"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 15 de outubro de 2011

Indignados de todo o mundo se mobilizam contra a crise


'Indignados' de todo o mundo saem às ruas de suas cidades neste sábado (15/10) para expressar sua fúria contra banqueiros, financistas e políticos, os principais acusados de arruinar a economia mundial e condenar milhões à pobreza e a dificuldades devido à sua ganância. Animados pelo movimento "Occupy Wall Street", que vem ganhando cada dia mais seguidores, manifestantes marcharão em várias partes do mundo, da Nova Zelândia ao Alasca, em cidades como Londres, Frankfurt, Roma e a própria Nova York. 
  


Austrália 



Na Austrália, centenas de pessoas protestaram na cidade de Sydney. Os manifestantes traziam cartazes com dizeres como "O capitalismo está matando nossa economia". As passeatas aconteceram também nas cidades de Melbourne, Adelaide, Perth, Townsville, Brisbane e Byron Bay. 



Segundo informações do jornal The New York Times, o clima dos protestos era tranquilo, com pessoas inclusive tocando músicas para animar a multidão. Ainda segundo a publicação, havia cerca de 800 pessoas nos protesto australiano realizado nas imediações do Banco Federal do país. 

  


Inglaterra 



As manifestações em Londres começaram com cerca de 300 pessoas que se dirigiam à Praça Paternoster, onde está localizada a Bolsa de Valores de Londres. Às 13h (horário de Brasília), a marcha já contava com cerca de 3 mil pessoas. 



O protesto começou de forma pacífica, mas a polícia da cidade prometeu agir caso os manifestantes tentassem invadir o local. Horas depois, os policiais passaram a marchar pela praça, demonstrando uma atitude mais energética. 



Algumas horas depois, surgiram no Twitter algumas mensagens de pessoas presentes nas manifestações indicando que Julian Assange, responsável pelo Wikileaks, havia sido preso pela polícia da cidade. Minutos depois, a informação foi desmentida por outros participantes do protesto. 







Segundo eles, Assange foi avisado, assim como outras pessoas, pelos policiais de que não poderia usar uma máscara que cobrisse seu rosto. A exigência foi ironizada por um advogado presente na praça. "Eles dizem que não podemos usar máscaras e ser anônimos, mas as contas suíças podem ser", afirmou Jen Robinson em sua conta no Twitter. 

"Este movimento não é a destruição da lei, mas a construção da lei", declarou Assange a respeito do Occupy Wall Street. Confira neste link a foto de Assange sendo parado pela polícia britânica, que não permitiu a utilização de máscaras. 
Às 13h10 (horário de Brasília), a Scotland Yard confirmou que duas pessoas foram detidas durantes os protestos. 


Alemanha 



Segundo a Associated Press, cerca de 5 mil pessoas protestam na cidade de Munique, em frente ao prédio do Banco Central Europeu. 



Nova Zelândia 



Houve manifestações em quatro cidades do país: Wellington, Auckland, Dunedin e New Plymouth. De acordo com informações da Radio Zew Zeland, cerca de 500 pessoas estiveram presentes nas marchas realizadas nas duas primeiras cidades. 

Bélgica 


A manifestação na capital Bruxelas partiu da estação Norte em direção à praça da bolsa de valores. Depois seguiu para o distrito onde ficam as sedes da Comissão Europeia, Conselho Europeu e Parlamento Europeu. 



Milhares de manifestantes levaram cartazes com dizeres como "Parem a ditadura financeira"; "Por uma Europa solidária" e o "O dinheiro mata". A passeata ocorre em clima pacífico. 

Espanha 


As manifestações da Espanha tiveram o grande apoio e incentivo dos "indignados" que meses atrás já haviam protestado contra a situação econômica do país e os altos índices de desemprego. 



Os números a respeito das marchas diferem de acordo com as fontes. Segundo fontes da prefeitura, 60 mil pessoas participaram das manifestações, mas a organização afirmou que foram 250 mil. 



Em Madri, as autoridades não permitiram que os protestos fossem realizados. Ainda assim, milhares de pessoas foram às ruas e fizeram muito barulho com apitos e um "panelaço". Quando passavam por bancos, gritavam "culpados, culpados". Durante as manifestações, no entanto, não foram registrados incidentes. 

Estados Unidos 


O país que motivou os protestos pelo mundo neste sábado, também teve suas manifestações contra o sistema financeiro. Os atos que acontecem no sul de Manhattan, nas proximidades da Wall Street, foram mantidos, mas se espalharam por outros lugares. 



Com bandeiras americanas e de sindicatos, os manifestantes tomaram locais como Times Square, Washington Heights, Bronx e Brooklyn, onde gritavam frases como “De quem é a rua? A rua é nossa”. 



Se na sexta-feira 14 manifestantes foram detidos, não foram registrados incidentes neste sábado. Os protestos também foram realizados em Washington, Atlanta, Tallahassee, Oakland, Dallas, Los Angeles, São Francisco, Seattle, Chicago, Filadélfia, Houston, San Diego e Denver. 

Itália 


O protesto também teve grande importância na Itália. Milhares de pessoas sairam às ruas de Roma e acabaram entrando em conflito com a polícia, que reprimiu as manifestações. 



De forma violenta, a polícia italiana usou mangueiras d'água e bombas de gás lacrimejante para dissipar quem protestava. Os manifestantes responderam e, durante o confronto, colocaram fogo em carros e quebraram vitrines de lojas. Até o momento, o protesto na Itália é o que, aparentemente, teve maior repressão policial neste sábado. 

 

Imagem de Machahir Sami, jornalista presente nos protestos, mostra a confusão gerada pela repressão policial em Roma 

Brasil
Os protestos no Brasil foram concentrados em São Paulo. As pessoas levaram cartazes pedindo uma "democracia de fato". A forte chuva que atinge a capital paulista, no entanto, atrapalha a manifestação. 
Assim como nos demais protestos realizados por todo o mundo, as marchas no Brasil foram convocadas pela internet. 
Hong Kong 


Cerca de 200 pessoas se concentraram nas imediações da Bolsa de Valores local, levando cartazes com palavras de ordem como "os bancos são um câncer", segundo a Rádio Televisão de Hong Kong. 



Taiwan 



Mais de 100 pessoas – embora os organizadores esperassem que cerca de 1,5 mil aparecessem – responderam a convocação do "15-O", em referência ao dia 15 de outubro, e se manifestaram na entrada do arranha-céu Taipé 101 cantando palavras de ordem como "Somos 99% de Taiwan". 

Opera Mundi

Neonazistas brasileiros saem da toca?


Antropóloga aponta principais características dos grupos no Brasil
O jovem punk Johni Raoni Falcão Galanciak foi assassinado na madrugada do dia 4 de setembro. No dia 29 do mesmo mês, a Justiça condenou a 31 anos e 9 meses de prisão, Vinícius Parazatto, um dos skinheads acusados de obrigar dois jovens (que usavam camisetas com nomes de bandas punks), a pular de um trem em movimento, em Mogi das Cruzes, em 2003. Um deles morreu, o outro perdeu um braço. Entretanto, cabe recurso a Vinícius.
Os dois fatos reacendem mais uma vez a luz sobre o crescimento de grupos de extrema direita no país, sobretudo na região metropolitana de São Paulo.
No Brasil, a partir da década de 1980, surgiam os “Carecas do ABC”, em contraposição ao movimento popular e sindical, capitaneado então por Luiz Inácio Lula da Silva.
Anos depois, o contexto atual pode ser explicado, em grande parte, pelo acalorado debate nas eleições presidenciais no ano passado. É o que pensa a antropóloga Adriana Dias, da Unicamp, que estuda a questão do neonazismo no Brasil desde 2002.“A questão do preconceito aos nordestinos, que apareceu no ano passado, vem desde as eleições do Lula. Na eleição da Dilma, isso se radicalizou muitíssimo porque foi levantada a questão do aborto, do casamento gay”, lembra Adriana.
O deputado Jair Bolsonaro (PP) exibe para a imprensa o "Mural da Vergonha"
- Foto: Valter Campanato
Segundo ela, obviamente, por trás de vários tipos de preconceitos existemquestões de classe. Mas vai além. Segundo Adriana, no caso do racismo exercido por certos grupos, o que existe não é somente opinião, mas uma emoção “contundente e violenta”.
Ela acrescenta ainda que nas crises, “nos momentos em que a humanidade é chamada a depor”, sobretudo de âmbito econômico, os movimentos fascistas tendem a ganhar mais espaço em parte da juventude .“Por exemplo, quando surgiram as cotas raciais. A gente viu um grande movimento desses grupos contra as cotas”, lembra.
Muita coisa mudou da época dos “Carecas do ABC” para cá. Sobretudo a possibilidade de comunicação entre esses membros de grupos fascistas, com o uso da internet. Adriana identificou impressionantes 150 mil endereços IP (protocolos de internet) de brasileiros que baixaram pelo menos 100 arquivos de páginas neonazistas. O site Valhala88, desativado em 2007, chegou a receber 200 mil visitas diárias no Brasil.

O que leem
Há dois grandes grupos etários de neonazistas no Brasil, de acordo com Adriana. O primeiro tem entre 18 e 25 anos. O outro entre 35 e 45 anos, que seriam os líderes.
Segundo ela, a leitura dos neonazistas é composta por William Patch, Thomas Haden, Miguel Serrano. “Eles acessam muitos fóruns no exterior e leem muita literatura revisionista, que na verdade é negacionista [negação do holocausto], relata.
De acordo com Adriana, os neonazistas brasileiros “baixam” muito mais traduções em português, espanhol, e inglês, mas dificilmente em alemão. “A grande maioria nem sequer lê em inglês”, pontua.
Quanto aos autores brasileiros, alguns jovens assistem a seminários promovidos pelo Instituto Plínio Correia de Oliveira (criador da TFP - Tradição, Família e Propriedade) e gostam dos escritos do jornalista Olavo de Carvalho. “Eu não quero dizer que Olavo de Carvalho seja amigo de todos eles por conta disso”, afirma Adriana.
Ainda de acordo com a antropóloga e sem quantifi cá-los, ela destaca que metade deles [neonazistas] que “estudou” possuem uma visão “cosmo-religiosa”. Adriana explica que uma parte dos neonazistas tenta chamar o nacional-socialismo de nacional-espiritualismo. “É uma tentativa de dar uma camuflagem de opinião ou de religiosidade ao grupo. O nazismo não é uma religião, não é uma opinião. Ele é uma ideologia. Se você entra na questão da opinião e na religião, acaba virando uma desculpa de liberdade de crença. E não é”, pondera.

O que ouvem
“É nítido ver qualquer agressão vinculada a grupos de extrema direita, em locais onde a música é o pano de fundo”, afirma pesquisadora sobre o tema que preferiu não ser identificada.
De acordo com ela, a música exerce um papel primordial sobre os jovens neonazistas. “Colocando a música dentro de um cenário político e com letras que reverenciam o poder, elas podem entrar na consciência de um indivíduo mais do que em qualquer outro ‘meeting político’, por ser mais suave, e por em princípio ser inocente, mas com propriedade densa”, revela.
Como explica a pesquisadora, o tema em geral das músicas neonazistas (no Brasil e no mundo) versa sobre o poder branco, nacionalismo exacerbado, usam indiretamente menções de Hitler e a alguns personagens que fazem parte da história do partido nazista.
Em relação às bandas do Brasil, há o Comando Blindado, a banda Zurzir (o vocalista desta banda recebeu uma intimação judicial e foi preso, pelo teor das letras nas músicas). Defesa Armada e Resistência 88 também figuram na cena musical neonazista.
“Os números 8 e 88 correspondem à oitava letra do alfabeto, que é “H”. Logo, o 88 é HH, iniciais de Heil Hitler. Uma pequena ideia da comunicação entre estes grupos. A música exerce uma força muito grande, da mesma forma que Leni Riefenstahl teve o poder sobre o cinema na propaganda nazista”, lembra.

Prussian Blue
Como alguns exemplos de bandas internacionais, a pesquisadora cita o caso das Prussian Blue. “Elas [duas garotas, Lynx Gaed e Lamb Gaed, gêmeas de 19 anos de idade] começaram em eventos musicais de extrema direita, com bandas da mesma linha. A mãe das meninas é uma racista declarada. Elas não estudaram em escolas, pois a mãe lecionava para elas em casa. Elas não podiam ter nenhum contato com o mundo externo. Há vídeos no Youtube em que as meninas até dançavam em torno da suástica”, conta a pesquisadora.
O álbum alcançou o quarto lugar na lista da revista Billboard.
Segundo a pesquisadora, em todas as letras das duas garotas, há um “entendimento político extremista sério”. “Até que ponto podem ir estes embriões de Hitler, influenciando outras jovens, em formação de opinião?”, questiona a pesquisadora.
Eduardo Sales de Lima, Brasil de Fato

Dia de luta contra a ganância dos governos - 15.O


Dia histórico. Manifestantes em todo o Mundo saíram às ruas neste Sábado para protestar contra a "ganância corporativa" e os cortes orçamentários realizados por distintos governos.
                                                            protestos em Madrid

Inspirados no Movimento Ocupar Wall Street pessoas de cidades de pelo menos 82 países se uniram para dizer dizer aos políticos e às elites financeira que cabe a nós, o povo, decidir nosso futuro", segundo o site da organização, 15october.net.
                                              

                                                      Protestos em Roma
O protesto coincidiu com a reunião com o encontro do G-20 em Paris, onde ministros das finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias estavam mantendo conversas sobre a crise.



Os poderes estabelecidos atuam em beneficio de uns poucos, ignorando a vontade da grande maioria sem que se importem do custo humano ou ecológico que tenhamos que pagar. Esta intolerável situação deve terminar.
Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e as elites financeiras a quem eles servem, que agora somos nós, as pessoas, quem decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam.



É a hora de nos unirmos. É a hora de nos ouvirem.




Bancários decidem por fim à greve

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) chegaram a um acordo na noite de ontem (14) e, com isso chega ao fim a greve dos bancários.

Foi apresentado aos trabalhadores, pela FENABAN, a proposta de reajuste de 9%, já a partir de 1º de setembro de 2011. Os bancários  realizarão assembleias em todo o país e a FENABAN recomenda que seja aprovada a proposta.

Além de receberem o aumento, com a proposta os trabalhadores terão direito a auxílio refeição, cesta alimentação, décima terceira cesta e auxilia creche mensal para filho de até 6 anos, também receberam reajuste pela proposta. A Contraf afirmou que os dias de paralisação não serão descontados e compensados até o dia 15 de dezembro.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf – CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, afirmou que “a proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional de categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 17 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudares de posição”.

Informações de NotíciasBR

Orlando Silva pede que PF investigue denúncias de desvio no Esporte

Revista "Veja" diz que o Ministro Orlando silva recebeu propina de verba supostamente desviado do Ministério dos esportes. De acordo com a Revista as entidades que deveriam ser beneficiadas pelo Programa Segundo Tempo, que visa incentivar a prática esportiva entre crianças e adolescentes, só recebiam o benefício depois do pagamento de uma taxa que algumas vezes chegava a consumir 20 % do benefício.

Orlando Silva divulgou uma nota, neste Sábado (15) em que pede a Polícia Federal investigue as denúncias publicadas neste fim de semana pela revista "Veja" sobre sua suposta participação em esquema de desvio de dinheiro da pasta.

“Tenho a certeza de que ficará claro de que tudo o que ele diz são calúnias”, diz o ministro do Esporte, conforme a nota divulgada pela assessoria de imprensa do ministério.

As denúncias foram feitas por João Dias Ferreira,  Preso em abril do ano passado, é suspeito de desviar R$ 2 milhões do programa Segundo Tempo por meio de entidades esportivas que ele comandava e, que foi candidato a Deputado Distrital nas eleições de 2006.

Por isso o Ministério afirma que a motivação para as referidas denúncias fora o fato de o denunciante ser alvo de apurações em andamento no Tribunal de Contas da União (TCU) em razão dos repasses que recebeu.

"Orlando Silva afirma com veemência ser caluniosa a afirmação de João Dias de que houve entrega de dinheiro nas dependências do Ministério e pretende tomar medidas legais. João Dias já é réu em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, em decorrência das irregularidades na execução dos convênios denunciadas pelo Ministerio do Esporte", diz a pasta.

Confira a Nota do Ministro Orlando Silva:


"NOTA À IMPRENSA: Ministro do Esporte aciona Polícia Federal



O ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal investigue denúncias feitas pelo Sr. João Dias em entrevista à revista Veja. Orlando Silva espera com isso não deixar dúvidas sobre a falta absoluta de fundamentação das acusações feitas contra ele pelo entrevistado. “Tenho a certeza de que ficará claro de que tudo o que ele diz são calúnias”, diz o ministro do Esporte.



João Dias, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte, para atendimento a crianças e jovens, dentro do Programa Segundo Tempo. Como não houve cumprimento do objeto, não só o Ministério determinou a suspensão dos repasses, como o ministro Orlando Silva determinou em junho de 2010 a instauração de Tomada de Contas Especial, enviando todo o processo ao TCU. O ministério exige a devolução de R$ 3,16 milhões, atualizados para os valores de hoje.



A avaliação do ministro do Esporte é de que foi esse o motivo para João Dias fazer agora acusações de desvios de verbas do Segundo Tempo por um suposto esquema de corrupção no Ministério. Orlando Silva afirma com veemência ser caluniosa a afirmação de João Dias de que houve entrega de dinheiro nas dependências do Ministério e pretende tomar medidas legais. João Dias já é réu em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, em decorrência das irregularidades na execução dos convênios denunciadas pelo Ministerio do Esporte.



Em nenhum momento, o Ministério “amenizou” qualquer comunicado a Polícia Militar, como dá a entender o Sr. João Dias em entrevista a revista. Apenas considerou o rito do devido processo legal, que estabelece o direito de defesa do acusado. O comunicado final ao Batalhão da PM explicitou exatamente o que foi a medida tomada pelo Ministério do Esporte - a instauração de Tomada de Contas do TCU e pedido de devolução de recursos e demais medidas reparatórias cabíveis contra a ONG e o Sr. João Dias.



O Programa Segundo Tempo, que atende a mais de um milhão de crianças e jovens em todo o Brasil, é permanentemente auditado pelos órgãos de controle e qualquer denúncia consistente de irregularidade é apurada. O ministro Orlando Silva, desde que assumiu o Ministério, determinou o aperfeiçoamento constante do projeto, tanto do seu alcance como da forma de celebração dos convênios para sua execução. Em setembro passado, houve uma chamada pública, e a seleção final apenas contemplou entes públicos.


Ascom – Ministério do Esporte"

Informações do G1.


Jornalistas lançam campanha pela autodeclaração racial e étnica

Foi lançado ontem pela Federação Nacional dos Jornalistas durante o 18º Encontro Nacional de Jornalistas em Assessorias de Comunicação, a campanha “Jornalista de verdade assume a sua identidade”.

A campanha é uma das ações da Federação para implementar os compromissos assumidos com a categoria e divulgar o Ano Internacional das e dos Afrodescendentes. Entre as ações estão o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, realizado em parceria com a ONU Mulheres, em oito capitais brasileiras: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo nos meses de agosto e setembro.

A iniciativa é assinada em conjunto com a EBC – Empresa Brasil de Comunicação e tem o apoio da ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.

Informações de: Nações Unidas no Brasil

Protestos pelo Mundo pedirão por democracia real neste Sábado



Este sábado será um dia de mobilização global. O protesto foi convocado pelos “indignados” que tomaram as praças espanholas em maio deste ano. Segundo seus organizadores a principal reivindicação "deve reclamar uma democracia de fato, uma democracia real". Ativistas em mais de 869 cidades de 71 países devem sair às ruas em uma mobilização sob o slogan “unidos por uma mudança global”.

No Brasil, o "15.O" -- como está sendo chamado -- é organizado por uma série de movimentos e indivíduos unidos em torno de uma crítica ao modelo da democracia representativa e uma série de reivindicações em comum: contra o estado penal e a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza; contra o uso de armas por parte da polícia em manifestações populares; fora Ricardo Teixeira; por um SUS público e de qualidade; tarifa zero para o transporte público; 10% do PIB para a educação pública, gratuita e de qualidade; pela legalização do aborto; pela aprovação do PLC 122 (projeto de lei que criminaliza a homofobia); legalização das drogas; contra o PAC, Belo Monte e o novo Código Florestal; por uma Comissão da Verdade, Memória e Justiça autônoma, entre outras.


Mais informações:
- Blogs oficiais do 15.O São Paulo:


- Outros sites:




Com Brasil de Fato

Confira o grid de largada do GP da Coreia do Sul:


1º. Lewis Hamilton - McLaren
2º. Sebastian Vettel - Red Bull
3º. Jenson Button - McLaren
4º. Mark Webber - Red Bull
5º. Felipe Massa - Ferrari
6º Fernando Alonso - Ferrari
7º. Nico Rosberg - Mercedes
8º. Vitaly Petrov - Renault
9º. Paul di Resta - Force India
10º. Adrian Sutil - Force India
11º. Jaime Alguersuari  -Toro Rosso
12º. Michael Schumacher - Mercedes
13º. Sebastien Buemi - Toro Rosso
14º. Kamui Kobayashi - Sauber
15º. Bruno Senna - Renault
16º. Pastor Maldonado - Williams
17º. Sergio Pérez - Sauber
18º. Rubens Barrichello - Williams
19º. Heikki Kovalainen - Lotus
20º. Jarno Trulli - Lotus
21º. Timo Glock - Virgin
22º. Jérôme D'Ambrosio - Virgin
23º. Vitantonio Liuzzi - Hispania
24º. Daniel Ricciardo - Hispania

Comissão da Lei da Copa tem maioria de deputados próximos a Teixeira

A Comissão Especial da Câmara que vai analisar a Lei Geral da Copa é composta por quatro deputados que têm ligações com Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Somente o deputado Édio Lopes (PMDB-RR) não possui envolvimento com o cartola. O grupo foi instalado na última semana  e poderá propor emendas ao PL da Copa.

O presidente da Comissão é o deputado Renan Filho (PMDB-AL). Seu pai é o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que recebeu R$ 100 mil da CBF para sua campanha ao Senado.

Já o relator é o deputado Vicente Cândido (PT-SP), que é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). Vicente também possui um escritório de advocacia em sociedade com o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, aliado político de Teixeira.

Os outros dois deputados do grupo são José Rocha (PR-BA) – que também recebeu doações da CBF para campanhas eleitorais – e Rui Palmeira (PSDB-AL) – ex-funcionário do gabinete do senador Renan Calheiros.

A próxima reunião da Comissão da Lei Geral da Copa será na próxima semana. A Lei possui polêmicas, como respeitar a meia-entrada a estudantes e idosos, ponto que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) discorda.

Vivian Fernandes

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ONU autoriza retirada gradual de homens da Força de Paz no Haiti


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou hoje (14) a retirada de 3,2 mil militares estrangeiros que atuam na Força de Paz no Haiti. A retirada deverá ocorrer de forma gradual. A medida foi tomada porque a comunidade internacional concluiu que o governo do presidente do Haiti, Michel Martelly, tem condições de administrar as questões de segurança e paz internas.
Desde 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) está em atuação na tentativa de garantir a segurança e a paz na região que sofre com a ação de guerrilhas urbanas. Com graves problemas sociais, como falta de infraestrutura e desemprego, o país é considerado um dos mais violentos do mundo.
A decisão da ONU ocorreu no mesmo momento que a primeira-dama do Haiti, Sophia Martely, mulher do presidente haitiano, desembarca no Brasil. O governo haitiano quer cooperação para desenvolver ações de ajuda humanitária e políticas de combate à fome e transferência de renda.
O Haiti é o país mais pobre das Américas. Há pouco mais de um ano e meio, a região foi atingida por um terremoto que destruiu a capital Porto Príncipe e cidades vizinhas, além de matar mais de 220 mil pessoas – entre eles, militares brasileiros e Zilda Arns, médica que criou a Pastoral da Criança. A situação se agravou ainda mais com a epidemia de dengue e os problemas causados pelas enchentes.
Paralelamente, os países que colaboram para a reconstrução do Haiti defendem que ele já dispõe de estrutura interna e que não necessita mais do apoio da Minustah. O ministro da Defesa, Celso Amorim, foi um dos primeiros a propor a retirada do Haiti de cerca de 2,2 mil militares brasileiros das Forças Armadas, das polícias militares e dos corpos de bombeiros.
Para Amorim, a retirada da Força de Paz deve ser gradual. Atualmente militares e civis de 35 países atuam no Haiti, além de organizações não governamentais (ONGs) e organismos estrangeiros. A ajuda estrangeira ao Haiti inclui trabalhos nas áreas de saúde, educação, engenharia e segurança pública, entre outras.
Agência Brasil

CBF decide incluir Luverdense no Grupo do América. Serão anulados apenas os pontos conquistados contra o Rio Branco

 A CBF acaba de divulgar a decisão que envolve o Grupo E da Série C, onde, o Rio Branco-AC fora excluído Por decisão unânime do STJD, tomada na tarde da última quinta-feira, a equipe acreana foi excluída da competição por infringir o artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

A Diretoria de competições da entidade decidiu que o Luverdense-MS substituirá o Rio Branco. Os três jogos já realizados pelo Rio Branco/AC na segunda fase da competição devem ser desconsiderados. O Luverdense/MT jogará todas as seis partidas, respeitando a ordem dos jogos anteriomente estabelecida.

Com isso o América perde os 3 pontos conquistados com a vitória sobre o Rio Branco e terá que jogar contra o Luverdense. O CRB agora é líder do Grupo, seguido pelo Paysandu. O América fica com apenas 1 ponto.

Ao autorizar Belo Monte, Congresso ignorou direito à consulta prévia


Seis anos após o Congresso Nacional ter autorizado o início da construção da hidrelétrica de Belo Monte, os indígenas poderão ser consultados. Na interpretação do Ministério Público Federal (MPF), esse direito foi desrespeitado. Por isso, os procuradores da República no Pará ingressaram com uma ação que será julgada na próxima segunda-feira (17) pela Justiça Federal, em Brasília.
Com a consulta prévia, os povos indígenas e tribais podem participar nas decisões administrativas e legislativas que lhes afetam diretamente. O processo havia entrado em pauta para julgamento no dia 22 de novembro de 2010, mas a pedido da Advocacia Geral da União, foi adiado.
Em 1989, a consulta prévia, livre e informada foi definida como direito em 1989 pela Organização Internacional do Trabalho. O Brasil aderiu formalmente ao tratado em 2002.
O direito consta ainda no artigo 231 da Constituição brasileira. O texto prevê que “o aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas”.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

Zidane visitará África Ocidental em ação de combate à pobreza


Ex-capitão da seleção francesa de futebol e embaixador da Boa Vontade da ONU chegará ao Mali na terça-feira; viagem coincide com o Dia Internacional de Erradicação da Pobreza.
Zinédine Zidane
O embaixador da Boa Vontade do Pnud, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Zinédine Zidane, chega à África, na próxima terça-feira, para se juntar a uma campanha de combate à pobreza na região.
Zidane visitará o Mali, no noroeste do continente, para ver de perto programas que estão dando certo em comunidades locais.
Real Madrid FC
Há 10 anos como embaixador, Zidane disse que quer fazer o seu papel na luta contra a  pobreza. Ele afirmou ainda que “viveu em lugares difíceis e em situações difíceis” antes de se tornar o astro de futebol.
Após se aposentar em 2003, Zidane está agora dirigindo a área de esporte do Clube Real Madrid, da Espanha.
O embaixador da Boa Vontade deverá visitar projetos voltados para mulheres e jovens no Mali, e iniciativas de geração de renda.
Metas do Milênio
A visita de Zinédine Zidane coincidirá com o Dia Internacional de Erradicação da Pobreza, comemorado neste 17 de outubro.
O Mali tem registrado avanços no cumprimento das Metas do Milênio. As matrículas escolares cresceram em mais de 90% na década passada.
Quase 70% da população local tem acesso à água potável e o índice de prevalência de HIV baixou de 1,7% para 1,3%.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.