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quinta-feira, 26 de junho de 2014

O maio mais quente desde 1880

Segundo a NASA, a temperatura global em maio de 2014 ficou 0,76ºC acima da média histórica para o mês, fazendo deste o maio mais quente desde 1880. 13 dos 14 anos com as maiores temperaturas médias aconteceram no século XXI. Se continuar na atual tendência, 2014 deve superar 2010 como o ano mais quente desde 1880. Por Fabiano Ávila do Instituto CarbonoBrasil

A Agência Espacial norte-americana (NASA) divulgou nesta quarta-feira (18) que a temperatura global em maio de 2014 ficou 0,76oC acima da média histórica para o mês, fazendo deste o maio mais quente desde 1880, quando começaram as medições. Além disso, segundo a NASA, se a tendência de altas temperaturas vista nos primeiros cinco meses deste ano continuar, 2014 será o ano mais quente já registado.
A Agência Meteorológica do Japão, que utiliza métodos diferentes para calcular as temperaturas médias, também chegou à mesma conclusão: maio de 2014 foi o mais quente maio já visto, e 2014 está se encaminhando para ser um recorde.
A NASA afirma que temperaturas acima da média foram registadas em maio na Europa, Ásia Central, Rússia, Austrália, África do Sul, Brasil, Canadá e na Costa Oeste dos Estados Unidos.
Um fator que deve contribuir para que o calor aumente ainda mais no decorrer de 2014 é o El Niño. Apesar de ainda não estar confirmado, são fortes as indicações de que o fenómeno irá acontecer.
“Maio de 2014 não foi oficialmente um mês sob o El Niño, mas há sinais de que o fenómeno está a formar-se na costa da América do Sul. Mesmo se esse El Niño não for muito forte, a sua presença bastaria para elevar ainda mais as temperaturas”, afirmou John Christy, da Universidade do Alabama, ao portal ReportingClimateScience.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), 13 dos 14 anos com as maiores temperaturas médias aconteceram no século XXI. Se continuar na atual tendência, 2014 deve superar 2010 como o ano mais quente desde 1880.
Artigo de Fabiano Ávila do Instituto CarbonoBrasil

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