a ser desperdiçados por corrupção e mau gerenciamento. Frequentemente, não há mecanismos para acompanhar os progressos e assegurar as responsabilidades. Mas, agora, temos um conjunto de indicadores claros, mensuráveis, focalizados nas necessidades humanas básicas, que podem fornecer índices claros de progresso - ou de falta dele - tanto globalmente quanto por país.
                  Em segundo lugar as MDMs, gozam de um apoio político inédito. Nunca metas conncretas como essas haviam sido formalmente endossadas por comunidades ricas ou pobres. Nunca as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e todos os principais braços do sistema internacional haviam se unido por trás do mesmo conjunto de objetivos de desenvolvimento.
                  Em terceiro, trata-se de metes possíveis. Tomem, por exemplo, a meta de diminuir a pobreza à metade. O número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia é de cerca de 1,2 bilhão - e pouco mudou desde o fim dos anos 1980. Mas esse número disfarça alguns enormes sucessos. O leste da Ásia via a proporção de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia despencar de 28 para 14% em uma década. Mesmo na África, onde cerca de 50% da população ainda vive em terrível pobreza, certo número de países sustentou taxas de crescimento de 7 a 8% ao ano - o suficiente para que atinjam a meta de diminuir a pobreza à metade até 2015.
                Não obstante, o progresso geral tem sido, na melhor das hipóteses, desigual. Não há nenhuma maré cheia na economia global que levante todos os barcos. Governos bons, democráticos, e estratégias sadias de desenvolvimento são essenciais. Mas devemos reconhecer que uma verdadeira parceria entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é vital, se quisermos combater os círculos viciosos da pobreza, da fome e da degradação ambiental.

         (adaptado de: Kofi Annam. exame/the economist,25 dez.2002.)