"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bacurau e bicudo pra Gota Serena

Os termos que tornam a política um jogo de azar impondo um fanatismo de grupo nos sujeitos é antigo no Brasil, e sempre de uma forma medonha. Todos já ouviram falar de Bacuraus e Bicudos, tem ainda o termo gabirus datado do império, é lá também, no Império, que existia a rivalidade entre Luzias e Saquaremas, alcunhas dadas aos membros dos partidos Conservador e Liberal, respectivamente. Dizia-se naquela época que não havia nada mais parecido com um Luzia do que um Saquarema, e isso é fundamental para se compreender o cerne dessa divisões, internalizar nas pessoas conceitos que fiquem por baixo das discussões políticas, você prende o eleitor fazendo-o mero torcedor e fanático em alguns casos. Digo fanáticos porque são frequentes até hoje em cidades do interior brigas envolvendo os dois lados após os pleitos eleitorais; comemorações com zombarias do time perdedor, brasa nas ruas no caso dos bacuraus, fazer perturbação na casa dos conhecidos seguidores que tiveram seus candidatos derrotados. No interior do Rio Grande do Norte as campanhas são como "festas", e a cidade morre, a educação fica na UTI e o espírito do povo amofina.
Miséria política em Umarizal-RN
E ainda há o perigo de se desviar por uma terceira via que longe de representar a "nova política" como gostam de dizer, aliás nova somente no momento temporal de entrada nas disputas, continuam de forma mascarada as mesmas práticas do Verde-Vermelho, bacuraus-bicudos, adota-se um candidato para brincar nas ruas usando conceitos repetidos de mudanças sociais. 

As pessoas precisam entender que o fundamento da política é atuar, no nosso caso abandonar o "espírito do esmolismo", as escolas precisam se encaixar na realidade e porem por terra a fraqueza do seguidorismo às novas gerações. No caso potiguar saber do que se trata os oligarcas, os que se criaram com a indústria da seca, com as esmolas das "emergências e que estão todos aí, que jamais se preocuparam com desenvolvimento sustentável do semi-árido, que mantiveram as escolas na lama, pior ainda as escolas rurais sem qualquer ligação com a construção do desenvolvimento social na agricultura familiar; no nosso caso é fácil, eles envelheceram mas são o mesmos, e os jovens de idade (Alves, Mais, Rosados etc) são velhos. Como eles dizem "A política passa", porque somente se referem a eleições, gostam do joguinho e que você trate política somente como eleição.

O cidadão formal numérico precisa aprender a ser cidadão político, amigo da sua pólis, aqui exigir os serviços públicos de qualidade, verificar e estar presente nas escolas, enfim, precisamos ser mais cidadãos e menos babões.

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