"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 4 de maio de 2013

Vão para as ruas -Dinamitar as oligarquias do RN

Reclama do problema da violência e vota em algum Alves ou Maia, ou como esquecer dos dramáticos e sensacionalistas apresentadores de programas policiais de TV sendo funcionário de alguma emissora de posse das oligarquias, isso no Rio Grande do Norte faz parte da miséria cotidiana. Claro que a população torna-se manipulada pelos abusos dessas oligarquias.

A miséria religiosa colocada ainda muito fortemente na formação das opiniões, as trocas de favores e a fragilidade política nos impede de fazer um rompimento com o domínio miserável das oligarquias e construir nossas próprias cidadanias.

Com voto isso não será alcançado, precisamos acabar com nossa mentalidade de escravos e ir para as ruas dinamitar essas oligarquias anacrônicas, os anos de governo do PT serviram apenas para incrementar a sociedade consumista.

Administrações miseráveis e extremamente deficientes, ou derruba ou seremos manipulados para sempre.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Indígenas ocupam canteiro de obras de Belo Monte e lançam carta contra hidrelétricas na Amazônia


Cerca de 200 indígenas afetados pela construção de hidrelétricas ocuparam nesta quinta-feira, 2, o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte no município de Vitória do Xingu, Pará. Eles reivindicam a regulamentação da consulta prévia e a suspensão imediata de todas as obras e estudos relacionados às barragens nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. A tropa de choque da Polícia Militar já esperava pelos indígenas, porém não conseguiu os barrar.
Os povos presentes são: Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara, além de pescadores e ribeirinhos – leia carta do movimento abaixo. Ao menos seis mil trabalhadores, segundo estimativas do movimento, deixarão de atuar no canteiro. A ocupação, de acordo com os indígenas, se manterá por tempo indeterminado – ou até que o governo federal atenda as reivindicações apresentadas.
Ocupações contra a UHE Belo Monte e mobilizações contra empreendimentos hidrelétricos se tornaram comuns na Amazônia. No último dia 21 de março, cerca de 100 indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores expulsos afetados pela obra ocuparam o canteiro Pimental, um dos pontos de construção mantido pelo Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM).
Nos canteiros da UHE Belo Monte, greves de trabalhadores também vêm tirando o sossego da CCBM. No último dia 5 de abril, cinco mil trabalhadores do canteiro de obras Pimental paralisaram as atividades por conta das condições de trabalho e da demissão de 80 funcionários, no final do ano passado. Até um espião que levava informações para a Agência Brasileira de Informações (ABIN) foi descoberto (veja aqui vídeo do espião).
Ao invés do diálogo, a saída apresentada pelo governo federal para trabalhadores, indígenas, ribeirinhos, pescadores e demais comunidades tradicionais afetadas pelos empreendimentos foi o Decreto da presidente Dilma Rousseff nº 7957/2013 (leia aqui sobre o decreto). De caráter “preventivo ou repressivo”, a medida cria a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública, tendo como uma de suas atribuições “prestar auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”.
Ainda no Pará, na divisa com o estado do Mato Grosso, o povo Munduruku e comunidades tradicionais estão mobilizadas contra o Complexo Hidrelétrico do Tapajós, que envolve um conjunto de usinas e barragens (leia aqui histórico). Durante o último mês de abril, cerca de 250 soldados da Força Nacional e da Marinha foram deslocados, por solicitação do Ministério de Minas e Energia, com base nos dispositivos do Decreto 7957, para municípios onde incidem áreas afetadas pelos empreendimentos, além de território de ocupação tradicional reivindicado pelo povo Munduruku.
Para outras informações e entrevistas, os telefones disponíveis são: (93) 8811-9226 ou (61) 2106-1670 ou (61) 9979-6912. Leia na íntegra a carta apresentada pelo movimento que nesta quinta-feira, 02, ocupou um dos canteiros de Belo Monte.
Carta da ocupação de Belo Monte
Nós somos a gente que vive nos rios em que vocês querem construir barragens. Nós somos Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara, pescadores e ribeirinhos. Nós somos da Amazônia e queremos ela em pé. Nós somos brasileiros. O rio é nosso supermercado. Nossos antepassados são mais antigos que Jesus Cristo.
Vocês estão apontando armas na nossa cabeça. Vocês sitiam nossos territórios com soldados e caminhões de guerra. Vocês fazem o peixe desaparecer. Vocês roubam os ossos dos antigos que estão enterrados na nossa terra.
Vocês fazem isso porque tem medo de nos ouvir. De ouvir que não queremos barragem. De entender porque não queremos barragem.
Vocês inventam que nós somos violentos e que nós queremos guerra. Quem mata nossos parentes? Quantos brancos morreram e quantos indígenas morreram? Quem nos mata são vocês, rápido ou aos poucos. Nós estamos morrendo e cada barragem mata mais. E quando tentamos falar vocês trazem tanques, helicópteros, soldados, metralhadoras e armas de choque.
O que nós queremos é simples: vocês precisam regulamentar a lei que regula a consulta prévia aos povos indígenas. Enquanto isso vocês precisam parar todas as obras e estudos e as operações policiais nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. E então vocês precisam nos consultar.
Nós queremos dialogar, mas vocês não estão deixando a gente falar. Por isso nós ocupamos o seu canteiro de obras. Vocês precisam parar tudo e simplesmente nos ouvir.
Vitória do Xingu (PA), 02 de abril de 2013
Fonte: CIMI
Colaboração de Dion Monteiro, para o EcoDebate

quinta-feira, 2 de maio de 2013

2012 foi um dos anos mais quentes já registrados, afirma OMM


Temperatura ficou 0.11° C acima da média entre 1961 e 1990; sendo o nono ano mais quente desde 1850; seca no Nordeste brasileiro foi mais severa.
2012 registou uma temperatura global acima da média.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
A Organização Meteorológica Mundial anunciou nesta quinta-feira que 2012 foi o nono ano mais quente desde 1850, quando os registros começaram. Apesar da influência de resfriamento do La Ninã, a temperatura global na superfície da terra e do oceano foi cerca de 0,11° C acima da média de 14° C registrada entre 1961-1990.
Segundo o secretário-geral da OMM, o aquecimento constante da baixa atmosfera é "um sinal preocupante". Michel Jarraud destaca que a tendência de alta nas concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera e a maior força radiativa na Terra "confirmam que o aquecimento global irá continuar".
Gelo
O chefe da agência da ONU afirma também que a extensão de gelo no mar Ártico entre agosto e setembro foi de 3,41 km², 18% menor do que o derretimento recorde anterior, em 2007.
Na Groenlândia, a superfície de gelo derreteu de forma "dramática", cerca de 97% em meados de julho. A OMM afirma que este foi o maior derretimento desde o início dos registros via satélite, há 34 anos.
Eventos Extremos
Michel Jarraud lembra que vários outros eventos extremos do clima ocorreram em 2012, como secas, ciclones tropicais e o tufão Bopha. O nível do mar está cerca de 20 cm maior do que em 1880 e por isso, tempestades como o furacão Sandy resultaram em mais inundações de áreas costeiras.
O balanço da OMM sobre a temperatura do planeta no ano passado destaca que regiões como Nordeste do Brasil, centro dos Estados Unidos e Norte do México tiveram secas mais severas.
Neve
A quantidade de neve acumulada na América do Norte esteve abaixo da média, sendo uma das menores desde a década de 1960. Mas a Europa e a Ásia tiveram neve acima da média.
A agência lembra que a mudança climática é um fator de incerteza para setores econômicos, como agricultura e energia. Segundo a OMM, é preciso saber qual a quantidade extra de gases de efeito estufa está sendo armazenada nos oceanos e a consequência para a acidificação dos mares

Iminente foco de violência agrária no Pará


Marabá, Brasil, 2/5/2013 – Está a ponto de explodir um novo episódio violento entre proprietários de grandes fazendas e camponeses sem terra no amazônico Estado do Pará, norte do Brasil. A fazenda Itacaiunas fica no sudeste do Pará, no município de Marabá, a 684 quilômetros da capital, Belém. Sua proprietária é o Agro Santa Bárbara, grupo econômico que possui ao menos 600 mil hectares de terras neste Estado.
Desde 2002, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Pará (Fetagri) reclama que essa propriedade seja confiscada e sujeita à reforma agrária. Nela vivem acampadas cerca de 300 famílias. Nos últimos dias de abril, estes camponeses sem terra anunciaram que executariam uma ocupação definitiva da fazenda, e no dia 29 iniciaram o loteamento para “fazer o assentamento por conta própria”, segundo um comunicado da organização.
A empresa, por sua vez, considera os camponeses como delinquentes e informou que os denunciou à polícia militar para garantir a ordem e evitar choques. “O grupo de invasores planeja começar o loteamento da propriedade. O objetivo é ampliar a ocupação ilegal. Este é um novo ato criminoso dos invasores, que mantêm a fazenda sob seu controle e não permitem o acesso a outras pessoas”, diz o Agro Santa Bárbara em um comunicado.
A iminência de um choque violento é real, pois há denúncias de presença na área de grupos fortemente armados, contratados pelos donos da fazenda. Segundo informou à IPS o advogado da Comissão Pastoral da Terra, da Igreja Católica, José Batista, que acompanha de perto a situação, o conflito em Itacaiunas é “bastante grave”.
“Há muito tempo estas famílias têm expectativas de que se faça o assentamento (a distribuição legal de terras da reforma agrária). A empresa colocou guardas armados e já recebemos informações de que envenenou as pastagens para expulsar as famílias. Isso aumentou a tensão e, então, os camponeses resolveram ocupar uma área maior”, explicou. Embora a polícia tenha sido chamada para evitar um choque direto entre os dois lados, às vezes a presença policial é que gera conflitos.
Segundo Batista, em 2010, o governo determinou a expropriação da fazenda, mas o grupo empresarial entrou com recurso que suspendeu a emissão do título de propriedade para os assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). “As famílias acampadas estão irredutíveis, mas querem resolver o problema de forma pacífica”, disse o advogado.
Entretanto, há uma discussão sobre o valor da indenização que o governo deveria pagar ao Agro Santa Bárbara por expropriar a fazenda. A empresa teria aceitado negociar com o Incra por um valor equivalente a US$ 11,5 milhões. Mas dessa quantia foi descontado o valor do passivo ambiental deixado pela empresa – que desmatou a região de selva da fazenda –, estimado em US$ 3 milhões. Então, a companhia apresentou um documento com a taxação de sua propriedade em US$ 21 milhões.
Segundo Batista, a fazenda tem 10.600 hectares, e há informações de que mais de 60% são terras públicas e de que a fazenda é improdutiva.
Boa parte dos conflitos e das mortes por questões agrárias ocorrem na Amazônia, até onde chegou a nova fronteira agrícola e os projetos de infraestrutura e mineração. Esta é uma das causas principais da violência no sul e sudeste do Pará, o segundo maior estado brasileiro e líder nacional em assassinatos e violação de direitos humanos por conflitos agrários.
Segundo a Pastoral da Terra, entre 1964 e 2010, foram cometidos no Pará 914 assassinatos de trabalhadores rurais, sindicalistas, juristas e religiosos. Desse total, 654 aconteceram no sul e sudeste do Estado. Os dados não são precisos, pois muitos casos nem mesmo se tornam públicos, segundo o informe Violação de Direitos Humanos no Sul e Sudeste do Pará, elaborado pela Pastoral e a Fetagri, entre outras entidades, publicado em março deste ano.
“A atuação da justiça também está a anos-luz entre os crimes cometidos e a punição dos culpados”, apontou Batista. Dos 914 assassinatos já mencionados, apenas 18 chegaram a julgamento. Entre 1980 e 2003, foram cometidas 35 matanças no sul e sudeste do Pará, que totalizaram 212 trabalhadores rurais assassinados. As ameaças de morte são moeda corrente. O informe afirma que, entre 2000 e 2011, 165 pessoas receberam ameaças no país, das quais 71 no Pará. Do total de ameaçados, 42 acabaram assassinados, 18 deles neste Estado.
“A reforma agrária é um projeto utópico. A violência no Pará vem crescendo, a impunidade não permite avançar na investigação dos casos e os objetivos dos assassinatos são líderes de organizações sociais”, disse à IPS o representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará, Adebral Lima Júnior.
Para Marianne Anderson, da fundação Right Livelihood Award, que fez parte da visita de uma missão solidária realizada na região em abril, internacionalizar o conflito é uma forma de pressionar por sua solução. “Nunca devemos calar sobre estas injustiças e mortes. Não há outro lugar do mundo onde ocorram tantas mortes vinculadas ao meio ambiente e à terra como no Brasil. Metade dos assassinatos relacionados a conflitos agrários em todo o mundo acontece neste país. Isto é inaceitável”, ressaltou Anderson, ex-integrante do parlamento sueco.
A fundação, que entrega o prêmio conhecido como Nobel alternativo, incentivará sua rede global a enviar cartas de repúdio às embaixadas do Brasil em todo o mundo. “Pedimos ao governo brasileiro que implante urgentemente a reforma agrária para que se faça justiça”, enfatizou Anderson.
Um caminhão percorre a rodovia BR-155 no Estado do Pará, norte do país. Nessa área já não restam selvas, cortadas para dar lugar a pastagens para a pecuária e a exploração mineral. Imagem feita no começo de abril de 2013. Envolverde/IPS 
Fonte: IPS 

Campanha coleta assinaturas para PL que democratiza meios de comunicação


Em busca da democratização dos meios de comunicação no Brasil, um Projeto de Lei de Iniciativa Popular começou a circular na última quarta-feira (1). Através da campanha “Para Expressar a Liberdade”, entidades do movimento social começam a debater o assunto com a população brasileira e a recolher assinaturas para o documento.
A proposta trata da regulamentação das Comunicações Eletrônicas no país (rádio e televisão). O coordenador do Coletivo Intervozes, Pedro Ekman, destaca alguns pontos do projeto.
“Os principais pontos são a divisão do espectro eletromagnético, a reserva de um terço desse espaço para emissoras públicas e comunitárias, a proibição de propriedade cruzada nas grandes cidades, proibição de que uma mesma pessoa possa ser dona de rádio, TV e jornal nas grandes cidades, obrigatoriedade de uma quantidade mínima de produção regional em todos os estados do Brasil.”
O documento ainda estabelece a instituição do Conselho Nacional de Comunicação, que prevê a participação da sociedade civil. Para ingressar no Congresso Nacional como vontade da população, o projeto deve recolher no mínimo 1,3 milhão de assinaturas.
Pedro ressalta a importância da proposta como forma de garantia da pluralidade.
“Ao democratizar os veículos de comunicação você garante o acesso a um maior número de atores sociais a esses veículos, você aumenta a diversidade de ideias circulando na sociedade. E dessa forma consegue consolidar um processo efetivamente democrático que permite que a sociedade faça um debate mais arejado e mais representativo do todo da sociedade.”
Para mais informações sobre o projeto e orientações de como assiná-lo acesse o site www.paraexpressaraliberdade.org.br
De São Paulo, da Radioagência NP, Daniele Silveira.

Caicó-RN: O Revezamento que mata

Mais uma vez somente confirmando a troca das cores e mantendo o mesmo flagelo político-cidadão de sempre, a cidade de Caicó no Interior do Rio Grande do Norte, engana-se esperando "investimentos" em saúde, educação, pensa ser necessário investimento em "segurança pública", uma manipulação, a mais cruel, que observo diariamente.

De todos os "prefeitos" e "vereadores" possíveis de fazer algum tipo de análise, todos, sem exceção estão imersos até o pescoço no jogo da troca de favores das oligarquias. Podem até estarem repletos das melhores das intenções, que neste caso nunca passarão de delírios, mesmo que o prefeito ande de sandálias  havaianas e falar com todo mundo que encontrar pelas ruas.

O que se pode esperar de uma criatura que espera contar com os favores dos deputados estaduais ou federais, que são sempre oligarcas, o máximo que podem fazer é destinar alguma emenda para a cidade e fazer uma grande inauguração para arrecadar votos, e o pior de tudo: as pessoas dizendo que a obra só "veio" pela bondade do seu ídolo, na verdade seu vampiro.

Eles não vão e nem podem modificar nada na educação pública, a não ser pintar as escolas, já que no todo a educação encontra-se mergulhada no conformismo da organização social existente e é educação apenas no nome, já que não emancipa e muito menos cumpre a função própria da educação que é munir os indivíduos com as armas da crítica e modificar seu conceito, sua sociedade.

RN: ou derruba as oligarquias ou será senzala para sempre

No interior do Rio Grande do Norte a miséria antes mantido sob controle pelo catolicismo viciante agora é substituído pelo consumo, mas a cidadania continua sendo arrancada das pessoas.

As Câmaras de vereadores e a prefeitura ainda são como consultórios onde se pede favores, claro que não pode ser diferente já que as eleições são viciadas e os eleitos estão imersos no sistema de troca de favores e domínio das massas, manipulação assemelhada ao uso de drogas, aliás a droga particular, chamada catolicismo, ou a religião de forma geral ainda encontra efeitos alucinógenos entre a população.

Mas, o maior problema é o enquadramento da população no conformismo com a escravidão disfarçada, somente. empunhando as armas da crítica e sentido o peso das correntes que nos amarram conseguiremos eliminar a oligarquia.

Nesse momento a oligarquia Alves encontra-se brincando de escolher um nome para disputar o cargo de governo no Rio Grande do Norte, acostumados com o ciclo de troca de favores sabem que podem tratar "eleitores" como peças de um jogo já de cartas marcadas, reúnem um punhado de oligarcas menores que manipulam pelas cidades do interior levam esses votos até  o cargo de governador.

A fragilidade política é conivente com o domínio, a população potiguar e brasileira de forma geral precisa se emancipar e ser ativa, ao invés de pedir favores precisa ir para as ruas e destruir a oligarquia, pelo anacronismo dessas quadrilhas no Rio Grande do Norte é fácil, basta passar de uma mentalidade de escravos para uma mentalidade de cidadão.

Brasil: Operação de “limpeza social” dos sem abrigo


Nos últimos 15 meses foram assassinados 195 sem abrigo no Brasil, país onde existem não menos de 1,8 milhões de pessoas a viver em ruas e praças das cidades, e onde menos de 25% das cidades têm políticas viradas para elas.
À pobreza e ao desamparo juntam-se agora os ódios "sociais" que fazem muitos erigir-se em juízes e fazer justiça pelas próprias mãos. Foto de Rodrigo Soldon

O Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos, um organismo patrocinado pela Conferência Episcopal de Brasil, mostrou-se preocupado com uma possível "limpeza social" das pessoas sem abrigo, por causa do Mundial de futebol do próximo ano. O Conselho Nacional de Procuradores Gerais (CNPG) expôs também os seus temores ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Ações contra os sem abrigo estão a ocorrer especialmente nas cidades que vão acolher os jogos do Mundial.
As organizações temem que a “limpeza” dos que vivem na rua por motivos diferentes, seja um eufemismo para dar sinal verde aos verdugos de pessoas indefesas, invisíveis para a sociedade, mas que poderiam ser vistas pelos milhões de turistas que visitarem o Brasil no ano que vem. Sem contar que o papa Francisco chega ao Rio de Janeiro dentro de três meses e estarão presentes na capital carioca mais de dois milhões de pessoas para participar na Jornada Mundial da Juventude.
Nos últimos 15 meses foram assassinados 195 sem abrigo, a maioria queimados por anónimos, como Jorge Afonso, de 49 anos, assassinado neste domingo em Jacupiranga, no interior de São Paulo.
Casos semelhantes ocorreram em Goiânia, cidade do centro-oeste para onde foi enviada uma comissão do Ministério de Direitos Humanos para analisar os últimos 29 assassinatos de pessoas sem abrigo.
Segundo dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) existem no Brasil não menos de 1,8 milhões de pessoas a viver em ruas e praças das cidades, e menos de 25% das cidades têm políticas para elas.
Só em São Paulo calcula-se que umas 15.000 pessoas não têm casa, 5.000 mais que há dez anos. Apesar de em 2009 o governo de Lula da Silva ter lançado um programa a favor dos sem abrigo, as autoridades costumam fechar os olhos diante desta realidade.
E no entanto, para o sociólogo Maurício Botrel, do Centro Nacional de Direitos Humanos, são imprescindíveis as políticas locais a favor destas pessoas para evitar uma "limpeza social" levada a cabo geralmente na escuridão da noite e aplaudida em silêncio.
Em 2009, repórteres do diário Folha de São Paulo descobriram que a prefeitura do Rio de Janeiro estava a recolher à pressa mendigos no trajeto onde iria passar a comitiva da Comissão do Comité Olímpico (COI), responsável por dar um parecer sobre a realização do Mundial na cidade.
Polícias paulistas suspeitos de “limpeza social"
Investigadores de São Paulo acham que os últimos assassinatos de indigentes sem abrigo podem ser obra de "esquadrões da morte" que tentam eliminar os mais de 10 mil mendigos que vivem nas ruas da maior cidade do Brasil.
Pela primeira vez desde que se iniciaram as investigações, há pouco mais de uma semana, o comissário Luiz Fernando Lopes Teixeira introduziu polícias e guardas de segurança entre os suspeitos dos brutais ataques perpetrados na capital económica e financeira de Brasil, que deixaram doze mendigos mortos nas últimas semanas.
Até agora, havia três hipótese para explicar os ataques: jovens neonazis ou cabeças rapadas, criminosos contratados por comerciantes para desfazer-se dos indesejáveis ou uma disputa interna entre os próprios indigentes.
Mas nas últimas horas ganhou força a ideia de que se trata de grupos de “limpeza social" compostos de polícias e guardas de segurança. Pedro Montenegro, defensor geral do povo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, considera que é claro que se trata de crimes de um "grupo organizado", o que exige maior proteção social aos habitantes da rua.
Factos semelhantes ocorreram na década de 90 no Rio de Janeiro, onde centenas de meninos e adolescentes foram assassinados anualmente por esquadrões da morte, compostos em muitos casos por agentes de polícia fora de serviço, contratados pelos comerciantes locais para "limpar" a zona de supostos delinquentes e pessoas que perpetravam delitos menores.
Atualmente, as autoridades da maior cidade do Brasil – com 10,5 milhões de habitantes – temem que essas práticas homicidas se estejam a instalar no lugar onde vivem uns 10.400 sem abrigo, segundo cálculos da Pastoral do Povo das Ruas em São Paulo.
Mas a inquietação paulista estende-se a outras zonas, como Porto Alegre, onde existe o medo de que grupos de fanáticos repitam atentados, como explicou Clarina Glock, jornalista que coordena a publicação de um jornal feito por residentes da rua “Boca de rua".
Nessa cidade do sul do país não existem os grupos tradicionais de São Paulo, que discriminam e atacam os procedentes do Nordeste, a região que é fonte da maior migração interna de Brasil. Mas "sim há grupos de skinheads", e a demora para identificar os criminosos de São Paulo pode estimular ataques similares noutros lados, acrescentou.
Além dos casos de São Paulo, outros dois mendigos foram assassinados na semana passada no estado de Pernambuco (nordeste) por homens que os atingiram a tiro, disparados de um veículo em movimento.
A polícia suspeita de que estes dois homicídios foram cometidos por uma bando de "extermínio" que atua na cidade de Recife, capital de Pernambuco, e que já é investigada devido a outros ataques a sem abrigo.
Assim, o panorama dos mais pobres no Brasil – e na América Latina em general – é cada vez mais dramático, porque à pobreza e ao desamparo juntam-se agora os ódios "sociais" que fazem muitos erigir-se em juízes e fazer justiça pelas próprias mãos.
Em junho de 1990, a Amnistia Internacional publicou um relatório sobre as violações de direitos humanos perpetradas nas principais cidades brasileiras, que chegava à conclusão de que a polícia tinha respondido à crescente violência social fazendo justiça pelas próprias mãos. Este documento alertava para as práticas como a execução extrajudicial de meninos e adultos por parte da polícia e dos esquadrões da morte, o emprego da tortura pelos agentes de segurança e o tratamento desumano que recebiam os presos. Catorze anos mais tarde, as violações de direitos humanos relacionadas à violência urbana continuam a ser um problema que é preciso enfrentar.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Na rua derrubem as oligarquias

É impensável que o povo não defenda aquilo que seja bom para si próprio, mas diante de relações sociais desiguais em essência o povo defende aquilo que lhe oprime vendo como uma vantagem a ser tirada.

Dessa forma que o perverso domínio das oligarquias no Rio Grande do Norte perduram até este século; dos pequenos favores pessoais, aos empregos públicos distribuídos, criando um seguidorismo estúpido e degradante fazendo com que seja eliminada a própria cidadania pela própria vontade do indivíduo. Daí em diante basta inaugurar as obras pública e cobrar como voto.

Somente quando os oprimidos romperem os seus grilhões, perceberem que aquilo que parece graça de atos "nobres" de grandes homens significa sua opressão, seremos livres. A religião,  o culto ao estado, aos líderes são correntes que imobilizam a democracia popular.


Desemprego na zona euro bate novo recorde


O Eurostat divulgou as estatísticas do desemprego de março, que apontam para 19,2 milhões de desempregados nos 17 países da zona euro. A taxa de 12,1% é a maior desde a introdução da moeda única e tem vindo sempre a subir nos últimos dois anos.
Foto Paulete Matos.

A recessão e a austeridade continuam a aumentar o número de trabalhadores sem emprego na Europa. No conjunto dos 27 países da União Europeia, o Eurostat aponta para 26,5 milhões de desempregados, com uma taxa de 10,9%. A Grécia (com 27% de desempregados) e a Espanha (com 26,9%) lideram a lista deste organismo europeu de estatísticas, seguindo-se Portugal, com uma taxa de 17,3%, inalterada desde fevereiro mas 2,2% superior à registada no mesmo mês do ano passado.
Os números para Portugal revelam ainda o aumento do desemprego jovem em março, com a taxa a subir duas décimas num mês, para os 38,5%. Apenas a Grécia Grécia (59,1% em Janeiro), Espanha (55,9%) e Itália (38,4%) têm mais desemprego jovem que o país lusitano. No conjunto da zona euro esta taxa é de 24%, um pouco acima da média dos 27 países da UE, que é de 23,4%. O Eurostat usa um método comum aos 27 países para que os valores possam ser comparados, pelo que os valores apresentados podem não coincidir com os que são divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
A evolução do desemprego no último ano tem sido de agravamento na zona euro, passando de 11% em março de 2012 para 12,1% no mês passado. No mesmo período, segundo os cálculos do Eurostat, o desemprego em Portugal subiu de 15,1% para 17,5%, a maior subida a seguir à Grécia, Chipre e Espanha.
Quem não acompanha esta subida generalizada do desemprego é a Alemanha, que manteve a sua taxa nos 6,9%, próxima do valor mínimo atingido desde a reunificação do país em 1990.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Estudo investiga eficiência da Caatinga na absorção de gás carbônico


A vegetação da Caatinga pode ser proporcionalmente mais eficiente do que as florestas úmidas para absorver o gás carbônico presente na atmosfera, em um processo natural, conhecido como sequestro de carbono. É o que pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, querem provar. Para isso, iniciaram um estudo por meio do qual foram instaladas duas estações micrometeorológicas em Campina Grande, na Paraíba, para monitorar o dióxido de carbono absorvido pelas plantas da região.
Segundo o físico Bergson Bezerra, pesquisador do Insa, o grupo pretende, com os resultados, conscientizar os governos e, principalmente, a população que vive no Semiárido sobre a importância de se preservar a vegetação nativa como forma de mitigar os impactos das alterações no clima da região.
“Construiu-se um preconceito em relação à Caatinga, sustentado na ideia de que ela representa um ambiente hostil e inóspito. As pessoas sempre acreditaram que ela não servia para nada, que era melhor retirar toda a Caatinga e substituí-la por [vegetações] frutíferas, por exemplo”, disse. “Queremos provar cientificamente que isso não tem fundamentação”, completou.
O pesquisador defende que se o produtor rural recuperar essas áreas com espécies nativas estará contribuindo não apenas para a “preservação do patrimônio do Semiárido”, mas também para o combate às alterações climáticas, por meio da absorção eficiente do carbono na atmosfera.
“Estudos revelam que as florestas tropicais têm alta capacidade de sequestrar carbono [da atmosfera], mas elas também apresentam altos níveis de emissão, que ocorre, por exemplo, com a queda de folhas. Já a Caatinga, não sequestra tanto, mas emite quase nada e queremos investigar esse grau de eficiência, que acreditamos ser maior no caso da Caatinga”, disse.
Bergson Bezerra enfatizou que os três primeiros meses de observação, já trouxeram “resultados auspiciosos”. “Será um estudo de longo prazo, com conclusão prevista para 2015. Mas essa observação preliminar já nos permitiu constatar que mesmo no período seco, quando a planta fica totalmente sem folha e com estresse hídrico, ainda há sequestro de carbono, ou seja, ela ainda cumpre seu papel ambiental.”
Ele ressaltou que com a chegada da estação chuvosa, nos meses de maio e junho, os pesquisadores acreditam que a atividade fotossintética será acentuada, com sequestro de carbono ainda mais intenso.
A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais alterados pelas atividades humanas. Trata-se de um tipo de vegetação que tem fauna e flora com grande diversidade de espécies e cobre a maior parte da área com clima Semiárido, principalmente da Região Nordeste. Ela é apontada pelos pesquisadores como um dos biomas mais vulneráveis às mudanças climáticas associadas aos efeitos de aquecimento global e pela exploração pelo homem de forma desordenada e insustentável.
Reportagem de Thais Leitão, da Agência Brasil,

Exploração predatória ameaça caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro


Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga vê sua riqueza ambiental dilapidada pelo uso predatório dos recursos naturais, que ameaça espécies como o tatu-bola, a mascote da Copa do Mundo de 2014. Por Maria Vitoria Velez, da AFP, no Yahoo Notícias.
O alerta foi feito por um especialista que há 15 anos estuda este ecossistema, às vésperas do Dia Nacional da Caatinga, comemorado neste domingo.
“A caatinga é o patinho feio dos biomas brasileiros. É o menos conhecido e recebe menor investimento público. Isto se deve à visão de que é um ecossistema pobre, quando, na verdade, é diverso e tem muitas espécies endêmicas” (que só existem lá), explicou à AFP o engenheiro-agrônomo e doutor em Ecologia Marcelo Tabarelli, professor da Universidade Federal de Pernambuco.
Segundo dados oficiais, a caatinga se estende por 9 estados do nordeste brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe) até o norte de Minas Gerais (sudeste). Ocupa 844.453 quilômetros quadrados, área superior aos territórios de França, Reino Unido e Suíça somados.
O bioma abriga 932 espécies de plantas, 178 de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios e 241 de peixes.
Segundo Tabarelli, algumas espécies foram extintas, como a ararinha-azul (‘Cyanopsitta spixii’), e outras estão ameaçadas, como o tatu-bola (‘Tolypeutes tricinctos’).
Na região vivem 27 milhões de pessoas e a grande maioria sobrevive de agropecuária de subsistência. Feijão e milho são os principais cultivos e na criação de animais predomina o rebanho caprino.
Uso inadequado do solo, consumo de lenha nativa em residências e indústrias e desmatamento para dar lugar à agropecuária são as principais agressões à caatinga.
Consequentemente, 46% do bioma foram desmatados, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
“Falta planejamento no uso dos recursos naturais da caatinga. A população depende deles, mas sem uso planejado, observa-se a repetição do círculo degradação do solo/pobreza”, relatou Tabarelli, consultor do Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
Tabarelli criticou a falta de investimentos em pesquisas e de unidades de conservação integral na caatinga, que apesar de importantes para preservá-la, protegem apenas 1% do bioma.
“As ações (oficiais) têm sido pontuais, falta uma política de desenvolvimento sustentável”, lamentou.
Para ele, são prioridades da região criar novas unidades de conservação, promover o ecoturismo e melhorar as atividades produtivas, com agropecuária sustentável substituindo o extrativismo (exploração do solo sem reposição dos nutrientes).
No Dia Nacional da Caatinga, celebrado neste domingo (29), Tabarelli acredita ser possível salvar o bioma.
“Já se sabe como produzir de forma sustentável na caatinga, mas esta informação precisa chegar ao produtor. É preciso investir em educação, em transferência tecnológica. O problema não é o gargalo tecnológico, mas a vontade política”, concluiu.