"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

domingo, 25 de dezembro de 2016

A República de Curitiba

Autor - Luiz Rodrigues

República de Curitiba (Terra dos Pinheiros - pode-se criar um movimento político com uma bandeira com uma araucária, até porque usar a figura de Sérgio Moro tira o sentido, personaliza a República) foi uma denominação bem adequada dada por Lula, embora ele tenha usado num sentido oposto; é que os "curitibanos" substituem os antigos bacharéis (República dos bacharéis) que representavam "aristocracias" rurais. Os curitibanos são uma classe média mais liberal, concursada, a perder os vínculos com o poder político, atuando pelo Judiciário Ministério Público, etc. com uma formação baseada em princípios liberais; claro, princípios são deixados de lado facilmente, mas os curitibanos não têm "heranças" a perder.

Resultado de imagem para republica de curitibaO PT fez carreira na política brasileira em cima da "brecha republicana"; inúmeros autores de matiz intelectual político liberal descreviam o Brasil como uma terra onde se importava os principais modernos do liberalismo político europeu, mas onde se praticava "jeitos" que falsificavam tais princípios. A história do PT no palanque é a pregação de menos privilégios para políticos, igualdade jurídica, legalidades, fim de "oligarquias" familiares, etc. Esse é o PT do discurso eleitoral; o PT órgão partidário é um partido marxista, portanto o que almeja, vai além do Direito("burguês). No poder o partido ergueu a popularidade junto a base das classes baixas e montou por cima acordos políticos com as castas do poder antirrepublicanas, ciente da sabedoria em manejar as duas pontas da corda. A economia veio e deu a lição política; o partido ainda não perdeu nenhuma eleição pós-2013, mas perdeu o poder, justamente com movimentos de rua que pregam republicanismo.

O PT nunca fez carreira no Brasil pregando socialismo, como disse, entrou na brecha da falta de republicanismo político, lastreado por sua "estrutura" marxista dos sindicatos, centrais sindicais e estudantes. O Lula é a ponta dessa estrutura, um político habilidoso, discursivamente capaz de elaborar percepções como "República de Curitiba" e fabricar aliados e inimigos, entusiasmando e provocando.

A "República dos bacharéis" produziu no império os burocratas e legisladores, aristocratas, e vários presidentes da República, sempre prevalecendo os princípios liberais nestes cursos; hoje o lado econômico é prevalentemente socialdemocrata, mas essa nova burguesia desalinhou dos laços políticos quando se liberalizou o acesso aos cursos e aos postos na polícia e no judiciário além do MP.