"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 23 de junho de 2012

Unasul diz que deposição de Lugo é uma “ameaça à ruptura da ordem democrática. USA reconhecem impeachment


Agência Brasil
Em comunicado divulgado na tarde desta sexta-feira (22/06), a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) afirmou que o impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo é uma “ameaça à ruptura da ordem democrática, ao não respeitar o devido processo” e ainda diz que “avaliará em que medida será possível continuar a cooperação no marco da integração sul-americana” com o Paraguai.


O comunicado adiciona que é “imprescindível” que as autoridades paraguaias cumpram com “pleno respeito” as cláusulas democráticas da Unasul, do Mercosul e da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Representantes de países da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) defenderam o ex-presidente Lugo e equipararam o julgamento político contra o político como golpe de Estado, durante uma sessão extraorfinária do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos). Na mesma sessão, o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, enfatizou que a OEA “rejeita toda tentativa de golpe de Estado encoberto”.

Já os Estados Unidos reconhecem e pedem apoio ao impeachment. Em nota oficial, o país diz que "reconhece o voto do senado paraguaio pelo impeachment do presidente Lugo" e "pede para que todos os paraguaios ajam pacificamente, com calma e responsabilidade, dentro do espírito dos princípios democráticos" da nação. Claro que os USA sempre se posicionam ao lado da burguesia que garante seus interesses.

Informações de Opera Mundi

Quatro ministros discutem a MP do Código Florestal na próxima terça-feira. Entenda o que foi alterado com a MP 571/2012

Na próxima Terça-feira (26) 4 ministros (Meio Ambiente, Izabella ­Teixeira; da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho; do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; e das Cidades, Aguinaldo Ribeiro) serão ouvidos pela comissão mista que analisa a medida provisória (MP 571/12) que altera o novo Código Florestal (Lei 12.651/12).

A MP foi publicada em maio para cobrir lacunas deixadas pelos vetos da presidente Dilma Rousseff no novo Código Florestal. Ao todo, são 32 alterações, das quais 14 são partes resgatadas do texto aprovado pelo Senado e depois modificado pelos deputados.

Dez pontos da medida provisória que altera o novo Código Florestal

1.    Estabelece princípios que devem nortear a proteção e o uso sustentável das florestas em harmonia com o desenvolvimento. Entre eles, o reconhecimento da importância da produção rural para manter a vegetação e vice-versa.


2.    Delimita as áreas de preservação permanente (APPs), como aquelas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, que devem ter raio mínimo de 50 metros. Também permite a aquicultura nas APPs e em imóveis rurais com até 15 módulos fiscais, desde que não haja novos desmatamentos.

3.    Determina regras para implantação de reservatório artificial destinado a geração de energia ou abastecimento d’água que cause impacto em APPs.

4.    Permite a exploração ecologicamente sustentável nos pantanais, devendo-se considerar as recomendações dos órgãos oficiais de pesquisa.

5.    Inclui no Código Florestal capítulo sobre uso ecologicamente sustentável de apicuns e salgados (áreas litorâneas) para carcinicultura e salinas. Assegura regularização das atividades implantadas antes de 22 de julho de 2008.

6.    Determina a suspensão imediata das atividades em área de reserva legal desmatada irregularmente após 22 de julho de 2008  e prevê o início da recomposição da área desmatada em até dois anos a partir da publicação da lei.

7.    Cria o Cadastro Ambiental Rural (CAR), obrigatório para todos os imóveis rurais, visando ao planejamento ambiental e ao combate ao desmatamento.

8.    Determina que, após cinco anos da publicação da lei, só seja concedido crédito agrícola a proprietários rurais inscritos no CAR e sem pendências com o código.

9.    Autoriza o Executivo a criar programa de apoio e incentivo à conservação do meio ambiente e retira a limitação de prazo (180 dias a partir da lei) para que a medida seja adotada.

10. Autoriza, em APPs, a continuidade das atividades agrossilvopastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008, além de estabelecer regulamento para recompor a vegetação dependendo do tamanho das propriedades rurais.

Informações do Jornal do Senado

Ranking de corrupção no Brasil

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compuseram o ranking da corrupção no Brasil, que foi  o seguinte, medido pela quantidade de políticos cassados por corrupção desde 2000:

Fonte: MCCE/TSE

Dos 623 políticos que foram cassados, quatro eram governadores e vices: Flamarion Portela, de Roraima, e Cássio Cunha Lima, da Paraíba, mantido no cargo por força de liminar do TSE. Os demais são senadores e suplentes (6), deputados federais (8), deputados distritais (13), prefeitos e vices (508) e vereadores (84).

De acordo com a pesquisa, o DEM é o partido que lidera o ranking (69), reunindo 20,4% dos políticos cassados.

Fonte: Observador Político

Grid de Largada GP da Europa 2012

Vettel faz o Polly e pode ser o 1º a vencer 2 provas nesta temporada. Foto:FIA



Pos
PilotoEquipeQ1Q2Q3
1
Sebastian VettelRed Bull Racing-Renault1:39.6261:38.5301:38.086
2
Lewis HamiltonMcLaren-Mercedes1:39.1691:38.6161:38.410
3
Pastor MaldonadoWilliams-Renault1:38.8251:38.5701:38.475
4
Romain GrosjeanLotus-Renault1:39.5301:38.4891:38.505
5
Kimi RäikkönenLotus-Renault1:39.4641:38.5311:38.513
6
Nico RosbergMercedes1:39.0611:38.5041:38.623
7
Kamui KobayashiSauber-Ferrari1:39.6511:38.7031:38.741
8
Nico HulkenbergForce India-Mercedes1:39.0091:38.6891:38.752
9
Jenson ButtonMcLaren-Mercedes1:39.6221:38.5631:38.801
10
Paul di RestaForce India-Mercedes1:38.8581:38.5191:38.992
11
Fernando AlonsoFerrari1:39.4091:38.707
12
Michael SchumacherMercedes1:39.4471:38.770
13
Felipe MassaFerrari1:39.3881:38.780
14
Bruno SennaWilliams-Renault1:39.4491:39.207
15
Sergio PerezSauber-Ferrari1:39.3531:39.358
16Heikki KovalainenCaterham-Renault1:40.0871:40.295
17
Daniel RicciardoSTR-Ferrari1:39.9241:40.358
18
Jean-Eric VergneSTR-Ferrari1:40.203
19
Mark WebberRed Bull Racing-Renault1:40.395
20
Vitaly PetrovCaterham-Renault1:40.457
21
Pedro de la RosaHRT-Cosworth1:42.171
22
Narain KarthikeyanHRT-Cosworth1:42.527
23
Charles PicMarussia-Cosworth1:42.675
DNS
Timo GlockMarussia-Cosworth

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Frederico Franco acaba de assumir a presidência do Paraguai. Lugo diz que sai pela porta da frente

Frederico Franco acaba de assumir a presidência do Paraguai, Franco pertence ao Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).

Discurso de Franco: Telefuturo



Franco assume o governo depois que Fernando Lugo sofreu o impeachment o ex-bispo é o primeiro presidente paraguaio deposto por votação no Congresso.

"Não foi Fernando Lugo que recebeu um golpe, Fernando Lugo  hoje não é quem foi demitido , a história do Paraguai, que foi ferida profundamente. Ter violado todas as regras de defesa, traiçoeiros e espero que seus executores tomem seriedade disso ", começou por dizer o presidente.

"Embora tenha sido torcido, eu submeto à decisão do Congresso e estou disposto a responder por minhas ações como ex-presidente", disse.

"Hoje saio da presidência do país pela porta, pela porta dos corações dos meus compatriotas", disse ele, ao expressar que nunca respondeu "a classe política, máfia e tráfico de drogas."

"A cidade reagiu e continua a satisfazer os compatriotas (...) Hoje despeço-me como presidente, mas não como cidadão", disse ele.

Depoimento de Lugo após impeachment:

Presidente do Paraguai sofre impeachment

O Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, acaba de ser destituído do poder. O presidente sofreu o impeachment,   O placar foi 39 votos favoráveis , 4 contrários e 2 ausentes.


Votação no Congresso:


O Vice presidente do país, Federico Franco, está sendo empossado neste momento. 

Os parlamentares apresentaram cinco acusações formais contra o presidente: apoio de Lugo à manifestação de jovens de esquerda no Comando de Engenharia das Forças Armadas, em 2009; obrigar militares a se submeter às ordens de sem-terra; falta de competência para combater atos de violência no país; ações dos guerrilheiros do EPP (Exército do Povo Paraguaio), responsável pelo confronto entre policiais e camponeses na semana passada, que culminou na morte de 17 pessoas; e violação das leis paraguaias ao ratificar Protocolo de Ushuaia 2, que prevê intervenção externa caso a democracia esteja em perigo.

Os advogados de Lugo alegam que o presidente é vítima de perseguição política, que a condução do julgamento político tem sido feita de forma ilegal e injusta e não existem provas que Lugo incorreu em mau desempenho de suas funções.
A Unasul, União de Nações Sul-Americanas, acaba de convocar uma reunião extraordinária. Ministros de Relações Exteriores de vários países se encontram em Assunção.
A decisão causou revolta do lado de fora do Parlamento, onde simpatizantes do presidente protestam contra a deposição e entram em confronto com a polícia. Porta-vozes de Lugo anunciaram que o presidente não apoiará nenhuma resistência armada, embora tenha classificado o julgamento político como um golpe parlamentar.


A UNASUL declarou que alguns países não reconhecerão Federico Franco, os países do bloco consideram a destituição de Lugo uma violação à Constituição do Paraguai.


Nicaragua, Bolivia e Venezuela denunciaram no Conselho Permanente da OEA aquilo  que consideram um golpe de Estado.
Com: Informações da Agência Brasil e Brasil de Fato



Senado Paraguaio decidirá Impeachment de Fernando Lugo Hoje

No Paraguai o Senado decidirá hoje sobre o Impeachment do Presidente  Fernando Lugo. O Chefe de Estado é acusado de má administração pelos opositores. Eles alegam responsabilidade do presidente no massacre de 17 camponeses e policiais em um conflito na cidade de Curuguaty, ocorrido na última semana.

Lugo se pronunciou pela TV dizendo que é vítima de um “ataque implacável dos setores que sempre foram contra a mudança e se opuseram à participação do povo como protagonistas de sua democracia”.



Milhares de camponeses e cidadãos de todo o Paraguai estão em frente ao Congresso Nacional, na capital Assunção, protestando contra o golpe.
Os ministros das Relações Exteriores dos doze países membros da Unasul (União Sul-Americana de Nações) estão no país para acompanhar o caso. Presidentes da região, como Evo Morales da Bolívia e Rafael Correa do Equador, repudiam a tentativa de golpe.

Informações Brasil de Fato e Rádio Agência NP


Rio será sede de novo Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável


Como um dos grandes legados da Rio+20, o Brasil anunciou neste dia 22 a criação do Centro Rio+, Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sociedade civil, universidades e empresariado.

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2012 – Como um legado concreto da Conferência, o governo brasileiro anunciou hoje a criação do Centro Rio+, Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável, em uma cerimonia esta manha com a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e a Administradora do PNUD Helen Clark. 

O Centro Rio+ é um esforço colaborativo de parceiros incluindo o governo brasileiro, o governo do estado do Rio de Janeiro, a cidade do Rio, o PNUD, outras agências da ONU, bem como representantes nacionais e internacionais  de universidades, empresas e sociedade civil.

Helen Clark, Administradora do PNUD, saudou a parceria. "A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, disse que não só é possível crescer, incluir e proteger ao mesmo tempo, mas também que o desenvolvimento verdadeiramente sustentável exige que isto seja feito. No PNUD, acreditamos na mesma coisa", disse Clark.

"Governos, setor privado e atores da sociedade civil serão capazes de utilizar este centro para aprender com as experiências dos outros, identificar pessoas e parceiros com experiências fundamentais, antecipar o planejamento e desenhar programas e políticas. O PNUD pode contribuir com sua extensa rede de experiências e especialização. Temos uma longa história de apoio ao desenvolvimento de capacidades, e um papel estabelecido como agente imparcial que pode conectar iniciativas de desenvolvimento sustentável e dar a elas ganho de escala", observou Clark.

O Centro Rio+ vai facilitar a pesquisa e o intercâmbio de conhecimentos, além de promover o debate internacional sobre desenvolvimento sustentável. Além disso, o Centro Rio+ vai reunir um amplo consórcio internacional de parceiros, constituído por órgãos governamentais, organizações não governamentais, universidades nacionais e internacionais, grupos de reflexão e empresariado.

Para seu lançamento, o Centro Rio+ conta com o apoio inicial de quase 25 instituições brasileiras e internacionais, o que demonstra o sucesso alcançado pela iniciativa, bem como a natureza inclusiva e participativa de sua concepção.

Luciano Coutinho, presidente Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social afirmou que "o BNDES se junta ao governo brasileiro no apoio ao Centro Rio+ e felicita o PNUD e outras instituições parceiras nesta iniciativa importante, fruto da Rio+20.” “Ele vai criar um espaço único para discussão de ideias inovadoras e ações para a construção de um mundo sustentável", disse o presidente da instituição.

De acordo com o anúncio oficial do Ministério das Relações Exteriores, o Centro Rio+ "nasce com a missão de ser um centro de referência para a promoção de um dos debates que definem este século: a integração entre as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.”

O objetivo da criação do Centro Rio+ é audacioso e busca desenvolver ativamente mecanismos novos e inovadores para envolver a participação dos governos locais, da sociedade civil, de empresas e universidades em troca de conhecimentos e discussões em torno do assunto.

Desde o início de seu funcionamento, o Centro Rio+ dará continuidade às discussões iniciadas pelos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável (www.riodialogues.com). Os Diálogos foram lançados pelo governo brasileiro, com o apoio do PNUD, no período que antecedeu a Rio+20 como uma forma de garantir a participação ativa da sociedade civil e de especialistas em todo o mundo.

O novo centro terá como base o sucesso da parceria existente entre o governo brasileiro e o PNUD: o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), criado em 2004, em Brasília. Desde sua fundação, o IPC-IG tem desempenhado um papel fundamental no diálogo entre países do Sul no âmbito de políticas de proteção e inclusão social, inovação, desenvolvimento, bem como questões rurais e de desenvolvimento sustentável em geral.

O Centro Rio+ será inicialmente hospedado pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE / UFRJ), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Campus da Ilha do Fundão. A cidade do Rio de Janeiro manifestou a vontade de proporcionar um espaço para a futura instalação da sede do Centro Rio+.

A criação do Centro Rio+ recebeu inicialmente apoio das seguintes instituições:

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)
Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG)
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT)
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Instituto de Estudos Avançados, Universidade das Nações Unidas (UNU-IAS)
Centro Regional de Especialização em Educação para o Desenvolvimento Sustentável (RCE)
Governo da República Federativa do Brasil
Governo do Estado do Rio de Janeiro
Cidade do Rio de Janeiro
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE)
Instituto Global para Tecnologias Verdes e Emprego (GIGTech, COPPE / UFRJ)
Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UNB-CDS)
Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (REDETEC)
Rede de Informação Tecnológica Latino-americana (RITLA / UNESCO)
Confederação Nacional da Indústria (CNI)
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)
Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS)
BVRio (Bolsa Verde do Rio de Janeiro)
Reverurbano
Fundação Pró-Natura

Comunicado feito por UNIC Rio

Manifesto à população em defesa do ensino público

As entidades do setor da educação federal em greve (ANDES-SN, Sinasefe e Fasubra) lançaram na tarde desta quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, o “Manifesto à População”, em que explicam as razões da atual greve nas instituições federais. Diante de avaliações sobre o significado histórico da convergência entre os trabalhadores na educação federal e estudantes, durante o ato foi constituída uma coordenação nacional entre os Comandos de Greve da Educação e firmado compromisso de articular uma agenda comum de atividades, já definindo que na próxima quinta-feira (28), as entidades realizarão ato em frente aos prédios do Banco Central nas capitais, para denunciar a política do governo, que menospreza investimentos em políticas públicas, como educação, para priorizar o pagamento de juros.

MANIFESTO À POPULAÇÃO
A defesa do ensino público, gratuito e de qualidade expressa uma exigência da população brasileira, que há tempos clama por serviços públicos de qualidade e é também parte essencial da história dos movimentos sociais ligados à educação. Vale lembrar que educação, saúde, segurança, transporte, entre outros, são direitos de todos e dever do Estado.

Nas últimas semanas, professores, técnico-administrativos e estudantes das Instituições Federais de Ensino voltaram às ruas para cobrar dos governantes que cumpram seu papel e dediquem atenção, de fato, às reais demandas sociais. 

Os trabalhadores da educação federal e estudantes estão em greve, porque estão conscientes de que é imprescindível lutar em defesa das Instituições Federais de Ensino. As negociações com o governo não avançam. No entanto, crescem a degradação das condições de trabalho, ensino e a deterioração da infraestrutura oferecida nas universidades, institutos e centros tecnológicos federais.

Os professores, técnicos e estudantes defendem sim uma expansão, desde que exista qualidade. Não adianta criar novas instituições sem oferecer as condições satisfatórias para que elas funcionem.

A realidade vivenciada pelos professores, técnicos e estudantes é muito diferente do que divulga a propaganda oficial do governo federal. A cada começo de ano fica mais evidente a precariedade de várias instituições federais de ensino, principalmente naquelas em que ocorreu a expansão via Reuni.

Faltam salas de aula, laboratórios, restaurantes estudantis, bibliotecas, banheiros, saneamento básico e em alguns lugares até papel higiênico. Ninguém deveria ser submetido a trabalhar, a ensinar e aprender num ambiente assim. 

Além disso, é necessário também oferecer um plano de carreira, que valorize os professores e técnicos e os incentivem a dedicar suas vidas a essas instituições, à construção do conhecimento, aos projetos de pesquisa e de extensão. Só assim, é possível oferecer educação com a qualidade que a população brasileira
merece.

No entanto, o governo federal vira as costas para os argumentos e propostas dos servidores públicos e usa seguidamente o discurso da crise financeira internacional como justificativa para não atender às reivindicações que são apresentadas pelos movimentos sociais em defesa da educação.

Não faltam recursos, o que falta é vontade política dos governantes. A verdadeira crise brasileira não é a crise financeira, mas sim ausência de políticas públicas que atendam as necessidades da população. 


Priorizar a destinação dos recursos públicos na lógica do setor empresarial financeirizado, como o governo tem feito, causa impactos cada vez mais negativos nos serviços públicos.

Os professores, técnicos e estudantes estão nas ruas para dar um novo rumo ao ensino federal e, para isso, conclamam toda a população a fazer de 2012 um marco na história da educação brasileira.

ENTIDADES NACIONAIS DA EDUCAÇÃO FEDERAL
ANDES-SN/ FASUBRA/ SINASEFE

Documento da Rio+20 tem graves omissões e compromete o planeta


Mais de 50 personalidades da área socioambiental e de outros setores de diferentes países divulgaram hoje uma carta onde deixam clara sua completa insatisfação com o texto final da Rio+20. A carta será encaminhada aos chefes de Estado reunidos no Rio de Janeiro, como uma declaração da sociedade civil.

Entre os signatários do documento estão Ashok Khosla, Ignacy Sachs, Thomas Lovejoy, Vandana Shiva, Yolanda Kakabadse, Ricardo Abramovay, Marina Silva, Jim Leape, Megaron Txucarramãe, José Goldemberg, entre outros. Várias outras personalidades continuam aderindo à iniciativa, como Fabien Cousteau, neto do oceanógrafo Jacques Cousteau.

O texto explicita uma “profunda decepção com os chefes de Estado” e afirma que a “sociedade civil não compactua nem subescreve esse documento”. “A Rio+20 passará para a história como uma conferência da ONU que ofereceu à sociedade mundial um texto marcado por graves omissões que comprometem a preservação e a capacidade de recuperação socioambiental do planeta”, diz a carta. Confira a íntegra ao lado.

A ativista canadense Severn Suzuki, que comoveu o mundo com seu depoimento na Rio92 (assista no atalho ao lado), também assinou o manifesto. “Passei os últimos vinte anos imaginando que as minhas palavras tinham sido ouvidas”, reclamou. Segundo ela, os últimos dias foram muito tristes, mas contou ter esperanças na juventude para construir um novo futuro, "diferente daquele imaginado pelos chefes de Estado no Rio de Janeiro nos últimos dias".

Proteção da Amazônia - Iniciativa lançada hoje por Ministério do Meio Ambiente (Brasil), WWF-Brasil, WWF-EUA, Funbio, Fundação Gordon e Betty Moore e Linden Trust for Conservation irá arrecadar US$ 250 milhões do setor privado, de agências bilaterais e multilaterais e Fundo Amazônia, além de orçamentos governamentais e outras fontes para implantar parques nacionais e outras unidades de conservação que somam 40 milhões de hectares. A iniciativa está atrelada à terceira fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

“O anúncio feito pelo Ministério do Meio Ambiente é muito positivo para conseguirmos o financiamento necessário para garantir a proteção de uma porção importante da Amazônia brasileira e promover seu desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, a liderança do governo é essencial. Agora passaremos para a fase de captação dos recursos”, comentou a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Cúpula dos Povos - Movimentos socioambientais presentes na Cúpula dos Povos da Rio+20 levaram à assembléia realizada hoje a seguinte proposta, no intuito de contribuir para as soluções apontadas pela sociedade civil à crise planetária:

Rechaçamos o retrocesso promovido por governos e corporações nas políticas e no arcabouço legal socioambientais, se apropriando dos bens comuns e flexibilizando os direitos dos povos. Chamamos todos os movimentos a colocarem a defesa dos recursos naturais e dos bens comuns como aspecto central de suas agendas, por sua importância para a sobrevivência dos povos.

Os documentos produzidos nas plenárias da Cúpula podem ser conferidos em http://cupuladospovos.org.br/2012/06/confira-os-documentos-produzidos-nas-plenarias-da-cupula/

WWF Brasil

Mudança climática coloca pessoas em situações de risco, diz Alto Comissário da ONU para Refugiados


Rio de Janeiro, 21 de junho de 2012 (ACNUR) - Novo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) feito com base em dezenas de depoimentos pessoais de refugiados na África Oriental indica que as mudanças climáticas podem tornar as pessoas ainda mais vulneráveis, forçando-as a se deslocar para áreas de conflito em busca de refúgio, até mesmo fora das fronteiras de seus países de origem.

O relatório Mudanças climáticas, vulnerabilidade e Mobilidade Humana (Climate Change, Vulnerability and Human Mobility: Perspectives of Refugees from the East and Horn of Africa, em inglês) foi apresentado
hoje pelo Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, durante a Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O trabalho foi publicado pelo ACNUR e pela Universidade das Nações Unidas, com o apoio da London School of Economics (Reino Unido) e da Universidade de Bonn (Alemanha).

"O estudo confirma o que temos ouvido dos refugiados há anos. Apesar de fazerem tudo para ficar em casa, eles não têm outra opção a não ser se deslocar quando as colheitas não vingam e o gado morre. E o deslocamento muitas vezes leva-os a situações ainda mais perigosas", disse Guterres.

O trabalho teve como base entrevistas feitas em 2011 com cerca de 150 refugiados e deslocados internos na Etiópia e Uganda. Foram propostas questões para se compreender em que medida as alterações climáticas contribuem para que estas pessoas deixem suas casas e, eventualmente, seus países. A maioria dos entrevistados era formada por pequenos agricultores e fazendeiros da Eritréia, Somália e leste do Sudão.

“O relatório ‘Mudanças Climáticas: Vulnerabilidade e Mobilidade Humana’ destaca a importância de se compreender, por meio de histórias pessoais, o impacto dos fatores ambientais na vulnerabilidade das
pessoas", disse Konrad Osterwalder, reitor da Universidade das Nações Unidas, instituição que elaborou a metodologia da pesquisa e implementou o trabalho de campo em parceria com a Universidade de Bonn, a London School of Economics e o ACNUR.

A maioria dos refugiados afirmou que deixar sua casa foi a última opção e que seu  primeiro deslocamento foi feito para uma área vizinha e em caráter temporário. Grande parte deixou seu país somente depois da deterioração das condições de segurança nas regiões de abrigo.

Os entrevistados relataram também a combinação de violência e seca como fator importante para deixar o país de origem. O movimento de pessoas entre fronteiras como resposta direta às mudanças climáticas foi
excepcional.

Muitos refugiados descreveram padrões inconstantes de chuva na última década, causando secas prolongadas e mais severas do que em anos anteriores. Nenhum dos entrevistados citou as mudanças no clima como causadores de conflitos, embora alguns tenham relatado que a escassez de alimentos após uma grave seca exacerbou conflitos pré-existentes, perseguição e repressões.

"Estou convencido de que as alterações climáticas irão agravar as crises de deslocamento pelo mundo. É importante que haja uma convergência de esforços em escala mundial para responder a estes desafios postos", disse Guterres.

Enquanto a maioria do deslocados por condições climáticas extremas permanecem dentro de seus próprios países, as pessoas que cruzam fronteiras internacionais não estão necessariamente sob a proteção da Convenção dos Refugiados da ONU de 1951.

A Iniciativa Nansen - que deverá ser formalmente lançada em outubro de 2012 na Noruega e na Suíça, com o apoio do ACNUR e do Conselho Norueguês para Refugiados - tem o objetivo de preencher esta lacuna legal de proteção às populações deslocadas entre fronteiras em consequência de mudanças ambientais e eventos climáticos extremos.

O relatório Climate Change, Vulnerability and Human Mobility: Perspectives of Refugees from the East and Horn of Africa está disponível em www.ehs.unu.edu/file/download/9951.pdf

UNIC Rio

ONU Mulheres lança publicação ‘O Futuro que as mulheres querem’, com presença de Dilma Rousseff


Igualdade de gênero, expansão das oportunidades  econômicas e empoderamento das mulheres e meninas. Estes são alguns dos principais assuntos inclusos no documento “O Futuro que as mulheres querem”, lançado em pela Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, ONU Mulheres, durante a Conferência Rio+20.

No evento Cúpula das Mulheres na Rio+20, realizada hoje (21/6), diversas mulheres Chefes de Governo, ex-Chefes de Governo, ativistas e homens que defendem a causa se encontraram no Riocentro para discutir os avanços nas políticas voltadas às mulheres e seu futuro. Entre as participantes da mesa estiveram presente a ex-presidenta do Chile e Diretora Geral da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e a Presidenta do Brasil e da Rio+20, Dilma Rousseff.

Em sua declaração, Michele Bachelet afirmou que este é um momento histórico. “Hoje mulheres Chefes de Governo e ex-Chefes de Governo encontram-se para a mobilização em torno de uma agenda única, com o objetivo de usar nossa influência como líderes para avançar na equidade de gêneros, expansão das oportunidades econômicas e empoderamento das mulheres no contexto do desenvolvimento sustentável. Não podemos mais permitir que metade da população mundial [as mulheres] continue marginalizada, que não participe da economia e das decisões políticas. A iguadade não é mais uma opção, é uma necessidade”.

Em seu discurso, a Presidenta Dilma Rousseff disse que a Conferência apresenta a oportunidade e o desafio de incorporar o direito das mulheres como dimensão crucial e estruturante no processo de desenvolvimento sustentável. “Sem isso não atingiremos os objetivos que nos trazem ao Rio de Janeiro. As mulheres como geradoras de vida ocupam em todas as sociedades um papel especial e a preocupação com a consolidação da presença das mulheres na política e na economia deve nortear as iniciativas ligadas a cada um dos pilares do desenvolvimento social. Para alcançarmos a cidadania plena das mulheres ainda temos que enfrentar lutas antigas, em essencial o igual acesso a oportunidades de trabalho, remuneração e proteção social e, muitas vezes, na defesa física contra a violência”.

Acesse o documento “O Futuro que as mulheres querem”: http://www.unwomen.org/wp-content/uploads/2012/06/The-Future-Women-Want.pdf

Confira o áudio das declarações em http://onu.org.br/audio/bachelet_dilma_2106.mp3

UNIC Rio

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CPI do Cachoeira marca nove depoimentos

Serão ouvidas seis pessoas ligadas a Perillo (Lúcio Fiúza, Écio Ribeiro, Alexandre Milhomem, Jayme Rincón, Eliane Pinheiro e Luiz Carlos Bordoni) e três relacionadas a Agnelo (Marcello Lopes, Claudio Monteiro e Zunga).


A Comissão Parlamentar de inquérito que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados deverá ouvir o depoimento de nove pessoas na próxima semana. Os três primeiros, marcados para a terça-feira, às 10h15, serão questionados sobre a venda da casa onde o contraventor foi preso em fevereiro deste ano. O imóvel, num condomínio de luxo em Goiânia, pertenceu ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Serão ouvidos o ex-assessor de Perillo, Lúcio Fiúza ­Gouthier, que teria presenciado o pagamento do imóvel; Écio Ribeiro, um dos sócios ­da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da qual a casa foi registrada num cartório em Trindade (GO); e Alexandre Milhomem, arquiteto que trabalhou na reforma da ­residência.

Na quarta-feira, também às 10h15, serão ouvidas outras três pessoas ligadas ao governador de Goiás ou que alegam ter tido relação com ele:

O primeiro, Jayme Eduardo Rincón, é ex-tesoureiro da campanha de Perillo ao governo do estado em 2010, é presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e foi citado em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. Da primeira vez que foi convocado, em 30 de maio, Jayme alegou problemas de saúde para não comparecer.

A segunda, Eliane Gonçalves Pinheiro, é ex-chefe de gabinete de Perillo. Segundo a PF, ela avisou Geraldo Messias, prefeito de Águas Lindas (GO), que agentes fariam uma operação de busca na casa dele numa operação de combate a fraudes contra a Receita Federal em Goiás. Logo que as denúncias vieram à tona, ela pediu exoneração. Da primeira vez que foi convocada, Eliane conseguiu habeas corpus para permanecer em silêncio e também alegou problemas de saúde para não comparecer.

Já o radialista Luiz Carlos Bordoni afirmou, em entrevista, ter recebido dinheiro da Alberto & Pantoja Construções para prestar serviço à campanha de Perillo ao governo de Goiás em 2010. Segundo a Polícia Federal, a Alberto & Pantoja é uma empresa de fachada de Cachoeira para lavar dinheiro da empreiteira Delta. A filha do radialista, Bruna Bordoni, já trabalhou no gabinete do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Distrito Federal

Na próxima quinta-feira, às 10h15, a CPI colhe três depoimentos para buscar esclarecer fatos relacionados ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).
Será ouvido Claudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do DF, que foi citado em escutas telefônicas como possível facilitador do esquema de Cachoeira no governo do DF. À CPI, Agnelo afirmou não ter conhecimento sobre qualquer proximidade de Monteiro com Cachoeira e defendeu seu ex-subordinado.

Também será convocado o ex-assessor da Casa Militar do DF Marcello de Oliveira Lopes, conhecido como Marcelão. Segundo a Polícia, ele estava envolvido na tentativa de conseguir a nomeação de um aliado de Cachoeira no Serviço de Limpeza Urbana (SLU) da capital. Segundo Agnelo relatou à CPI, logo depois que se tornaram públicas as denúncias, Marcelão foi afastado.

O terceiro depoente do dia será João Carlos Feitoza, ex-subsecretário de Esportes do DF, também conhecido como Zunga. Ele é suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira e também de ser uma espécie de contato entre o Agnelo e o contraventor.

As reuniões da CPI mista podem ser acompanhadas pela internet, no link www.senado.gov.br/noticias/tv.

Jornal do Senado


Cúpula dos Povos: Manifestação dos movimentos sociais reuniu 50 mil pessoas no centro do Rio


Rio de Janeiro - Manifestação contra o Código Florestal
Rio de Janeiro – Manifestação contra o Código Florestal “Marcha Contra o Código Florestal na Rio+20 ” em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da vida, realizada na avenida rio Branco, com a participação de estudantes e representantes de movimentos sociais. Foto de Marcello Casal Jr/ABr

Milhares de pessoas participaram na tarde de ontem (20) de uma grande manifestação no centro da capital fluminense. Participam do movimento diversas entidades ligadas a movimentos sociais, organizações não governamentais (ONGs), índios, ambientalistas e cientistas que estão no Rio de Janeiro para a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, além de servidores estaduais e federais. Eles ocupam as duas principais vias do centro da cidade, a Avenida Rio Branco e parte da Avenida Presidente Vargas, provocando extensos congestionamentos no trânsito para quem chega ao centro da cidade.

O protesto coletivo aproveitou a abertura oficial da Rio+20, que foi feita nesta quarta-feira (20), pela presidenta Dilma Rousseff, no Riocentro, reunindo cerca de 100 chefes de Estado e de Governo.



Mesmo com a chuva fina que cai na cidade, os manifestantes não perderam a empolgação na passeata, que é animada com vários trios-elétricos, tamborins, apitos e pessoas fantasiadas, como um grupo de jovens que se caracterizou de viúvos e encenam um velório no qual o caixão simboliza o novo Código Florestal.

“Eu estou aqui presente na Cúpula dos Povos para gritar em socorro da Amazônia que está sendo destruída sistematicamente, se transformando em capital e, com isso, o Brasil e a humanidade vão se prejudicar”, disse João Gierse, 51 anos, morador de Roraima, que se caracterizou de Floresta Amazônica para chamar a atenção das autoridades quanto ao desmatamento e às queimadas que estão devastando a floresta.

Outro manifestante que fez questão de participar do ato é o representante do movimento Coletivo Curupira do Brasil pelas Florestas, José Prata, 60 anos, que ressaltou que é dever de todos lutar pela causa ambiental.

“Eles [os participantes da Rio+20] estão discutindo a tal da economia verde para dar uma melhoradinha no capitalismo brasileiro e sobrou para a sociedade vir para a rua se manifestar. Nós queremos que a Dilma atue diretamente na questão ambiental. Nós precisamos cancelar esse malfadado Código Florestal e substitui-lo por uma legislação moderna de forma cientifica e não na marra”, disse.

A manifestação foi acompanhada de perto por policiais militares, guardas municipais e operadores de trânsito. Um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública sobrevoa a região. Nenhum incidente foi registrado.

Matéria da Agência Brasil