"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 12 de maio de 2012

Maior, mas ainda desigual

Por: Vitor Nuzzi - Rede Brasil Atual
O economista Celso Furtado dizia que o Brasil, antes de mais nada, deveria priorizar o problema social, e não o econômico. O país já havia adquirido certo peso em termos mundiais, mas ainda tinha uma capacidade muito limitada de criar o próprio destino. Ele insistia na receita: era preciso criar empregos e ampliar o mercado interno. Reflexões ainda válidas, à medida que o Brasil teve crescimento visível nos últimos anos, mas continua devendo em termos de desenvolvimento – leia-se melhores condições para quem vive aqui.  
O desenvolvimento regional foi o tema das atividades do 1º de Maio deste ano promovidas pela CUT em São Paulo – a central reuniu autoridades e técnicos do Brasil e de fora para debater o assunto. “Queremos fazer um retrato do modelo de desenvolvimento, voltado para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A vida das pessoas melhorou com o crescimento econômico e com os investimentos feitos regionalmente?”, questiona o presidente da central no estado, Adi dos Santos Lima. O IDH é uma medida usada para avaliar avanços em três itens considerados básicos: saúde (vida longa e saudável), educação (conhecimento) e renda (padrão digno de vida). Quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento.“Embora no geral o país esteja se saindo bem em relação ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, as desigualdades regionais e locais existentes são um grande desafio que precisa ser enfrentado”, diz Rogério Borges de Oliveira, economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para o Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro. Esses objetivos incluem metas referentes ao combate à pobreza e melhorias em educação e saúde, entre outros itens. “Até 2015, é indispensável que estados e municípios também dediquem suas políticas sociais e mobilizem a sociedade civil e o setor privado para conseguir completar as lacunas existentes”, afirma Oliveira, destacando a necessidade de “soluções de alto impacto” no caminho de uma educação de qualidade, um sistema de saúde eficiente, criação de empregos, melhor distribuição de renda e proteção ao meio ambiente.
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(Foto:Ibge/2009)
Em 84º lugar em 2011, entre 187 países, o Brasil está entre as 25 nações consideradas de desenvolvimento alto. Desde 1980, cresceu 31%, de 0,549 para 0,718. Nesse período, a expectativa de vida aumentou 11 anos (de 62,5 para 73,5), a média de escolaridade passou de 2,6 para 7,2 anos e a renda nacional bruta per capita cresceu quase 40%, para US$ 10.162. Mas um olhar sobre os dados estaduais – nesse caso, relativos a 2000, último dado disponível – revelam a desigualdade: as 16 últimas colocações são de estados das regiões Norte e Nordeste.

Sem fórmula

O economista do Pnud destaca a implementação de políticas públicas no Brasil – citando o programa Bolsa Família e, agora, o Brasil sem Miséria – como fatores de melhoria do desenvolvimento humano. Segundo ele, o país também tem mostrado avanços em iniciativas setoriais e regionais. “Não há uma fórmula única. Cada região, cada município, cada comunidade deve definir suas prioridades e encontrar os próprios meios.”
“Temos acompanhado nesses últimos anos um modelo de desenvolvimento por meio da inclusão e de projetos sociais”, diz Adi. “Há regiões que crescem acima da média nacional. Estados do Nordeste crescem a taxas chinesas, sem o devido reflexo na qualidade de vida das pessoas.” O sindicalista lembra que o 1º de Maio também procurou discutir o Brasil em relação aos demais países que compõem os chamados Brics (África do Sul, China, Índia e Rússia).
Para o diretor adjunto de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Miguel Matteo, a política social precisa ser parte primordial da política econômica. O Brasil teve no período mais recente uma redução “extremamente tímida” da desigualdade, mas de grande impacto no mercado consumidor – com participação fundamental do aumento do salário mínimo. “Nos anos 1990, desenvolvimento regional era palavrão. O desmonte foi terrível no que se refere à mão de obra qualificada para pensar nessa questão. Nos anos 2000, começa-se a pensar de novo”, diz Matteo.

Desconcentração

Mas os desequilíbrios permanecem. “Algumas regiões tiveram crescimento explosivo”, diz o diretor do Ipea, citando municípios como Parauapebas, no Pará, cuja população mais que dobrou em dez anos (de 71 mil para 154 mil), ou Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, que foi de 19 mil habitantes, em 2000, para 45 mil em 2010. Aumento estimulado pela expansão do agronegócio, da soja e da produção de minérios. Não se pensou, porém, em como absorver essa população adicional. “O II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento, para o período 1975-1979) já falava em desconcentração da área econômica no Brasil. Mas acho que a única coisa que a gente conseguiu desconcentrar foi a concentração.” Ou seja, há mais áreas de concentração.
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(Foto:Pnud)
Segundo o IBGE, em 2009, excluindo as capitais, 12 municípios respondiam individualmente por mais de 0,5% do PIB, concentrando 9,3% da renda do país. Das 12 cidades, 11 eram do Sudeste e uma da Região Sul.
O economista do Pnud observa que não há dados disponíveis para o período 1980-2011, que permitiriam uma análise regional mais apurada em relação ao IDH. “No entanto, se analisarmos os dados fornecidos pelos relatórios de acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, verificamos que há, sim, ainda, desigualdades regionais e locais significativas que têm impedido o crescimento homogêneo do país”, diz Oliveira. “O gênero, a raça, a etnia e o local de nascimento de uma criança brasileira ainda determinam, em grande parte, suas oportunidades futuras. Essas desigualdades têm repercussões diretas também na saúde da mulher e na razão da mortalidade materna.”
O Sudeste somava 55% do PIB em 2009, segundo o IBGE. A concentração ainda era grande, mas chegava a 59% em 1995. Também em 2009, aproximadamente 25% da renda provinha de cinco municípios: São Paulo (12%), Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba (1,4%) e Belo Horizonte (também 1,4%). Essas cidades representavam 12,6% da população. E 51 municípios, reunindo 30,8% da população, respondiam por metade do PIB.
Assim, o PIB per capita mostra disparidades. Foi de R$ 16.900 em 2009, mas cai para R$ 10.600 na Região Norte, por exemplo, ou R$ 8.200 no Nordeste, e atinge R$ 22.100 no Sudeste e R$ 50.400 no Distrito Federal. O analista econômico Jefferson Mariano, do IBGE, lembra que em 2009 o estado de São Paulo, com 22% da população nacional, reunia 35% dos salários. “Essa questão do rendimento é fortemente concentrada no eixo Sul/Sudeste.”
Como disse o professor Celso Furtado, clássico defensor de um projeto para o país, a primeira coisa a fazer é saber aonde se quer chegar. “Um verdadeiro projeto nacional tem de partir do social, identificar os problemas que afligem a população.” E avisava aos mandatários: “A parte da população que não participa dos benefícios do desenvolvimento é tão grande que este passa a ser um dos principais problemas, se não o prioritário, de quem governa o Brasil.”

Presidência da República gasta R$ 89,8 mil com arranjos florais

A primavera, estação mais colorida e harmoniosa do ano, chegou mais cedo à Presidência da República (PR) este ano. Na última segunda-feira (7), o órgão empenhou R$ 89,8 mil na compra dos mais diversos tipos de flores. Entre os arranjos encontram-se, inclusive, coroas fúnebres. Ao todo, foram adquiridas 30 variedades de plantas com custos que variam de R$ 1,00 a R$ 450,00. A previsão do edital era que a aquisição das flores chegasse a R$ 105,3 mil.

Segundo a assessoria da Presidência da República, o montante empenhado servirá para todo o ano de 2012, conforme a aconteça a demanda. A necessidade dos arranjos é realizada com base no consumo de anos anteriores e na identificação das necessidades do exercício correntes. As aquisições florais serão utilizadas em datas natalícias, falecimentos de autoridades, arranjos para eventos no Palácio do Planalto e residências oficiais, assim como para o gabinete da presidente.

A maior compra, segundo a nota de empenho, foi de 80 coroas fúnebres de tamanhos médios e grandes, que custaram R$ 250,00 e R$ 450,00 cada, respectivamente. Os decorativos terão no mínimo 150 cm de altura por 100 cm de largura e possuirão pelo menos 150 flores nobres de 1º qualidade.

A segunda maior compra da lista de flores da Presidência foi destinada à compra de flores 420 plantas ornamentais. Segundo a nota de empenho, bromélias, antúrios, crisântemos, azaleias, orquídeas com floração nova e botões abrindo e plantadas de forma artística, deverão atender aos pedidos da Pasta. As plantas devem estar em caxepôs (vasos com rodinhas) de vidro, cerâmica, em alguns casos, chinesas, vime ou madeira. As plantas podem ter ainda acabamentos artísticos.

Outros R$ 500,00 foram gastos com composição de pequenas plantas ornamentais verdes, suculentas e outras, como samambaias, cactus sem espinhos, pimenteiras, mini bromélias, floridas ou não. Os 50 arranjos são para centro de mesa, medindo 40 cm de diâmetro e até 30 cm de altura. As bases serão de vidro, porcelana chinesa branca ou colorida, vime ou madeira, com apresentação artística.

No terceiro lugar no ranking das compras florais da Presidência em 2012, ficou a aquisição de 60 arranjos de centro de mesa retangulares. As folhagens, que saíram pelo custo total de R$ 7,5 mil, medem 80 cm de comprimento por 60 cm de largura e 20 cm de altura e serão também serão compostas por flores nobres de 1º qualidade em bases de prata, vidro, madeira, cerâmica, porcelana chinesa branca ou colorida.

A compra dos arranjos florais ocorreu por pregão eletrônico e cada item do edital foi “oferecido” separadamente para as empresas participantes. A instituição vencedora de todos os itens do leilão às avessas, isto é, porque ganha a entidade que oferecer o menor valor do que as outras, foi a Cadmo Costa Oliveira.  A mesma entidade venceu as licitações do mesmo tipo no ano passado. Em 2011, a Cadmo embolsou R$ 38,4 mil no fornecimento de flores para Presidência.

Confira aqui a nota de empenho.

Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Grid de Largada GP da Espanha


PosNoDriverTeamQ1Q2Q3Laps
14Lewis HamiltonMcLaren-Mercedes1:22.5831:22.4651:21.70717
218Pastor MaldonadoWilliams-Renault1:23.3801:22.1051:22.28514
35Fernando AlonsoFerrari1:23.2761:22.8621:22.30215
410Romain GrosjeanLotus-Renault1:23.2481:22.6671:22.42414
59Kimi RäikkönenLotus-Renault1:23.4061:22.8561:22.48713
615Sergio PerezSauber-Ferrari1:24.2611:22.7731:22.53314
78Nico RosbergMercedes1:23.3701:22.8821:23.00517
81Sebastian VettelRed Bull Racing-Renault1:23.8501:22.884no time14
97Michael SchumacherMercedes1:23.7571:22.904no time15
1014Kamui KobayashiSauber-Ferrari1:23.3861:22.897no time14
113Jenson ButtonMcLaren-Mercedes1:23.5101:22.94413
122Mark WebberRed Bull Racing-Renault1:23.5921:22.9778
1311Paul di RestaForce India-Mercedes1:23.8521:23.12514
1412Nico HulkenbergForce India-Mercedes1:23.7201:23.17713
1517Jean-Eric VergneSTR-Ferrari1:24.3621:23.26511
1616Daniel RicciardoSTR-Ferrari1:23.9061:23.44211
176Felipe MassaFerrari1:23.8861:23.44412
1819Bruno SennaWilliams-Renault1:24.9818
1921Vitaly PetrovCaterham-Renault1:25.2778
2020Heikki KovalainenCaterham-Renault1:25.5078
2125Charles PicMarussia-Cosworth1:26.5828
2224Timo GlockMarussia-Cosworth1:27.0328
2322Pedro de la RosaHRT-Cosworth1:27.5556
2423Narain KarthikeyanHRT-Cosworth1:31.1224
Q1 107% Time1:28.363


Classificação Mundial de Pilotos

PosMotoristaNacionalidadeEquipePontos
1Sebastian VettelAlemãoRed Bull Racing-Renault53
2Lewis HamiltonBritânicoMcLaren-Mercedes49
3Mark WebberAustralianoRed Bull Racing-Renault48
4Jenson ButtonBritânicoMcLaren-Mercedes43
5Fernando AlonsoEspanholFerrari43
6Nico RosbergAlemãoMercedes35
7Kimi RäikkönenFinlandêsLotus-Renault34
8Romain GrosjeanFrancêsLotus-Renault23
9Sergio PerezMexicanoSauber-Ferrari22
10Paul di RestaBritânicoForce India-Mercedes15
11Bruno SennaBrasileiroWilliams-Renault14
12Kamui KobayashiJaponêsSauber-Ferrari9
13Jean-Eric VergneFrancêsSTR-Ferrari4
14Pastor MaldonadoVenezuelanoWilliams-Renault4
15Daniel RicciardoAustralianoSTR-Ferrari2
16Nico HulkenbergAlemãoForce India-Mercedes2
17Felipe MassaBrasileiroFerrari2
18Michael SchumacherAlemãoMercedes2
19Timo GlockAlemãoMarussia-Cosworth0
20Charles PicFrancêsMarussia-Cosworth0
21Vitaly PetrovRussoCaterham-Renault0
22Heikki KovalainenFinlandêsCaterham-Renault0
23Pedro de la RosaEspanholHRT-Cosworth0
24Narain KarthikeyanIndianoHRT-Cosworth0