"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 20 de agosto de 2011

Forças do ditador Gaddafi encolhem em todas as frentes de batalha e o fim de 41 anos de ditadura está próximo



Os combatentes rebeldes estão  cada vez mais perto de fazer um cerco à capital líbia, Trípoli. O líder dos oposicionistas  repetiu a declaração."O fim está muito próximo" de Gaddafi, disse o presidente do Conselho Nacional de Transição rebelde (NTC), no sábado."Temos contatos com pessoas do círculo íntimo de Gaddafi, ", disse. "Todas as evidências mostram que o fim está muito próximo, com a graça de Deus." O restante do território sob controle Gaddafi tem diminuído drasticamente nas últimos três semanas, com os combatentes da oposição avançando sobre a capital, a partir do oeste, sul e leste.  As principais rotas de abastecimento para Trípoli também estão sendo tomadas pelos rebeldes, esta é uma forma de pressionar o enfraquecimento do ditados.

Detalhes da escalada na violência e da aproximação da capital não estavam claros, mas há especulação de que os 41 anos de governo de Gaddafi podem estar perto do fim.

Residentes de Trípoli disseram à Reuters que podiam ouvir tiros vindos de diversas localidades, e que havia manifestantes anti-Gaddafi protestando nas ruas. Contudo, o porta-voz do governo, Moussa Ibrahim, disse que a cidade estava "estável e a salvo".

Os Estados Unidos disseram que os "dias estão contados" para Muammar Gaddafi, à medida que insurgentes, apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), colocaram ainda mais pressão pela saída do ditador, em meio a relatos de que o número de desertores do regime aumentou.

Notícias de agências internacionais dão conta de que os manifestantes  já comemoram a vitória da revolução e o fim de 41 anos de Ditadura.

Não há dúvidas do que não tem mais jeito, da mesma forma que ocorreu no Egito ocorrerá na Líbia, é uma nova época no Mundo árabe, regimes ditatorias que duraram várias décadas apoiadas pelas potências em virtude da grande produção de petróleo já faz parte do passado.

Com Reuters e Aljazeera

Série "B' 2011- 18ª RODADA


1  X  3Americana20/08/2011 
16:20
1  X  2Sport20/08/2011 
16:20
São Caetano2  X  2Vitória20/08/2011 
16:20
Guarani1  X  2Salgueiro-PE20/08/2011 
16:20
G.Barueri0  X  0Criciúma20/08/2011 
16:20
ASA2  X  1Bragantino20/08/2011 
16:00
Icasa4  X  2Goiás19/08/2011 
20:30
Duque de Caxias0  X  019/08/2011 
20:30
Náutico3  X  119/08/2011 
20:30
ABC1  X  119/08/2011 
20:30

Para Flávio Araújo, o time teve atitude em campo


Por assessoria de imprensa do América

O América perdeu por 2 a 1 para o CRB-AL, na tarde deste sábado (20) e diferente do que aconteceu na derrota para o Guarany-CE, o técnico Flávio Araújo confirmou que gostou da atitude da equipe em campo. "Hoje a equipe jogou bem mesmo sem fazer um bom primeiro tempo. O time foi aguerrido. Já no segundo tempo teve dinamismo e chegou bem a área do adversário", analisou.

Ainda de acordo com o treinador alvirrubro, a derrota só aconteceu porque a equipe demorou a se impor dentro de campo. "No primeiro tempo perdemos praticamente todas as disputas de bola no nosso campo defensivo. Houve muitas faltas e escanteios e o adversário tirou proveito disso. Não tivemos o domínio do jogo, então quem joga sem a bola, a tendência é perder. No segundo tempo, depois do segundo gol, a equipe foi para o jogo, se impôs e passou a dominiar a partida. Demoramos para reagir. Pelo menos o controle do jogo nos faz sair confiante para se recuperar em casa", explicou.

O treinador poderá contar com a volta do zagueiro Luizão e do meia Iván González para a partida contra o Guarany-CE, que acontece no próximo sábado (27), em Goianinha. "Os jogadores retornam, apesar de Mauro e Marcel terem feito um bom jogo. Vamos começar os trabalhos para aprimorar, principalmente a parte ofensiva. Temos que voltar a ter ousadia, principalmente, em casa. Vamos analisar no tempo que temos para definir o que vamos fazer na próxima partida", finalizou.

Fora de casa América/RN perde mais uma

CRB X América
imagem; seriec.com.br
O América-RN foi a Maceió enfrentar o CRB pela 6 rodada da Série C 2011 e voltou a ser derrotado, a equipe que iniciou o campeonato mostrando um bom futebol e disparou na 1ª colocação do Grupo B já pode perder a liderança ao final da rodada.

O CRB que havia sido goleado  pelo América na 3ª rodada não perdeu a oportunidade de revanche, abriu o placar aos 24 minutos do 1º tempo, em cobrança de escanteio Cadu manda de cabeça para o fundo do gol do goleiro Fabiano.

A América não fez um bom primeiro tempo.

Na volta do intervalo parecia que o Dragão iria pressionar o CRB quando logo aos 2 minutos o Galo Em cobrança de falta pela direita com o meia Geovane, o zagueiro Felipe sobe e toca de cabeça no cantinho direito do goleiro Fabiano.

O América reage. O meia Mazinho chuta forte da entrada da área. O goleiro Cristiano cai no cantinho esquerdo e espalma para o escanteio


América teve ainda teve jogador expulso. Em disputa de bola pela direita, o meio-campista Nata dá cotovelada no atacante regatiano Paraíba e é expulso do jogo. Logo após o CRB Galo também tem jogador expulso na confusão. Árbitro erra e também expulsa o atacante Paraíba, do CRB, que acabava de levar a cotovelada.  Por fim até técnico do América, Flávio Araújo, também acaba expulso! Ele reclama do erro do árbitro e é mandado embora.
Ao apagar das luzes Max diminuiu para o Mecão, mas já não havia mais tempo para reação. O atacante americano aproveitou bate-rebate na área para cabecear no canto esquerdo da meta defendida por Cristiano.

                                 Ficha Técnica CRB 2 X 1 América/RN
CRB-AL x AMÉRICA-RN
Local: Estádio dRei Pelé, em Maceió/AL
Data: 20 de agosto de 2011, sábado
Horário: 16h
Árbitro: Jefferson Schmidt - SC
Assistentes Marco Antônio Martins - SC e Pedro J. Santos de Araújo - AL

Cartão Amarelo
CRB-AL: Filipe, Ewerton Maradona, Rodrigão
América-RN: Mauro, Val, Fábio Sanches, André Neles

Cartão Vermelho
CRB-AL: Paraíba
América-RN: Nata

Gols
CRB-AL: Cadu (24´/1T), Filipe (1´/2T)
América-RN: Max (50´/2T)

CRB-AL
Cristiano; Pio, Filipe (Ednei), Rodrigão e Paulo; Roberto Lopes, Sidnei, David e Geovani; Ewerton Maradona (Paraíba) e Cadu.
Técnico: Flávio Lopes

AMÉRICA-RN
Fabiano; Fábio Sanches, Mauro e Luizão e Rodrigão; Walber, Dudu Araxá (Nata), Val, Mazinho e Marcel (Tiaguinho); Max e Wanderley (André Neles).
Técnico: Flávio Araújo


Rebeldes batalham perto de Trípoli e luta chega à Tunísia


Reuters Brasil
(Reuters) - Rebeldes líbios lutavam neste sábado em cidades costeiras de ambos os lados de Trípoli, numa tentativa de finalmente derrubar Muammar Gaddafi, enquanto a luta chegou, inclusive, a atravessar a fronteira com a Tunísia, em meio a uma guerra civil que já dura seis meses.
Os Estados Unidos disseram que os "dias estão contados" para Muammar Gaddafi, à medida que insurgentes, apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), colocaram ainda mais pressão pela saída do ditador, em meio a relatos de que o número de desertores do regime aumentou.
Forças de segurança da Tunísia disseram ter interceptado invasores líbios armados em veículos além da fronteira, e que houve tiroteio durante a noite (horário local) no deserto, com diversas baixas.
Os soldados tunisianos não souberam informar se os invasores eram rebeldes ou apoiadores de Gaddafi, mas moradores da região alegaram que eram parte do regime do ditador.
Constantes explosões provocadas por granadas, morteiros e armas automáticas puderam ser ouvidas na sexta-feira no centro de Zawiyah, cidade situada na costa, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Trípoli, na qual os rebeldes entraram nesta semana.
Morteiros atingiram um hospital central perto do amanhecer, deixando buracos nas paredes, enquanto era visíveis as cenas de destruição no interior do edifícil. Na sexta-feira, houve confrontos ao redor do hospital.
Na praça central, moradores queimavam uma bandeira verde de Gaddafi. "Gaddafi está acabado. Os civis estão começando a retornar para as cidades. A Líbia está finalmente livre", disse um deles, que se identificou como Abu Khaled.
Em um beco próximo, moradores se aglomeravam para ver os corpos dos soldados do governo estendidos na rua. Tiroteios e explosões eram ouvidos a distância.
A tomada de Zawiyah transformou o conflito, ao deixar Trípoli sem sua principal ligação terrestre com o mundo exterior, gerando uma pressão sem precedentes sobre o mandato de 41 anos de Gaddafi.
Segundo testemunhas da Reuters, enquanto tentavam consolidar o controle da cidade e sua estratégica refinaria de petróleo, os rebeldes de Zawiyah reunidos na praça central trocaram tiros com as forças de Gaddafi, refugiadas em um hospital próximo, antes de expulsá-las.
O cerco súbito de Trípoli tem prejudicado os habitantes da capital e afetado o fornecimento de combustível e alimentos. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou na sexta-feira que vai realizar uma operação de resgate em massa para evacuar centenas de trabalhadores estrangeiros, provavelmente por mar.
Em torno de 600 mil dos cerca de 1,5 a 2,5 milhões de trabalhadores estrangeiros na Líbia fugiram do país desde o início da guerra civil, mas várias centenas permaneceram em Trípoli, que até esta semana estava bastante longe dos combates e ligada a duas horas de carro à fronteira com a Tunísia.

Jornada Nacional de Lutas tem protesto de Trabalhadores e Estudantes nas ruas de Natal


Manifestação exigiu do Governo Dilma a aplicação de 10% do PIB para a educação
e pediu a saída de Micarla de Sousa da Prefeitura da cidade


Por PSTURN.BLOGSPOT.COM

Na tarde deste dia 19 de agosto, cerca de 90 pessoas, entre estudantes, trabalhadores e dirigentes sindicais, protestaram no Centro de Natal. O ato público teve início com uma caminhada pela Avenida Rio Branco, uma das mais movimentadas da cidade, seguindo em direção à sede da Prefeitura. Organizada pela Central Sindical e Popular - Conlutas, Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL) e diversas outras entidades, a manifestação criticou a política econômica do Governo Dilma (PT) e exigiu a aplicação imediata de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação pública. O movimento #foramicarla, que pede a saída da prefeita Micarla de Sousa (PV) do comando do executivo municipal, também participou do protesto. Além dos Sindicatos dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde) e da Educação (Sinte) de São Gonçalo do Amarante, estiveram presentes ainda partidos de esquerda, entre eles o PSTU. O ato foi parte da Jornada Nacional de Lutas, que ocorre entre os dias 17 e 26 de agosto em todo o país.

Durante toda a manifestação, com faixas, cartazes, panfletos e um carro de som, trabalhadores e estudantes denunciaram os cortes de verbas nos serviços públicos, as privatizações e a ameaça de retirada de direitos por parte do governo com o retorno da crise econômica. Os manifestantes ainda defenderam o aumento geral nos salários dos trabalhadores e o congelamento dos preços para enfrentar a inflação e combater a farra dos lucros dos empresários. O diretor do Sindicato dos Bancários e militante do PSTU, Juary Chagas, lembrou a importância das campanhas salariais neste momento. “Os bancários estão em plena campanha salarial, assim como outras categorias de trabalhadores pelo país. Os bancos lucraram fortunas nos oito anos de governo Lula e continuam lucrando agora com Dilma. Por isso, é mais do justo que os trabalhadores lutem por melhores salários.”, disse Juary.

A estudante Bárbara Figueiredo, representante da ANEL, destacou os protestos da juventude no Chile em defesa da educação. “Nesse momento, os estudantes no Chile estão realizando grandes mobilizações e enfrentamentos contra o governo para defender a sua educação. Nesse sentido, nós aqui no Brasil devemos seguir o mesmo exemplo. A campanha pelos 10% do PIB já para a educação pública é o primeiro passo.”, afirmou a estudante.

Na próxima quarta-feira, dia 24, uma Marcha de trabalhadores e estudantes irá a Brasília cobrar da presidente Dilma o investimento de 10% do PIB para a educação pública.

Veja o relato de uma mulher iraniana presa e torturada durante os protestos em 2009


Segue abaixo o impressionante relato de uma mulher iraniana que em meio aos protestos durante as últimas eleições presidenciais no país foi vítima da tortura de um estado opressor. O relatório foi publicada pelo centerforinvestigativereporting.org

Transcrição
Jeffrey Brown: A seguir, um caso raro de dissidência no Irã, incluindo o abuso de mulheres prisioneiras durante e após a Revolução Verde de 2009. Foi quando milhares foram às ruas de Teerã e outras cidades para protestar contra uma disputada eleição presidencial, antes de enfrentar uma violenta repressão por parte do governo.
Nossa história é contada através de entrevistas feitas em segredo com as mulheres iranianas. 

CORRESPONDENTE: Já se passaram dois anos desde o dia sangrento que se seguiu à disputada eleição presidencial do Irã. Eu estava lá na rua, junto com centenas de milhares de pessoas.
Durante o levante, conhecido como o Movimento Verde, testemunhei atos horríveis de sofrimento, incluindo a morte de Neda Agha Soltan. Ele foi capturado por gravar um  vídeo e postar na internet para o mundo ver. Mas me senti obrigado a compartilhar algumas das histórias não contadas a partir desse momento caótico.
MULHER (por meio de tradutor): Quando Neda morreu, todos  do Irã e do resto do mundo o conheceu. Mas quando eles estavam estuprando e torturando-me, e colocar para fora os cigarros no meu corpo, ninguém sabia.
CORRESPONDENTE: Em um dia frio no inverno passado, eu conheci uma mulher de 22 anos de idade,  chamada Layla, em um café. Ela era como qualquer outra menina, vibrante falante, mas eu podia ver uma profunda tristeza em seus olhos. Um mês após a disputada eleição, Layla e várias outras mulheres foram aleatoriamente cercadas na rua pela polícia, que os acusou de serem parte do Movimento Verde.
MULHER (por meio de tradutor): Quando eles prenderam-nos e nos jogaram em uma van e bateram-nos , eles continuaram nos atingindo, e nos agredindo verbalmente . Levaram-nos em algum lugar. Eu não sabia onde estava. As janelas da van foram coloridas.
CORRESPONDENTE: Ela disse que foi levado para uma prisão secreta.
MULHER (por meio de tradutor): Quando o guarda foi raspar meu cabelo, ele  propositadamente fez de uma forma que iria cortar a minha pele muito dolorosamente. E ele deixou um pedacinho de cabelo na frente só para me incomodar. Eu não estava sentado em uma cadeira enquanto ele estava cortando meu cabelo. Ele estava me segurando por trás e esfregar-se contra mim.
CORRESPONDENTE: Em seguida, ela foi vendada e amordaçada. Então, com as mãos amarradas atrás das costas, ela foi arrastada para uma sala de interrogatório. Depois de ser questionado apenas por um período curto, Layla diz que seu interrogador manteve contato físico com ela.
MULHER (por meio de tradutor): Eu estava morrendo de medo. A primeira coisa que ele fez foi lamber meu rosto com a língua. Então, ele começou a tocar o meu sutiã e todo o meu corpo. Eu estava chorando: "Por favor, por favor, não. Sou inocente. Eu sou uma virgem."
Ele disse: "Não, você não é mais virgem."
Então ele me estuprou. Depois que ele me estuprou, ele urinou em mim, no meu corpo todo.
CORRESPONDENTE: Layla disse que sua tortura não terminou aí.
MULHER (por meio de tradutor): Então ouvi o som do chicote no ar, e depois senti-lo no meu corpo. Então, ele desamarrou as minhas mãos e ele começou a acariciar meu braço como um amante. Senti algo queimando-me apenas por um segundo. Eu gritei e ele me deu um tapa. Ele apagou o cigarro na minha mão esquerda.
Ele estendeu a outro cigarro no meu joelho. Eu ainda estava perdida na dor primeiro e segundo quando senti outro cigarro no meu peito, outro cigarro na parte de trás do meu pé, outro, outro, e outro, um maço de 20 cigarros colocar para fora no meu corpo.
CORRESPONDENTE: Layla me mostrou as cicatrizes das queimaduras de cigarro, mas foi com muito medo de deixá-los ser filmado.
Como os protestos continuaram nas ruas de Teerã, Layla continuou a ser brutalizado na prisão secreta durante quase dois meses.
MULHER (por meio de tradutor): Eu não sei quantas vezes por dia eu fui estuprada. Não era apenas uma pessoa. Havia pessoas diferentes. O tempo todo eu estava lá, eu estava dizendo a mim mesma, ser forte, ter calma. O final deste é a morte, e morte só vai demorar um pouco.
Morte foi como um desejo por mim. Eu queria morrer.
CORRESPONDENTE: Layla foi resgatada por cem mil dólares de fiança , um preço tão alto, que seus pais tiveram que vender os negócios da família. Ela nunca foi formalmente acusada de um crime, e a polícia secreta continua a acompanha-la.
Layla foi uma das várias mulheres que falaram comigo ao longo do ano passado, mesmo que todos nós podemos enfrentar represálias do regime por falar. Segundo a Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irã, "Rape era rotineiramente praticado como uma questão de política para intimidar jovens pessoas comuns de cada vez que sai para protestar novamente."
TV iraniana lançou este filme de um centro de detenção depois de o presidente do Parlamento iraniano admitiu que quase 100 casos de estupro foram arquivados. Mas, mais tarde o governo rejeitou as acusações.
Nas montanhas ao norte de Teerã neste inverno passado, me encontrei com uma jovem mulher que eu chamo Samira. Ela pediu para me encontrar aqui porque é um dos poucos lugares os jovens podem ir e não ser espionado. Samira é uma cantora de rap e usa sua música para dar voz àqueles que não podem falar para fora.
MULHER (por meio de tradutor): O que eu podia fazer era escrever sobre ela, o que eu tinha visto, e não ser a voz para as pessoas que estão mortos ou presos.
CORRESPONDENTE: Eu a conheci nos primeiros dias dos protestos de 2009. Ela foi uma ativista do Movimento Verde, e tinha acabado de ver um jovem morto a tiros na rua ao lado dela.
MULHER (por meio de tradutor): Eu fui para as ruas para demonstrar. Realizamos volta a milícia Basiji por duas horas apenas por atirar pedras. Um homem de pé ao meu lado com uma máscara no rosto, eu tinha dado a ele algumas pedras apenas alguns minutos antes.Ele caiu e explodiu o sangue para fora do meio da testa. Eu fiquei chocado. Então alguém gritou que era um tiro direto.
CORRESPONDENTE: O que Samira viu não era incomum. Um número incontável de manifestantes foram baleados pela milícia Basiji.
Parvin Fahimi é a mãe de uma dessas vítimas. Ela é a única mulher que eu entrevistei que queria ser identificado.
Parvin Fahimi, a mãe (através do tradutor): Eu não posso compreendê-lo, realmente, por que meu filho, que saiu para um protesto civil - que era seu direito de pedir, o que aconteceu com o meu voto? E ele começa uma bala como sua resposta.
CORRESPONDENTE: Sohrab Fahimi o filho se tornou um dos famosos mártires do Movimento Verde.
Parvin Fahimi (através de tradutor): O regime de fato queria matar nossos filhos. Faz-me triste que eles não percebem estes poderiam ser os seus próprios filhos.
CORRESPONDENTE: Ela diz que, apesar dos protestos de rua se acalmaram, o Movimento Verde ainda está muito vivo.
MULHER (por meio de tradutor): Este é um silêncio irritado. E eles não deveriam pensar, se as pessoas estão quietas, isso significa que tudo está acabado. Não, o furacão está chegando depois de calma e paz.
CORRESPONDENTE: Layla, a mulher que foi torturada e estuprada, concorda.
MULHER (por meio de tradutor): Eu sou totalmente verde. Se eu não usar roupa verde, é porque eu não quero voltar para lá. Mas, no meu coração, em meu cérebro, eu sou verde, mesmo no meu sangue. Se eu não fosse verde, eu não teria chegado na frente da câmera para contar a minha história.
CORRESPONDENTE: Samira, a rapper, diz que muitas pessoas sofreram muito para voltar à forma como as coisas eram. Ela canta: "Captive e presos atrás das paredes escuras, sabemos o nosso destino à liberdade Nós, os pássaros engaiolados, cantar a canção do vôo em conjunto, sólido como uma fileira de ciprestes, dedicado ao solo do Irã sunrise verde amanhã pertence.. para nós. "
MARGARET WARNER: Como dissemos, esse relatório foi uma co-produção com o Centro de Jornalismo Investigativo.

Manifestações no Brasil e em 16 cidades no exterior pedem paralisação de Belo Monte



Por; Virgínia Toledo, Rede Brasil Atual

São Paulo - Neste sábado (20), uma mobilização vai levar às ruas de várias cidades do Brasil e do mundo protestos contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Movimentos sociais e organizações ambientalistas articulam e promovem as manifestações, que ocorrerão em 15 cidades no Brasil e em 20 cidades de outros 16 países para o "Ato em Defesa dos Povos, da Floresta e dos Rios da Amazônia – contra Belo Monte".
Em São Paulo, o grupo espera reunir 4 mil pessoas na avenida Paulista e contará com a presença do cacique Megaron, que falará em nome de todas as populações ameaçadas do Xingu. Em Belém, capital do estado que deve sofrer impactos das obras, a expectativa do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre é que 2 mil pessoas participem do protesto - inclusive representantes de comunidades indígenas do Xingu, afetadas direta ou indiretamente pela obra.
Manifestações no Brasil e em 16 cidades no exterior pedem paralisação de Belo Monte
As mobilizações também têm outros alvos, como a aprovação das mudanças no Código Florestal pela Câmara dos Deputados – a matéria está em discussão atualmente no Senado – e os assassinatos de lideranças agrárias na região Norte.
O representante do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas, Marco Antonio Morgado, diz que, mesmo com o início das obras da usina, autorizadas desde junho, o projeto não é considerado um fato consumado. “Queremos trazer a discussão de volta para a pauta, que estava sedimentada. Pelas ações que tramitam na Justiça, acreditamos que ainda é possível revogar o projeto e evitar que essa obra vá adiante."
Na quarta-feira (17), o Ministério Público Federal no Pará pediu a paralisação das obras da usina. A ação questiona os impactos causados por Belo Monte, que incluem a remoção de povos indígenas, e aborda a violação dos direitos da natureza, tema que pela primeira vez será discutido pelo Judiciário brasileiro.
Em abril deste ano, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entidade ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou ao governo brasileiro que paralisasse as obras da construção da usina. A instituição questiona os impactos ambientais causados pela obra, principalmente no que se refere à população indígena.

Conflitos tribais eclodem no Sudão do Sul

EPA
O país mais jovem do continente africano enfrenta velhos problemas. a herança da colonização europeia que desorganizou o espaço existente e colocou diferentes grupos étnicos em um mesmo estado. No Sudão do Sul cerca de 60 membros de tribos rivais foram mortos em disputas envolvendo a posse de Gado.

Cinquenta e oito corpos foram encontrados em dois locais separados, disse  um porta-voz das Nações Unidas  à Reuters no sábado. As mortes foram creditadas como sendo o resultado de confrontos que eclodiram na quinta-feira entre o Murle Lou Nuer e tribos na Bier sub-condado do estado de Jonglei, de acordo com a ONU e funcionários do governo do Sudão do Sul.

O governo acusa a parte norte de armar tribos rivais  e provocar a revolta para desestabilizar o jovem país e manter o controle do seu petróleo. Cartum nega a acusação.

 Entre janeiro e o final de junho, 2368 pessoas foram mortas em 330 incidentes violentos em todo o sul do Sudão, segundo dados da ONU divulgado em julho.

Egito quer “fim imediato” dos ataques israelitas


Desde quinta-feira, os bombardeamentos israelitas sobre Gaza fizeram pelo menos sete mortos e dezenas de feridos. O ministro da defesa de Israel já pediu desculpa pela morte de cinco militares egípcios junto à fronteira, mas a tensão está a aumentar entre os dois países.Artigo |20 Agosto, 2011 – 20:01Funeral de três das vítimas dos bombardeamentos israelitas de sexta. Entre elas está uma criança de cinco anos. Foto Mohamed Saber
A mais recente vaga de bombardeamentos teve origem na quinta-feira, quando Israel responsabilizou um grupo armado palestiniano – Comité de Resistência Popular, que negou a autoria do ataque – de ter entrado em Israel a partir do Egipto para raptar soldados e matar civis.
Neste ataque morreram seis civis e dois soldados israelitas e outras sete pessoas foram mortas nas perseguições que se seguiram por via terrestre e aérea. Mas cinco delas eram do exército egípcio e foram atingidas por helicópteros militares israelitas, o que causou uma onda de indignação que levou o Egipto a entregar um protesto formal e ameaçar retirar o seu embaixador em Israel.
Ehud Barak, ministro da defesa israelita, apressou-se a lamentar a morte dos soldados egípcios, numa altura em que o país atravessa uma fase crítica e se prepara para escolher o novo presidente após a revolução que fez cair Mubarak. Mas do lado do governo em funções no Cairo, a resposta israelita não pareceu suficiente e este sábado um comunicado veio sublinhar que “o Egipto denuncia o uso da força contra civis em qualquer circunstância e aconselha fortemente Israel a por fim imediato às suas operações militares contra Gaza”.
A acção militar israelita contra a faixa de Gaza, com bombardeamentos aéreos nas últimas noites que já fizeram pelo menos sete mortos e dezenas de feridos, levou o governo palestiniano a solicitar uma reunião de urgência da Liga Árabe este domingo para tentar travar a escalada de violência. Mahmoud Abbas enviou o mesmo pedido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, classificando os ataques aéreos como “crimes de guerra”.
Do lado israelita, repetem-se as acusações contra os palestinianos por causa do lançamento a partir de Gaza de dezenas de rockets sobre as zonas junto à fronteira, em resposta aos bombardeamentos. A esmagadora maioria caiu em campo aberto sem provocar estragos, mas uma delas feriu seis pessoas num parque industrial.