"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 3 de setembro de 2011

Senadores unem-se em busca de acordo sobre royalties do pré-sal antes da votação do veto presidencial


O acordo sobre a redistribuição dos royalties do petróleo pode estar próximo: um grupo de senadores representantes de estados produtores e não produtores têm se reunido para buscar uma solução que possa ser apresentada até o próximo dia 5 de outubro, data marcada para a votação do veto presidencial que impediu o repasse de royalties a estados não produtores.
Os senadores que integram o grupo estão trabalhando e já conseguiram consenso sobre uma nova divisão dosroyalties que inclui todos os estados do país para áreas que serão licitadas a partir de agora. Há, porém, discordâncias no que diz respeito às áreas do pré-sal que já foram licitadas, sob o modelo de concessão. Para o senador Delcídio Amaral (PT-MS), não é possível mexer em contratos que já estão em vigor, e os royaltiesdesses campos devem mesmo ficar só para os estados onde eles estão situados.
Segundo Delícidio, o que já está contratado, dificilmente pode ser alterado. “Há campos que têm o pós-sal, a cerca de 2.200 metros (m) de profundidade, e o pré-sal, de 6.000 a 8.000m. Muitos campos que já foram licitados estão explorando o pós-sal e depois vão explorar o pré-sal. O que foi contratado antes não dá para mexer”, explicou o senador.
Já o senador Walter Pinheiro (PT-BA) acredita que é possível incluir essas áreas do pré-sal no novo modelo de distribuição. Para ele, os estados não produtores deverão abrir mão dos royalties que ainda serão pagos sobre áreas do pós-sal, mas não podem deixar de lado o que for recolhido sobre o pré-sal. “As áreas já licitadas do pré-sal não compõem a chamada volta ao passado”, alega Pinheiro. “Se as áreas já licitadas não entrarem [no acordo] nós vamos para o veto”, reafirmou.
Para o parlamentar baiano, ainda é possível convencer o governo a arcar com parte dos prejuízos que os estados produtores terão com a redistribuição. Para isso, diz Pinheiro, o grupo de senadores já procurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e deve se reunir em breve com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Eles trabalham em cima de três propostas: uma defendida pelos não produtores, representados pelo senador Wellington Dias (PT-PI), outra pelos produtores, cujo projeto é do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), e o projeto de lei do Poder Executivo, encaminhado no ano passado à Câmara dos Deputados pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O projeto apresentado pelo senador Wellington Dias (PT-PI) redistribui os royalties sobre todos os campos, de acordo com critérios dos fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). A proposta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) prevê aumento da participação especial nos campos com maior produtividade e que o excedente seja distribuído a estados e municípios não produtores.
Já o projeto do Executivo prevê várias tabelas para a distribuição dos royalties e inclui como o local em que o campo está situado, o tipo de exploração e a divisão dos fundos de Participação dos Estados e Municípios. Nesse caso, a maior fatia ainda ficaria com os estados e municípios produtores ou que sejam afetados pela exploração do petróleo.
Apesar de ainda existirem divergências, os dois senadores concordam que a votação do veto presidencial é a pior alternativa a ser seguida. Os dois concordam que, se o veto for posto em votação, será derrubado e o assunto deverá ser judicializado. Com isso, os recursos não seriam repassados para ninguém até que a controvérsia seja resolvida.
O chamado veto dos royalties é referente a uma emenda apresentada na Câmara pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), encampada no Senado por Pedro Simon (PMDB-RS) e aprovada junto com o marco regulatório do pré-sal. A emenda prevê a distribuição igualitária dos royalties do petróleo a todos os estados e municípios, inclusive de campos já licitados.
Agência Brasil

Ministro da defesa do Chile anuncia que não há sobreviventes do acidente aéreo

noticia
CNN Chile
O Ministro da Defesa do Chile anunciou que não há sobreviventes do acidente aéreo no arquipélago Juan Fernandez. De acordo com informações da Rede de TV CNN do Chile, 21 passageiros morreram instantaneamente devido ao forte impacto. Os primeiros corpos estão sendo resgatados e  períciados no Instituto Médico Legal (SML) de Santiago. Eles foram identificados como Erwin Nuñez Rebolledo, Diaz Galia, Bruce Robert, Sylvia Slier.

Brasil 93 X 83 Cuba - Pré-Olímpico de Basquete

Série B 2011 - 21ª Rodada


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Salgueiro-PE0  X  103/09/2011 
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Documentos revelam que Reino Unido e EUA contribuiram com Kadafi repassando informações sobre opositores


Documentos secretos revelam os vínculos que Muamar Kadafi tinha com Reino Unido e Estados Unidos, até o ponto de autoridades britânicas facilitarem ao regime da Líbia informação sobre opositores.

As informações foram publicadas neste sábado (03/09) pelo jornal britânico The Independent, que diz ter tido acesso a arquivos que mostram que, em virtude dos chamados voos secretos da CIA, os EUA enviaram à Líbia prisioneiros para que fossem interrogados.

Os documentos também indicam que o serviço de espionagem britânico MI6 entregou ao ditador líbio detalhes de pessoas que se opunham a seu regime.

Além disso, autoridades britânicas ajudaram a redigir a minuta de um discurso para Kadafi quando este decidiu há alguns anos abandonar o apoio a grupo terroristas e colaborar com o Ocidente. 

Leia mais: 

Outros documentos revelam que EUA e Reino Unido atuaram em nome da Líbia nas negociações deste país com a AIEA (Agência Internacional da Energia Atômica).


Segundo o The Independent, os arquivos foram encontrados nos escritórios privados de Moussa Koussa, braço direito de Kadafi e ex-ministro das Relações Exteriores que fugiu ao Reino Unido após a revolução iniciada há alguns meses na Líbia.

Os documentos fornecem detalhes da visita a Trípoli do então primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, cujo escritório solicitou que a entrevista com Kadafi acontecesse em uma tenda de campanha.

Após a chegada de Koussa ao Reino Unido, vários políticos pediram que este fosse interrogado com relação à participação do regime líbio em assassinatos perpetrados no exterior, como o da policial britânica 

Yvonne Fletcher, que morreu em frente à embaixada da Líbia em Londres em 1984 por disparos efetuados desde a legação diplomática.

Segundo a informação do The Independent, Moussa teria copiado vários documentos antes de deixar a Líbia.

Após conhecer estas revelações, o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, disse à rede de televisão por satélite Sky News que a informação está relacionada com um governo prévio ao seu, portanto, "não tenho conhecimento disto", especificou.

"Além disso, nós não fazemos comentários sobre assuntos de inteligência relativos ao assunto", acrescentou Hague. 

Opera Mundi

Encontrados primeiros corpos de acidente com avião no Chile

Funcionários de uma Patrulha Marinha e pescadores chilenos encontraram na manhã de hoje 4 corpos de vítimas de um acidente aéreo no Chile. A queda do Avião 212, da Força Aérea Chilena, com 21 pessoas, ontem (2), no Chile, levou à comoção dezenas de pessoas e de fãs do apresentador da Televisión Nacional de Chile (TVN), Felipe Camiroaga, e da equipe dele. A aeronave caiu quando tentava aterrissar no Arquipélago Juan Fernández, a 600 quilômetros (km) do continente, no Oceano Pacífico.

A aeronave tentou pousar por duas vezes na ilha Robinson Crusué mas foi impedida pelo vento, em seguida foi perdido  o contato com a torre de controle. Também já foram encontrados destroços do avião na costa da Ilha.

Autoridades consideram pouco provável encontrar sobreviventes. "Aparentemente foi um acidente violento que não deixou nenhum sobrevivente", disse Maximiliano Larraechea, secretário-geral da Força Aérea Chilena. "Mas ainda não estamos perdendo a esperança e vamos continuar as buscas do mesmo jeito."

Com agências


Ibama desmonta serraria por processar madeira extraída ilegalmente no Maranhão


Buriticupu (02/09/2011) – O Ibama desmontou nesta quinta-feira (01/09) a primeira serraria acusada de explorar madeira vinda da Reserva Biológica do Gurupi e das terras indígenas Awá, Carú, Araribóia e Alto Turiaçu, todas na região de Buriticupu, a 420 km de São Luís, no leste do Maranhão. Há três dias o instituto realiza a operação Maurítia no pólo madeireiro do município, com apoio de homens da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional. Até o momento, há mais seis madeireiras à espera do desmonte.
A serraria já desativada foi embargada pelo Ibama em agosto de 2010, por funcionar sem licença ambiental. Ao chegar à empresa na manhã de ontem, os fiscais encontraram o lacre do órgão ambiental rompido e o pátio cheio com 70 m³ de madeira nativa já serrada (cerca de quatro caminhões cheios). Além de multada em R$ 120 mil, por armazenar o produto florestal sem licença e desrespeitar o embargo federal, a empresa teve apreendida a madeira, uma serra-fita, duas serras-circulares e uma destopadeira. O maquinário desmontado saiu da empresa fortemente escoltado pelo Ibama e Força Nacional, e será doado a uma entidade social da região.
“Vamos desativar todas as madeireiras que vem insistindo em operar na ilegalidade, desrespeitando os embargos do Ibama e financiando a degradação ambiental nas áreas protegidas da União”, prometeu o coordenador da operação, Wilson Rocha Cardoso, lembrando as 11 serrarias que o Ibama desmontou recentemente em Nova Ipixuna e as três em Cumaru do Norte, nas imediações da reserva dos Kayapós, no Pará.
No pólo de Buriticupu, até o momento, oito madeireiras já foram fiscalizadas, mas apenas uma estava regular. As seis madeireiras sem licença que serão desmontadas repetem o mesmo histórico: foram embargadas pelo Ibama em 2009 ou 2010, mas continuaram operando, desrespeitando a sanção e sem obter a licença ambiental. “Sem regularização, a empresa não tem acesso ao mercado legal e vai participar dos esquemas de fraudes que esquentam a madeira ilegal extraída das florestas no estado”, explica Ciclene Brito, chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama no Maranhão.

Nos três dias primeiros dias da operação Maurítia, o Ibama aplicou R$ 687,5 mil em multas, destruiu dezenas de fornos de carvão, apreendeu 340 m³ de madeira em tora, 465 m³ do produto serrado, um revólver calibre 38, uma espingarda calibre 12 e uma carreta flagrada transportando 30 m³ de madeira nativa sem origem legal. A operação também conta com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ministério do Trabalho e Sistema de Proteção da Amazônia.
Nelson Feitosa
Ascom Ibama/PA




Relator dá prazo para Jaqueline Roriz defender-se de denúncia de recebimento de propina


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa determinou a notificação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) para que apresente resposta à denúncia oferecida contra ela no último dia 26, perante a Suprema Corte, pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nos autos do Inquérito 3113. De acordo com o artigo 4º da Lei 8.038/90, o  prazo para apresentação dessa resposta é de 15 dias.
A deputada foi denunciada pela suposta prática do crime de peculato (artigo 312 do Código Penal – CP). O procurador-geral da República sustenta que, na condição de candidata a deputada distrital, ela recebeu “maços de dinheiro das mãos de Durval Barbosa (ex-secretário de Estado no Distrito Federal – DF e conhecido como o delator do “mensalão do DEM no DF”), a mando de José Roberto Arruda (ex-governador do DF), como retribuição pelos favores políticos feitos pela então candidata”.
Roberto Gurgel juntou aos autos depoimentos prestados por Durval Barbosa, bem como gravação por ele fornecida de uma cena em que Jaqueline Roriz teria recebido R$ 50 mil em dinheiro. Os recursos teriam sido obtidos junto a prestadores de serviços de informática do governo do Distrito Federal.
Além da propina, cujo total seria de R$ 100 mil recebidos em espécie, o procurador-geral da República afirma que a acusada teria sido beneficiada, ainda, com aparelhos "Nextel" pertencentes ao Distrito Federal “cujas contas continuaram a ser pagas com recursos públicos”, e com o poder de indicar um nome para o cargo de administrador regional de Samambaia (DF).
Andamento
O processo contra a deputada foi protocolado no STF em março deste ano. Em 14 de abril, seu relator, ministro Joaquim Barbosa, determinou a tramitação do inquérito e deferiu as diligências requeridas pelo procurador-geral da República, “diante da existência de indícios da prática do crime”.
O procurador-geral pediu que Jaqueline Roriz fosse ouvida; que fossem feitas a degravação do conteúdo do DVD gravado por Durval Barbosa, bem como a certificação da autenticidade da gravação. E deu prazo à Polícia Federal para a realização das diligências.
STF

Renault confirma Senna até fim da temporada

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Reuters

Ontem a equipe Renault confirmou o piloto brasileiro Bruno Senna até o fim da temporada, depois de firmar um acordo com Nick Heidfeld que tinha iniciado uma ação legal para tentar recuperar o lugar perdido por ele na escuderia.

"Bruno Senna foi nomeado piloto titular ao lado de Vitaly Petrov pelo restante da temporada 2011 da Fórmula 1", informou a Renault.

Com Reuters


Missão chega a Trípoli para restabelecer presença da ONU na Líbia


Comboio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) leva alimentos de primeira necessidade para Trípoli, capital da Líbia.
O Coordenador Humanitário da ONU para a Líbia, Panos Moumtzis,chegou hoje (02/09) ao país acompanhado por equipes de agências humanitárias para restabelecer a presença da ONU e fornecer serviços que foram interrompidos por causa dos conflitos.
A missão – composta por representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) – vai trabalhar para fornecer assistência para restaurar o abastecimento de água na capital, Trípoli, e no entorno, bem como avaliar a proteção de civis e a situação alimentar.
“É essencial garantir uma presença imediata e efetiva da ONU no local para ajudar a identificar e ajudar as pessoas vulneráveis que foram afetadas pelos conflitos e pela suspensão dos serviços”, afirmou Moumtzis.
Enquanto isso, o PMA enviou uma nova remessa de alimentos para Trípoli, que será distribuída pelo Crescente Vermelho líbio para mais de 35 mil pessoas deslocadas e afetadas pelos conflitos. À pedido do Conselho Nacional de Transição (CNT), a agência também adquiriu 250 mil toneladas de combustível para o trabalho de ajuda humanitária durante o período de um mês, segundo informações do OCHA.
Falta de água pode desencadear epidemias
Segundo o Chefe do Escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Líbia, Christian Balslev-Olesen, a escassez de água colocou o país em situação crítica. Nas próximas semanas, a Agência pretende distribuir, em coordenação com o CNT líbio, garrafas de água para cerca de 500 mil pessoas em Trípoli e está comprando cerca de cinco milhões de litros de água em países vizinhos para que sejam transportados o mais breve para a capital da Líbia.
“O UNICEF está respondendo às necessidades imediatas, em Trípoli, mas continuamos extremamente preocupados com a situação, pois poderá haver uma escassez de água nos próximos dias. Isso poderia se transformar em uma epidemia de saúde sem precedentes”, avalia Balslev-Olesen.
ONU Brasil

Amazônia: Maior parte da área desmatada foi transformada em pastos



Mais de 60% da área já desmatada na Amazôniaforam transformados em pastos. A conclusão está em um levantamento divulgado nesta sexta-feira e que, pela primeira vez, mapeou o uso das áreas desmatadas do bioma e mostrou o que foi feito com os 720 mil quilômetros quadrados de florestas derrubados até 2008 – uma área equivalente ao tamanho do Uruguai. A maior parte foi convertida para a pecuária.
O levantamento, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dividiu a área desmatada em dez classes de uso, que incluem pecuária, agricultura, mineração, áreas de vegetação secundária, ocupações urbanas e outros.
A pecuária ocupa 62,1% de tudo o que foi desmatado no bioma, com pastos limpos – onde houve investimento para limpar e utilizar a área –, mas também com pastagens degradadas ou abandonadas. Na avaliação do diretor do Inpe, Gilberto Câmara, o número confirma a baixa produtividade da pecuária na região e que o desmatamento não gerou necessariamente desenvolvimento econômico.
– Mostra que a pecuária ainda hoje é extensiva e precisa de politicas públicas para se intensificar e usar a terra que foi roubada da natureza. Não é, nem do ponto de vista econômico, um uso nobre das áreas. Não fizemos da floresta o uso mais produtivo possível, que seria a agricultura.
A produção agrícola ocupa cerca de 5% da área total desmatada naAmazônia. Apenas em Mato Grosso a agricultura representa um percentual significativo do uso das áreas que eram ocupadas originalmente por florestas.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a baixa participação da agricultura na ocupação das áreas desmatadas contrapõe o argumento de defensores de mudanças no Código Florestal, de que é preciso flexibilizar a lei para viabilizar a produção agrícola no país.
– Temos que eliminar da agenda falsas ideias, falsas colocações de que o meio ambiente impede o desenvolvimento da agricultura. Está provado que a agricultura anual, consolidada, não é a responsável pelo uso das terras desmatadas da Amazônia. É preciso aumentar a produtividade, menos de uma cabeça por hectare é algo inaceitável, é um desperdício substituir a floresta por algo que não dá retorno para o país –, avaliou.
Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, os novos dados poderão dar mais racionalidade ao debate sobre o Código Florestal no Senado.
– Espero que essa racionalidade ilumine o Congresso, para que o debate se ancore mais nos dados para chegar ao equilíbrio entre potencial produtivo e preservação. O Brasil não tem porque flexibilizar o desmatamento, não tem razão nenhuma para desmatar, já temos área suficiente para aumentarmos a produção.
Em 21% da área desflorestada, o Inpe e a Emprapa registraram vegetação secundária, áreas que se encontram em processo de regeneração avançado ou que tiveram florestas plantadas com espécies exóticas. Essas áreas, segundo Gilberto Câmara, do Inpe, poderão representar oportunidades de ganhos para o Brasil na negociação internacional sobre mudanças climáticas, porque funcionam como absorvedoras de dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa.
Fonte: Correio do Brasil

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Produção industrial cresce em 8 dos 14 locais em julho


De junho para julho de 2011, a produção industrial cresceu em 8 dos 14 locais investigados pelo IBGE, na série ajustada sazonalmente. Amazonas (4,3%) apontou a maior expansão, eliminando a perda de 3,6% observada no mês anterior, vindo a seguir Paraná (3,8%), Pará (3,7%), Rio Grande do Sul (2,7%), Rio de Janeiro (2,4%), Goiás (1,4%) e São Paulo (1,3%) – todos com crescimento acima da média nacional (0,5%). Minas Gerais (0,1%) praticamente repetiu o patamar de junho. Foram registrados resultados negativos, na passagem de junho para julho, em Santa Catarina (-0,7%), Pernambuco (-0,7%), região Nordeste (-1,8%), Ceará (-2,0%), Espírito Santo (-2,0%) e Bahia (-6,8%).

Na comparação com o mesmo mês de 2010, o setor industrial nacional mostrou variação negativa de 0,3% em julho, com taxas negativas em 7 dos 14 locais investigados. Vale citar que julho de 2011 (21) teve um dia útil a menos que julho de 2010 (22).
Nessa comparação, a maior queda foi registrada no Ceará (-19,2%), pressionado pela maior parte dos setores investigados. Em seguida, vieram Santa Catarina (-8,0%), região Nordeste (-7,2%), Bahia (-4,4%), Rio de Janeiro (-2,2%) e Rio Grande do Sul (-2,0%). Minas Gerais também teve resultado negativo (-0,2%). Por outro lado, Goiás (14,3%), Pará (9,6%), Amazonas (5,8%), Paraná (5,7%) e Espírito Santo (3,1%) tiveram as expansões mais elevadas, enquanto Pernambuco (1,4%) e São Paulo (1,1%) apontaram avanços menos intensos.
No acumulado de janeiro a julho de 2011, frente a igual período do ano anterior, a maior parte (9) dos 14 locais investigados tiveram índices positivos, com destaque para o avanço de dois dígitos do Espírito Santo (11,0%). Com taxas acima da média do país (1,4%) figuraram Goiás (5,1%), São Paulo (2,6%), Paraná (2,3%), Pará (2,2%), Minas Gerais (2,0%) e Rio de Janeiro (1,6%). Os demais resultados positivos foram verificados no Rio Grande do Sul (1,4%) e no Amazonas (1,1%).
No desempenho positivo desses locais, observa-se a maior presença de segmentos articulados à produção de bens de capital (para transporte e construção) e de bens de consumo duráveis (automóveis e celulares), além dos avanços nos setores extrativos (minérios de ferro), farmacêutico e de minerais não metálicos.
Por outro lado, os locais com queda na produção nos sete primeiros meses do ano foram Pernambuco (-3,4%), Bahia (-4,6%), Santa Catarina (-5,0%), região Nordeste (-5,9%) e Ceará (-14,4%).
No confronto do desempenho acumulado no primeiro semestre do ano frente ao índice mensal de julho, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, observa-se redução no ritmo da atividade industrial na maior parte (8) dos 14 locais investigados, acompanhando o movimento do índice nacional, que passou de 1,7% no primeiro semestre do ano para -0,3% em julho. Vale destacar que esse movimento reflete não só o comportamento mais moderado da atividade industrial nos últimos meses mas também a influência do efeito calendário para o mês de julho de 2011.
Nessa comparação, Espírito Santo (de 12,4% no acumulado no primeiro semestre para 3,1% em julho), Ceará (de -13,5% para -19,2%), Rio de Janeiro (de 2,2% para -2,2%), Rio Grande do Sul (de 2,1% para -2,0%) e Santa Catarina (de -4,4% para -8,0%) apontaram as maiores reduções de ritmo. Já Goiás (de 3,4% para 14,3%), Pará (de 0,8% para 9,6%), Paraná (de 1,6% para 5,7%) e Amazonas (de 0,3% para 5,8%) tiveram os maiores ganhos de dinamismo.
IBGE

Mantega diz que resultado do PIB é resposta às ações do governo


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2011 (0,8%), com relação ao primeiro trimestre do ano (1,2%), é uma resposta às ações do governo que, desde o ano passado, vem tomando medidas para conter a economia. "É natural que essa desaceleração contribua para o controle da inflação, significa um nível de atividade mais baixo".
Segundo Mantega, a expansão do PIB no terceiro trimestre deverá ficar próximo ao patamar do segundo e, no quarto trimestre, deverá acelerar, o que é natural para o período - em que o trabalhador recebe o décimo terceiro salário e aumentam o consumo e os estoques. Ele estimou que o crescimento do PIB em 2011 deverá ser 4% pelo desempenho da economia brasileira e a influência do cenário mundial. A estimativa anterior era 4,5%.
Agência Brasil

Programa brasileiro para agricultura familiar é destaque em relatório das Nações Unidas


Uma mulher planta milho em Poco Verde, no estado de Sergipe. Políticas que melhorem o acesso dos produtores aos mercados são cruciais nos esforços para combater a  pobreza e a fome. Foto: IFAD/Giuseppe Bizzarri.
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal foi destacado dentre as melhores práticas em âmbito mundial que contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) pelo relatório “Procurement for the Millennium Development Goals”, assinado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
A iniciativa brasileira foi analisada pelo estudo “Alternativas de mercado para a segurança alimentar: lições do Programa de Aquisição de Alimentos do Brasil” (em inglês), produzido pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) das Nações Unidas em Brasília. O PAA está entre outros programas inovadores que contribuem para o ODM número 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome.
Informação das Nações Unidas