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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Freud e a negação da natureza humana a ser descoberta

"A renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento da civilização humana". (Freud)

Pelo projeto Iluminista era possível fazer a emancipação da humanidade, que seria a conquista de um estado puro, seja pela razão ou pelos sentidos, no caso rousseauniano, Rousseau que dizia que a humanidade seria obrigada a se libertar; o projeto iluminista era secular, pretendia fazer da terra aquilo que a religião prometia na vida pós-morte. Circulava na Revolução Francesa a frase: "A humanidade só será livre quando o último rei for enforcado com as tripas do último padre", denunciava-se o poder da igreja e o absolutismo dos regimes monárquicos.

A revolução, tornara-se o passaporte para a construção do novo, a pobreza tornava-se revolucionária, o projeto de revolução socialista sonhava com a construção de uma sociedade justa e emancipada.

Adorno e Horkheimer lançaram a crítica ao projeto iluminista de emancipação racional, segundo os dois a razão poderia ser usada contra a própria humanidade através da opressão.

Freud desacreditava da emancipação da natureza humana, reforçara a máxima hobbesiana de que o homem é o lobo do homem, de que o indivíduo em sua constituição animal primitiva mantida no inconsciente fazia com quê utilizar o outro fosse um sentido permanente. O indivíduo é um eterno inimigo da civilização, construída exatamente em cima de repressões instintuais individuais.

Citando a União Soviética, Freud se perguntava sobre o que aconteceria depois que os soviéticos exterminassem sua burguesia, ou seja, o instinto de devorar o outro se manteria naturalmente. Para conviver na civilização os exemplos de grandes homens que conseguiram "adequar" esses instintos seriam fundamentais. Por outro lado Freud tratava a religião como uma ilusão e que a ciência poderia superá-la em certos aspectos, não educar as crianças com religião.

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