"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

sábado, 16 de março de 2013

Milhares exigem a demissão do governo em Lisboa


Manifestação convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública enche totalmente a avenida da Liberdade entre o Marquês e os Restauradores. Arménio Carlos denuncia o governo está a preparar um monumental despedimento coletivo mascarado de rescisões amigáveis
Portugal foi posto numa situação semelhante à que se vive na Grécia, disse Arménio Carlos. Foto de Mário Cruz, EPA
Milhares de funcionários públicos de todo o país manifestaram-se do Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço para exigir o fim da austeridade e a demissão do governo, num protesto convocado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.
A coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, disse que os números hoje divulgados sobre o aumento do desemprego e sobre o fracasso das metas do défice são a prova de que o governo não está a defender os interesses dos trabalhadores portugueses.
Arménio Carlos também manifestou à Lusa a sua preocupação com o aumento do desemprego e disse que Portugal foi posto numa situação semelhante à que se vive na Grécia.
Monumental despedimento coletivo
Para o secretário-geral da CGTP, o governo está a preparar um monumental despedimento coletivo a que chama de rescisões amigáveis. "Na prática, o que se traduz é no despedimento de um número significativo de trabalhadores em todos os serviços e, simultaneamente, acentuar uma pressão, como nunca antes vista, em termos da redução de direitos e remunerações dos trabalhadores", disse.
Para o sindicalista, "está provado que não temos trabalhadores a mais na Administração Pública, estando, quando muito, mal distribuídos", disse.
Por volta das 16h, os manifestante enchiam completamente a avenida da Liberdade entre os Restauradores e o Marquês de Pombal, que estava ainda cheio de gente.
Os manifestantes fizeram grande parte do percurso ao som da "Grândola Vila Morena", que intercalavam com palavras de ordem contra o governo.

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