"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A dramática redução do emprego formal no Brasil de Dilma-Temer

Artigo de José Eustáquio Diniz Alves


comportamento do emprego formal no Brasil: dez/2014 a dez/2016

Os números do mercado formal de trabalho, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do MTE, estão no vermelho à, praticamente, 25 meses (com exceção de março de 2015). Os números são assustadores, pois, nesse período, foram eliminados 3,5 milhões de postos de trabalho, o que dá uma média de 142 mil empregos perdidos por mês ou 4,7 mil empregos eliminados por dia.
A crise econômica brasileira fechou um grande número de postos de trabalho com carteira assinada em 2015 e 2016. No ano passado, as demissões superaram as contratações em 1,32 milhão de vagas formais, segundo dados do CAGED. Apesar de o número ainda ser alto, foi menos pior em relação ao ano de 2015, quando 1,54 milhão de brasileiros perderam o emprego.
De acordo com o relatório do MTE, todos os setores da economia fecharam vagas em 2016. O setor de serviços foi o que mais cortou: 390.109 vagas. Em segundo lugar ficou a construção civil, com 358.679 empregos. Em terceiro lugar aparece a indústria de transformação, com o saldo de 322.526 demissões em 2016, seguida pelo comércio, com 204.373 mil. A indústria extrativa mineral registrou 14 mil demissões no ano passado e, a agricultura, 13.089. Os “serviços de utilidade pública” cortaram 12.687 empregos formais no período.
Mesmo assim, 2016 foi o segundo pior ano de toda a série histórica, que tem início em 2002, considerando ajustes, conforme mostra o gráfico abaixo. Nota-se que o estoque de emprego em 2016 é, praticamente, o mesmo de 2011. Se os números forem negativos em 2017, então o Brasil está voltando aos níveis de emprego formal de 2010, embora tenha havido um grande crescimento da população em idade produtiva.
Ou seja, o Brasil parou de gerar saldo positivo no mercado formal de trabalho no período 2011 a 2016 e talvez 2017. Voltamos ao nível da década passada. Isto significa que a chapa Dilma-Temer que assumiu a Presidência da República, no dia primeiro de janeiro de 2011, provocou uma significativa retração na tendência de crescimento do emprego formal que aconteceu na primeira década do século XXI.

estoque de empregos formais (em milhões): Brasil: 2002-2016

Os ideólogos do PT dizem que a culpa do colapso do mercado de trabalho é do ministro “neoliberal” Joaquim Levy (como se o Chefe do Executivo não fosse responsável pela nomeação de seus ministros). Acontece que o ano de 2014 já foi de baixíssimo crescimento do PIB, a taxa de ocupação já estava caindo e a queda do emprego formal começou forte em dezembro de 2014, quando houve o fechamento de 555 mil vagas, ainda com Guido Mantega ministro.
“A queima de empregos destrói vidas”. Esse foi o título de um artigo do cientista político André Singer, na Folha (FSP, 28/01/2017). Ele diz: “Entre a fumaça e os escombros da batalha, o tamanho do estrago causado pelo ajuste austericida, começado por Dilma Rousseff e continuado pelo seu vice e sucessor, Michel Temer. Como se esperava, um dos setores mais atingidos pela artilharia recessiva foi o mercado formal de trabalho. Quase 3 milhões de empregos com carteira assinada foram queimados entre 2015 e 2016”.
De fato, o mercado de trabalho foi uma das principiais vítimas da gestão Dilma-Temer, que começou no primeiro dia de 2011. A geração de emprego formal desacelerou entre 2011 e 2013, ficou estagnada em 2014 e desceu a montanha em 2015 e 2016. O ano de 2014, mesmo com o aumento do gasto público, as isenções fiscais (bolsa empresário) e a contabilidade criativa – tudo isto implementado com objetivos eleitoreiros – teve queda da renda per capita, aumento da inflação, déficit primário e explosão da dívida pública.
Segundo dados da PNAD Continua do IBGE, o desemprego aberto atingiu a taxa de 12% no final de 2016 (mais de 12 milhões de pessoas procurando trabalho). Entre 2012 (quando começou a série da PNADC) e 2016 o desemprego total no Brasil aumentou em quase 5 milhões de pessoas. A “Taxa Composta da Subutilização da Força de Trabalho” – que inclui o desalento e a subutilização da mão-de-obra – ultrapassou a impressionante cifra de 21%, significando mais de 23 milhões de pessoas desempregadas, desalentadas ou subutilizadas.

pessoas de 14 anos ou mais, desocupadas nas semanas de referência (em milhares)

Os dados da PNADC, divulgados pelo IBGE em 31/01/2017, mostram que a taxa de desemprego no país atingiu 11,5% em 2016 e o número de desempregados atingiu 11,8 milhões. Já no quarto trimestre do ano, encerrado em dezembro, a taxa atingiu o maior nível de toda a série, chegando a 12%. E a população desocupada ficou em 12,3 milhões de pessoas.
A crise do mercado de trabalho coincide com a crise fiscal. E entre os maiores absurdos feitos nesta área está o FIES, que reflete bem a situação de miséria da educação brasileira. Segundo Elioi Gaspari (O Globo, 01/02/2017): “No Brasil de Lula e de Dilma o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi transformado em girafa pedagógica e financeira. O estudante conseguia o financiamento da Viúva mesmo que tivesse tirado zero na prova de redação. Quando Dilma Rousseff mudou essa maluquice, exigindo um mínimo de 450 pontos na prova do Enem, donos de faculdades privadas protestaram. A girafa financeira permitiu que as empresas que operam nesse setor transferissem para o caixa do Fies o risco da inadimplência de seus estudantes. Num ano ruim, ele ficava em torno de 25%. Afrouxaram as exigências para os fiadores e aquilo que podia parecer um programa de incentivo aos jovens virou um programa de estatização dos riscos das empresas. Uma delas tornou-se a maior receptora de dinheiro da Viúva, superando até mesmo a Odebrecht”.
No setor produtivo, a produção industrial brasileira terminou o ano passado 6,6% menor que 2015, o que conferiu o terceiro ano de resultado negativo para o setor. Em 2015, a queda foi de 8,3% e, em 2014, de 3%, segundo dados do IBGE. Isto confirma que o ano de 2014 foi terrível em todos os sentidos e além do mais teve uma fraude eleitoral em outubro. O desemprego ficou baixo, mas também caiu a taxa de ocupação (mais pessoas saíram da PEA). Portanto, o ano de 2014 foi péssimo para a produção econômica (teve queda da renda per capita), embora a gastança pública tenha sido a maior do período (com déficit primário), o que comprometeu a capacidade de investimento nos anos seguintes.
Assim, o processo de desindustrialização e a crise na economia, no mercado de trabalho e na educação fizeram o Brasil ter o pior sexênio (período de seis anos) e caminha para o pior octênio da história econômica e social do país, com a menor taxa de crescimento do produto e do emprego, de todos os tempos.
Houve muitos investimentos equivocados no período de “boom” da economia. Por exemplo, comprar a refinaria de Pasadena (conhecida como ruivinha de tão enferrujada), no Texas, foi um crime de Lesa-Pátria e não gerou nenhum emprego no Brasil, apenas contribuiu para a crise dos anos seguintes. Diversos outros investimentos inúteis e mal planejados da Petrobrás, só atrasaram o país que deveria ter investido mais em energias renováveis. O apoio do governo e do BNDES ao empresário Eike Batista (atualmente preso em Bangu, com o ex-governador Sergio Cabral, familiares e amigos) foi um grande desperdício de recursos e uma grande fonte de corrupção. Os investimentos na Copa do Mundo e na Olimpíada Rio 2016 foram grandes megaeventos que drenaram recursos do Estado e agora são “elefantes brancos” que estão se deteriorando no tempo – como o Maracanã e o Parque Olímpico – e só dão prejuízos para os contribuintes. Ou seja, estes investimentos com custo elevado e baixo benefício geraram empregos no passado e agora contribuem para a crise e as altas taxas de desocupação.
As delações da Operação Lava-Jato devem abalar o ambiente político em 2017. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda a possibilidade de caçar a chapa Dilma-Temer, em função das irregularidades da prestação de contas da última campanha eleitoral. Mas antes mesmo de qualquer resultado oficial, a chapa Dilma-Temer já foi rejeitada pela população em função do estelionato eleitoral.
A receita dos ideólogos de Dilma é aumentar o gasto público e a dívida pública para incentivar o consumo. A receita dos ideólogos de Temer é cortar gastos públicos, para controlar a dívida e evitar a hiperinflação. Enquanto os primeiros querem dar uma ajudazinha ao “andar de baixo”, os segundos querem ajudar o “andar de cima”. Mas o Brasil continua dividido politicamente e sem perspectiva de aumentar o investimento produtivo que respeite a relação custo/benefício. O Brasil caiu na “armadilha da renda média” e, provavelmente, vai amargar um longo período de estagnação da renda per capita e do bem-estar (se não houver uma grande mudança nas elites governamentais e na sociedade civil).
Os índices de popularidade do dueto presidencial são os mais baixos do século. E os números do mercado de trabalho ajudam a entender o alto índice de rejeição da presidente e do vice-presidente eleitos em 2010 e reeleitos em 2014. É preciso, urgentemente, virar essa página sombria de alto desemprego e baixa legitimidade institucional.

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 10/02/2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Como a modernidade diminui a pessoa humana




Krupp george stanciu
Com a publicação do livro O significado da existência humana por Edward Wilson, o entomologista proeminente e fundador da sociobiologia, eu aprendi que pelo menos uma pessoa no planeta ainda acredita na possibilidade de um futuro glorioso para a humanidade. Sem temer o século da morte [1] , inabalável por Hiroshima, o Holocausto, e o Gulag e, talvez, hipnotizado pelo arco sempre crescente da ciência e os abundantes frutos de uma tecnologia orientada para o mercado, Dr. Wilson afirma que nós, seres humanos podemos "transformar a Terra em um paraíso tanto para nós e para a biosfera que nos deu à luz." [2]
Alexis de Tocqueville ressaltou que os americanos estão sintonizados com "as ideias de progresso e perfectibilidade indefinida da raça humana", [3] mas é mais provável, Dr. Wilson vozes do otimismo que acompanhou a base filosófica da ciência moderna. Era uma vez que os intelectuais acreditavam que, depois que as trevas e a ignorância do passado fossem destruídas, uma nova era, a Era do Homem, iluminada pela razão e pela ciência, resultaria e a felicidade da humanidade estabelecida na Terra. Francis Bacon, o principal arquiteto da ciência experimental, profetizava em New Organon (1620) que o "negócio real e fortunas da raça humana" dependeriam "desses objetos individuais, o conhecimento humano e poder humano;" o conhecimento genuíno daria poder de comando natureza "para o benefício e uso da vida." para Bacon, o objetivo da ciência era fazer com que a humanidade o mestre e possuidor da natureza, tanto quanto Adam estava no Jardim do Éden, para que homens e mulheres de boa vontade pudessem restaurar o Paraíso na Terra do Homo sapiens[4] Dada Hiroshima e as alterações climáticas, os dias felizes de viver nessa ilusão se foram para sempre.
Que agora sabemos que cada programa para estabelecer Paraíso na Terra termina em desastre não significa que o otimismo entusiasmado de pensadores da iluminação deve ser substituídos pelo de Nietzsche "pessimismo do futuro." [5] Em vez disso, podemos nos voltar para a sabedoria que Sófocles enunciou 2.500 anos atrás: "Nada do que é vasto entra na vida dos mortais, sem uma maldição", [6] sabedoria que reconhece implicitamente que nenhuma ordem social perfeita pode ser criada.
Ao recuarmos no pensamento, algumas grandes transformações passadas da vida humana diminuíram a pessoa; ou como Russell Kirk, autor de The Conservative Mind, concluiu seu estudo da história: "Quando uma sociedade está progredindo em alguns aspectos, geralmente ele está em declínio em outros aspectos." [7] Até recentemente, os antropólogos e historiadores exaltaram o cultivo de Plantas como o elemento-chave da longa história do progresso humano; No entanto, como todas as inovações tecnológicas fundamentais, a introdução da agricultura inicialmente teve, e talvez ainda tem, efeitos prejudiciais na vida humana.
A Revolução Agrícola ocorreu há cerca de 10 mil anos, quando caçadores-coletores foram lentamente substituídos por fazendeiros e pastores. Antes do cultivo das plantas e da domesticação dos animais, a dieta do Paleolítico consistia exclusivamente em plantas não cultivadas e em caça selvagem, uma dieta rica em fibras, proteínas e micronutrientes, em contraste com a moderna dieta rica em açúcar, carboidratos refinados e gorduras saturadas . O -Câncer "doenças da civilização", aterosclerose e a diabetes "causar 75 por cento de todas as mortes nos países ocidentais, mas ... são raras entre as pessoas cujos modos de vida refletem as dos nossos antepassados pré-agrícolas." [8]
Jared Diamond, antropólogo e biólogo evolucionista, chamou a Revolução Agrícola "o pior erro na história da raça humana." [9] Ele cita um exemplo simples do que paleopathologists ter aprendido com esqueletos antigos encontrados na Grécia e na Turquia: " A altura média dos caçadores-coletores em direção ao final das idades de gelo foi um generoso 5'9 "para os homens, 5'5" para as mulheres. Com a adoção da agricultura, altura caiu, e por 3000 aC havia atingido uma baixa de apenas 5'3 "para os homens, 5 'para as mulheres." [10]
Nos últimos 200 anos, "a melhoria da habitação, do saneamento e da assistência médica atenuou o impacto da infecção e do trauma, as principais causas de mortalidade desde o Paleolítico até 1900, com o resultado de que a esperança média de vida é agora aproximadamente o dobro do que ela era para os seres humanos pré-agrícolas. " [11] Mas, surpreendentemente, a duplicação da expectativa de vida resultou essencialmente da diminuição da mortalidade infantil e da infância. Um estudo das poucas sociedades de caçadores-coletores remanescentes no século vinte revelou que a vida de adulto a mais freqüente era 68-78 anos, não frequentemente citada quarenta anos ou menos. [12]
O principal efeito da Revolução Agrícola foi que o cultivo de trigo, arroz, milho e batatas produziu uma abundância de calorias que levaram a grandes populações; As culturas cultivadas produziram muito mais toneladas de alimento por acre do que as raízes e bagas selvagens.Sem agricultura, cidades e impérios não existiriam. O historiador Yuval Noah Harari argumenta, eo Dr. Diamond concorda que o cultivo de grãos aumentou o poder coletivo da humanidade, mas piorou a vida do indivíduo médio. Por exemplo, as elites do antigo Egito construíram pirâmides, enquanto os camponeses cavavam canais, carregavam baldes de água, colhiam trigo e viviam de uma dieta inferior aos seus antepassados ​​paleolíticos. "Em troca de todo esse trabalho árduo", diz Harari, "a maioria dos camponeses tem uma dieta muito pior do que os caçadores-coletores, porque os caçadores-coletores confiavam em dezenas de espécies de animais, plantas e cogumelos, Nutrientes e vitaminas de que necessitavam, enquanto os camponeses dependiam apenas de uma única cultura, como o trigo, o arroz ou as batatas. E em cima disso, você tinha todas as novas hierarquias sociais e o início da exploração em massa, onde você tem pequenas elites exploradoras todo mundo ". [13]
Por causa da forte fé secular que a educação nos infunde, a maioria de nós acredita que a ciência ea tecnologia, a democracia e o capitalismo, as três pernas da Modernidade, só podem trazer bons fins e deixar de ver que esses três triunfos da humanidade podem diminuir A pessoa humana.
Democracia
A hierarquia social da Europa medieval foi fundada sobre a propriedade da propriedade. Os camponeses constituíam oitenta e cinco por cento da população. Sem dúvida, se eu tivesse nascido na Europa Medieval, teria sido um camponês legalmente vinculado à terra que eu trabalhava, de fato pertencente ao Senhor, o latifundiário.
Na América, a pequena burguesia foi deixada para trás na Velha Europa, juntamente com a hierarquia social. Meus pais, ciganos romenos, nascidos em uma aldeia da Transilvânia e criados em casas com telhados de palha com chão de terra batida, atendiam à inscrição na Estátua da Liberdade - "Dê-me o seu cansado, seu pobre / Suas massas encolhidas ansiando respirar livre. Os milhões de imigrantes antes deles, meus pais trabalharam duro, raspou alguns dólares, iniciou um negócio, falhou e começou tudo de novo. Mas eles nunca desistiram. Seu trabalho duro e determinação obstinada finalmente resultou em sucesso financeiro.
Ao contrário de meus pais, eu nunca experimentei as limitações de uma aristocracia rural, uma igreja estabelecida, ou de uma classe com base no nascimento, nem a mão controladora de pai de família; Conseqüentemente, eu era livre para escolher qualquer curso na vida que eu desejava. Em um dos colóquios do Laboratório Nacional de Los Alamos, olhei ao redor da sala e contou que pelo menos noventa por cento dos meus colegas físicos teóricos vinham de fundos econômicos e culturais pobres a modestos. Na Europa medieval, a maioria de nós teria sido camponesa, talvez alguns comerciantes, e talvez um ou dois seminaristas. O único caminho intelectual que teria sido aberto a nós foi através da Igreja.
E agora para a maldição. O individualismo da democracia nos dá a liberdade de prosseguir o que quisermos, à custa do isolamento de nossos concidadãos. Não importa onde nós os americanos são, mesmo quando em um grupo familiar, sempre sentimos uma vaga sensação de estranhamento e solidão, algo desconhecido para os europeus do Velho Mundo. Muitas canções populares expressam a dolorosa dor eo vazio sentimento de isolamento social. Você se sente mais sozinho com mais pessoas ao redor, Bob Dylan agonizes. [14] Onde é que todas as pessoas solitárias vêm? Perguntam os Beatles. [15] Em 2008, com os mercados financeiros perto do colapso, fotógrafo holandês Reinier Gerritsen desceu no sistema de metrô de Nova York para capturar o humor dos passageiros. [16] Ele encontrou assuntos muitas vezes cheios de tristeza e desespero. Quase ninguém estava sorrindo, exibindo a previsão de Tocqueville sobre o futuro cidadão da América: "Quanto ao resto de seus concidadãos, eles estão perto o suficiente, mas ele não os percebe. Ele os toca, mas não sente nada. Ele existe em si e para si ". [17]
Os chamadores mais freqüentes para linhas de suicídio não são os suicidas, mas os solitários que querem desesperadamente alguém para conversar. A indústria da solidão, com seus bares de solteiros, clubes de dança, e Web-namoro serviços atende àqueles que se sentem isolados ou abandonados. Suzanne Gordon, autor de só na América , observa: "Quando as pessoas estão desesperadas para companhia eles vão fazer coisas que não faria normalmente, ir a lugares que não seria normalmente ir, e ouvir promessas que do contrário acharia ridículo." [18 ]
Os solitários freqüentemente experimentam sentimentos de inutilidade e fracasso que não podem publicamente admitir numa cultura orientada para o sucesso. O amor, em tais circunstâncias, é visto como uma maneira de escapar da solidão. Um executivo jovem reclama, "Eu não acho que ninguém no mundo realmente se preocupa comigo ou o que acontece comigo. Eu fico tão malditamente solitário. Eu só quero alguém para cuidar de mim. " [19] Outro jovem diz:" Você quer saber o que é como ser único? Depois de um tempo você se cansa tomando aulas de noite apenas para conhecer pessoas solitárias. Eu acho que você fica chateado e meio que solitário. Vou me casar em breve. Certamente será um alívio. " [20] Mas o uso de outra pessoa para escapar da solidão raramente funciona. De anos de aconselhamento, o psicólogo Rollo May aponta por que muitos casamentos fundados no desejo de superar a solidão geram emoções negativas: "Os cônjuges esperam que o cônjuge preencha alguma falta, alguma vacância dentro de si mesmos; e eles estão ansiosos e com raiva porque ele ou ela não faz. " [21]
Uma jovem explicando seu divórcio disse: "Eu me sentia sozinha, mas não conseguia identificá-la como solidão. Como eu poderia me casar sozinha com o amor da minha vida? "As ilusões românticas do namoro muitas vezes desaparecem após o casamento:" No momento em que nos casamos, era como se não houvesse motivo para tentar impressionar, entreter ou encantar ". Outra mulher divorciada concordou que a emoção do namoro não transporta para o casamento: "Quando você está namorando, você coloca mais esforço em si mesmo e na outra pessoa. Então, depois que você está confortável por um tempo, as coisas começam a escorregar; Você não é tão agradável. Pelo menos eu não sou. "Um homem recentemente divorciado confessou:" Eu era plano para o pior marido do mundo. I foi imprudente, eu era egoísta, eu era totalmente auto-absorvida. " [22]
Muita promiscuidade que na superfície parece ser devoção hedonista ao prazer é conduzida pela intensa solidão. Para muitas pessoas, o sexo é uma forma de fazer contato humano, de romper as barreiras do self isolado e autônomo, mesmo que por uma noite: "Daí as muitas angústias ao acordar na manhã seguinte. Duas pessoas na cama que provavelmente se odiariam sob qualquer outra circunstância ", confessa um advogado de São Francisco de trinta e dois anos.[23]
Apesar da solidão e casamentos fracassados, os americanos anseiam privacidade e independência. Nos subúrbios, por exemplo, as casas são freqüentemente projetadas para isolar pessoas. As casas são separadas umas das outras por distâncias que garantem privacidade. Minha irmã viveu em um desenvolvimento de alto padrão em Orange County, Califórnia, onde cada casa foi cercada por uma cerca de madeira alta que selou a casa e seus habitantes dos vizinhos vizinhos. Minha irmã não conhecia um de seus "vizinhos". Por causa de seu desejo de privacidade e independência, os americanos estão sujeitos a uma solidão não possível em outras culturas.
Grande parte da escrita americana contemporânea está quase inteiramente preocupada com a questão da solidão. Pense nos magníficos contos de Ann Beattie ou Raymond Carver, onde cada pessoa entra sozinha no mundo, viaja pela vida como um indivíduo separado e, finalmente, morre sozinha. Muitos, se não a maioria, os escritores modernos assumem que a solidão é a tragédia humana, a condição de toda a humanidade. O romancista Thomas Wolfe entendeu a intensa solidão de sua vida como universal: "Toda a convicção de minha vida repousa agora na crença de que a solidão, longe de ser um fenômeno raro e curioso, peculiar a mim e a alguns outros homens solitários, é a Central e inevitável da existência humana. Quando examinamos os momentos, atos e declarações de todos os tipos de pessoas ... achamos, penso eu, que todos sofrem da mesma coisa. A causa final da sua queixa é a solidão. " [24]
Tanto quanto sei, isso é exclusivo da literatura ocidental moderna. Certamente, a tragédia humana em Homero, Ésquilo, Sófocles e é não estar só. Os estudiosos chineses que consultei me informaram que na literatura chinesa o único tipo de solidão é o que surge quando os amantes ou as famílias estão separados. Professor Francis Hsu disse que na China "não há absolutamente nenhuma expressão da ideia de que a solidão é a condição essencial do homem". [25] Assim, a solidão difundido nos Estados Unidos é um fenômeno cultural incutido pelo individualismo.
Capitalismo
No início da América, antes da Revolução Industrial, os desejos materiais eram limitados pela natureza e pela produção artesanal. Mas os dois elementos do capitalismo - mercados livres e divisão do trabalho - mudaram tudo. Como Adam Smith enfatiza em seu livro A Riqueza das Nações (1776), a divisão do trabalho aumentou muito a força produtiva do trabalhador. Em vez de definir a divisão do trabalho, Smith dá o exemplo de um fabricante de pinos. Um trabalhador não qualificado poderia fazer vinte pinos por dia. Com o advento do industrialismo, a tarefa de fazer um alfinete é quebrada em operações simples, com cada operário habilidoso em executar uma ou duas etapas simples. "Um homem tira o arame, outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto o aponta, um quinto o mata no topo para receber a cabeça; Fazer a cabeça requer duas ou três operações distintas; Para colocá-lo, é um negócio peculiar, para whiten os pinos é outro; É mesmo um comércio por si só para colocá-los no papel; eo negócio importante de fazer um pino é, desta forma, divididos em cerca de dezoito operações distintas. "Desta forma, dez trabalhadores semi-qualificados" poderia fazer entre eles mais de quarenta e oito mil pinos em um dia. " [26 ] Se cada trabalhador concluído todas as tarefas por si mesmo, em seguida, os dez trabalhadores na melhor das hipóteses poderia fazer apenas duzentos dos pinos. Assim, a divisão do trabalho aumentou a produção em 240 vezes! Não admira que Smith exalte a divisão do trabalho como a maior inovação na produção material, nunca.
Sem a "grande massa de invenções" [27] que fluiu de ciência e tecnologia, o capitalismo teria motivo para uma parada, uma vez mercados foram saturados por uma abundância de mercadorias. Para continuar a existir, a economia capitalista deve constantemente produzir novos bens de consumo, não muito diferente de um tubarão que deve continuar nadando ou morrer. Novas invenções e tecnologias continuamente produziam novos bens e, portanto, desejos anteriormente desconhecidos, e desta forma, todos nós estávamos colocados na esteira de desejar cada vez mais. [*] Dois cem anos de capitalismo na América criado para os ricos e os pobres uma superabundância de mercadorias. O Walmart Supercenter típico carrega 142.000 artigos diferentes. Um comprador da Kroger ou Whole Foods pode comprar mirtilos em dezembro cultivados no Chile, flores frescas voadas da Colômbia e cordeiro orgânico importado da Nova Zelândia. Computadores, TVs e telefones celulares estão por toda parte, no gueto, bem como a bordo de iates.
E agora para a maldição do capitalismo. A divisão do trabalho contrai a vida interior do trabalhador. Em seu filme Tempos Modernos (1936), Charlie Chaplin interpreta brilhantemente o efeito de executar uma tarefa repetida em um processo de fabricação em cima de uma pessoa.Em uma cena inicial, o Tramp (Charlie Chaplin) é um trabalhador de linha de montagem que aperta os parafusos nas peças da máquina como eles passam por ele com regularidade relógio-como em uma correia transportadora. Suas tarefas requerem movimentos mecânicos e repetitivos. Durante uma curta pausa, o Vagabundo não pode impedir os seus braços de continuar os movimentos bruscos e rítmicos de apertar as porcas.
No final da tarde, o chefe ordena um aumento na produção. A correia transportadora acelera, e o Tramp faz uma valente tentativa de manter-se com a maquinaria, mas é impossível. Ele vai berserk e fica na correia transportadora para apertar as porcas das peças que ele perdeu como eles passaram por ele. Arrastado para a máquina, seu corpo para as engrenagens e engrenagens da monstruosa máquina. A linha de produção inverte, eo Vagabundo emerge em um transe, ainda com suas duas chaves, agora elevado. Em toda parte ele vê nozes que precisam ser apertadas. Ele até persegue duas mulheres cujos botões de terno se assemelham às porcas que ele estava apertando. A vida interior do Vagabundo desmoronou para o que serviu a máquina.
Estranhamente, na parte final A riqueza das nações , Smith antecipa crítica devastadora de Chaplin do industrialismo. O fundador da teoria econômica moderna argumenta que um trabalhador industrial através de seu trabalho não adquire virtudes intelectuais ou sociais.Quando um trabalhador executa uma ou duas operações simples, ele "geralmente se torna tão estúpido e ignorante como é possível para uma criatura humana se tornar. O torpor de sua mente torna-o não só incapaz de saborear ou com uma parte em qualquer conversa racional, mas de conceber qualquer, ou sentimento concurso nobre generoso. " [28] Ambos Chaplin e Smith concordam que o industrialismo produz uma abundância de bens e Um declínio na vida interior; Nada grande sem uma maldição.
Eu posso falar de experiência sobre o trabalho em uma linha de montagem. Eu cresci fora de Motown, e minha viagem de classe de sexto grau foi para Pontiac Motors, a fim de aprender como carros são feitos. Assim que meus colegas e eu entramos na enorme fábrica que contém a linha de montagem, ficamos assustados e desorientados pelo barulho; Marteladas e sibilos vieram de todas as direções. Cinco minutos depois, vi o Sr. Seifert, meu vizinho que morava do outro lado da rua. Ele estava instalando pára-brisas usando um aparelho bizarro com grandes ventosas que se assemelhava a um polvo robô. O Sr. Seifert, um cigarro pendendo de sua boca, envolveu seus braços em torno dos tentáculos do polvo mecânico e forçou um pára-brisa no lugar. O carro saiu de sua estação de trabalho, e dentro de trinta segundos chegou outro. Eu estava hipnotizado: carro, pára-brisa; Carro, pára-brisas; Carro, pára-brisa. Direito e lá, eu prometi nunca trabalhar em uma linha de montagem, e eu nunca fiz.
Mas isso não significa que eu nunca tenha participado da divisão do trabalho, uma virtual impossibilidade na vida moderna. Todas as universidades no mundo ocidental segue a prescrição dada por Smith: ". Torna-se mais perito em seu próprio ramo peculiar, mais trabalho é feito em cima do todo, e a quantidade de ciência é consideravelmente aumentada", como cada indivíduo cientista [29] O filósofo Immanuel Kant, em 1789, previu uma universidade organizada por "produção em massa, por assim dizer, por uma divisão do trabalho", onde o conhecimento é dividido em campos, cada campo em subcampos e assim por diante até que o menor domínio de conhecimento seja atingido . [30] Hoje, cada pesquisador escolhe livremente sua especialidade e explora o pequeno domínio ela apostou por si mesma, ignorando tudo fora de sua experiência, de modo que a publicação acadêmica tornou-se cada vez mais sobre cada vez menos. O dinheiro flui para a universidade; Papéis, relatórios, monografias e patentes saem da fábrica de conhecimento. Um sistema altamente eficiente e louvável, desde que se fique cego ao grande defeito do industrialismo: a divisão do trabalho arruína uma pessoa, sejam produzidos bens materiais ou conhecimentos. As faculdades físicas e mentais do trabalhador são sacrificadas à perfeição de uma única atividade. Não apenas o motorista de linha de montagem da Pontiac Motors é atormentado por uma vida acorrentada ao desempenho de uma atividade especializada.
Embora nunca trabalhei em uma linha de montagem, experimentei a divisão do trabalho na escola de pós-graduação. Na Universidade de Michigan, aprendi a mecânica newtoniana, a eletrodinâmica de Maxwell ea física quântica livre de qualquer contexto moral. Como resultado, eu nunca ouvi certas questões fundamentais abordadas: é a criação de publicidade televisiva destinadas a crianças, ou fabricação de junk food, ou o desenvolvimento de armas termonucleares direito subsistência? Tenha em mente, sem físicos teóricos, sem armas nucleares. Minha educação me preparado para ser um novo bárbaro , que vende os frutos da ciência para o maior lance, sem perguntas.
A Era Digital
A tecnologia digital fornece meios baratos para uma pessoa comum expandir grandemente seu mundo, especialmente em áreas pobres e remotas. Ontem à tarde, passei por Truchas, uma pequena vila espanhola nas altas montanhas do norte do Novo México. Estacionei meu carro em frente a um edifício de adobe, com mais de cento e cinquenta anos, com um telhado caído e uma parede desmoronada. Na minha imaginação, compareci a insularidade de Truchas há cem anos, até cinqüenta anos atrás, com as antenas parabólicas para a recepção de televisão em cada casa habitada que eu via. Uma menina de doze anos em Truchas hoje, se estiver interessada em neurociência assistindo a um programa PBS Nova, poderia com uma conexão de alta velocidade à Internet entrar em linha e fazer cursos gratuitos de neurociência, biologia e matemática da Kahn Academy e Coursera. Para esta menina em uma das áreas mais remotas dos Estados Unidos, o mundo inteiro da ciência está disponível gratuitamente - que aventura emocionante isso poderia ser para muitos jovens cientistas aspirantes. Se a garota que eu imaginava tem um irmão que toca guitarra e gosta de cantar corridos, ele e seus amigos poderiam usar um computador Apple e dois microfones de alta qualidade para produzir CDs qualidade profissional por apenas um gasto modesto de fundos. Ou, se seu irmão estava interessado em produção de vídeo, ele poderia editar seus vídeos em um Mac e enviá-los para o YouTube. Conheço um documentarista em Santa Fe, que tinha trinta e poucos anos, e que levantou US $ 35 mil por meio do crowdsourcing para documentar o efeito da mudança climática global sobre as pessoas mais pobres do planeta. Ele está filmando todo o filme em digital e usando um Mac para edição. A tecnologia é a parte mais barata do projeto; Vinte anos atrás, um cineasta independente era principalmente uma fantasia, não a realidade que é hoje.
Ontem à noite, eu comi no andar de cima Treehouse Lounge do Restaurante Lambert em Taos, Novo México, um lugar pequeno com sete mesas rodeado por cadeiras confortáveis. Três quartos dos clientes estavam olhando para smartphones - a inescapável maldição da Era Digital.Uma mulher de cinquenta e poucos anos estava obviamente aborrecida com quem eu considerava ser seu marido e seus outros dois companheiros, um homem e uma mulher de sua própria idade. Ela jogou abertamente um videogame e só falou com os outros três em sua mesa quando ela mostrou-lhes fotos em seu smartphone. Um jovem casal, talvez estudantes de pós-graduação da Universidade do Novo México, uma mulher asiática e um anglo, cada um olhou para seus smartphones, bebeu Margaritas e falou apenas uma ou duas palavras umas com as outras. Estranhamente para mim, ambos pareciam estar se divertindo. Para essas pessoas em Treehouse Lounge, a tecnologia digital as conectou a um vasto mundo de informações e as desconectou do mundo concreto que as cercava, o que aparentemente não lhes interessava.
Recordei que Mircea Eliade, o grande estudioso da religião, observado em meados dos anos cinquenta "O número desconcertante de distrações inventadas pela civilização moderna." [31]Por pura distração, o telefone, o rádio transistor, e o aparelho de TV não pode comparar Com o smartphone, que está disponível 24/7, praticamente qualquer lugar, em aeroportos, carros, cafés e até mesmo em banheiros. Em dez anos, o iPhone passou de um sonho de Steve Jobs a oitenta e cinco por cento dos jovens adultos que possuem um smartphone, muitos dos quais são viciados em digital, procurando mensagens 150 vezes por dia.
O vício digital remonta apenas vinte anos, quando a Netscape introduziu a primeira GUI (interface gráfica do usuário) para a Internet. Andrew Sullivan, um dos primeiros blogueiros, foi um dos primeiros a adotar a vida na Web. Depois de quinze anos de continuamente atualizando seu blog com micro-pensamentos, ele tinha perdido o interesse em livros, paisagens e amigos, e lamentou: "Eu costumava ser um ser humano." [32]
Observando os viciados digitais no Treehouse Lounge, lembrei-me de um homem de trinta e três anos que disse que dois anos na Internet por mais de dez horas por dia foi prejudicial ao seu bem-estar: "Meu tempo de atenção por mais tempo O consumo de informação de forma, tais como livros, filmes, artigos de longa duração, e até mesmo vapid 30 minutos de TV tem sido diminuiu imensamente. Minhas habilidades de comunicação interpessoal estão sofrendo, e eu achar que é difícil ter sofrido pensamentos complexos. " [33]
Com a onipresença do mundo digital e o declínio da vida interior, as vozes daqueles que estão imediatamente presentes muitas vezes não são ouvidas, e os três grandes professores da humanidade - o Buda, Sócrates e Jesus - correm o risco de não serem Totalmente ouvido, ou ouvido em tudo. Uma relação digital entre duas pessoas pode ser eliminada com o clique de um mouse, ea emoção artificial que resultou de postar no Facebook desaparece. Para muitos, a Internet leva a uma sobrecarga de informações que causa confusão e poluição mental. A verdadeira sabedoria resulta do auto-exame e do diálogo com os outros, não da acumulação de mais e mais informação.
Cada pessoa pode ter a visão e a vontade de sacudir a maldição que vem com qualquer grande transformação da vida humana. Muitos americanos de classe média, educados já mudaram de uma dieta rica em carboidratos metabolizados rapidamente (arroz branco e batatas), gorduras saturadas e açúcares refinados para grãos integrais (carboidratos lentos), azeite e frutas e legumes frescos. Menos pessoas desistiram da divisão de trabalho porque o local de trabalho se encaixa a maioria dos funcionários em slots estreitos, ao contrário do Google, onde os pesquisadores são esperados para contribuir vinte por cento do seu tempo de trabalho para projetos fora de suas áreas de especialização. Mas cada vez mais pessoas têm um tempo de lazer substancial, onde, em vez de passarem aquelas horas no mundo da imagem do entretenimento e das mídias sociais, uma pessoa pode realizar uma tarefa auto-nomeada que exige um engajamento em todo um processo, como construir um Cultivar um jardim, pintar um retrato ou escrever um romance, qualquer empreendimento que desenvolve a vida interior e supera as maldições da ciência e da tecnologia, da democracia e do capitalismo.
Livros sobre o tema deste ensaio podem ser encontradas em  O imaginativa conservador Bookstore . 
Notas:
[*] A ética de mais e mais, é claro, é contrário à natureza. Antes de nós pode consumir uma quantidade infinita de bens materiais, a mudança climática fará com que a Terra inabitável porHomo sapiens , mas talvez não para baratas.
[1] Um catálogo parcial, conservadora dos assassinatos políticos do século XX é incompreensível, inacreditável, mas infelizmente inegável. Mortes: Primeira Guerra Mundial (militar apenas): 9,700,000; Revolução Russa e Guerra Civil: 9.000.000; Coletivização forçada: 3.000.000 camponeses ucranianos; Gulag russo: 1.000.000 prisioneiros políticos; Guerra civil espanhola: 1.200.000; Segunda Guerra Mundial (militar e civil): 51.000.000; Acampamentos nazistas: 6.000.000 de judeus e 6.000.000 de eslavos, ciganos e prisioneiros políticos; Japonês Violação de Nanking: 300.000 chineses; Bombardeio aliado de Hamburgo, Berlim, Colônia e Dresden: 500.000 civis alemães; Hiroshima e Nagasaki: 140.000 civis japoneses; Guerra do Vietnã (militar e civil): 5.000.000; Grande salto chinês para a frente: 30.000.000. Estes números são estimativas baixas. Para a dificuldade de estimar assassinatos políticos de massa ver Lewis M. Simons, "Genocídio e da Ciência da prova," National Geographic Magazine (Janeiro de 2006): 28-35 e Timothy Snyder, "Holocausto: A realidade ignorada," The New York Review of Books (16 de Julho de 2009).
[2] Edward O. Wilson, o sentido da existência humana  (New York: Liveright, 2014), p. 176.
[3] Alexis de Tocqueville, Democracia na América , trans. George Lawrence (Nova Iorque: Harper & Row, 1966 [1835, 1840]), p. 485.
[4] Francis Bacon The New Organon e Escritos Relacionados (Indianapolis, IN: Bobbs-Merrill, 1960 [1620]), pp 29, 15..
[5] Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência: Com um Prelúdio em Rhymes e um apêndice dos Cânticos , trans. Walter Kaufmann (Nova Iorque: Vintage, 1974), p. 331.
[6] Sófocles, Antígona , trans. RC Jebb, linha 614,http://classics.mit.edu/Sophocles/antigone.html .
[7] Russell Kirk, " Dez princípios conservadores ."
[8] S. Boyd Eaton, Melvin Konner, e Marjorie Shostak, "Stone Agers in the Fast Lane: doenças crônico-degenerativas em perspectiva evolucionária," The American Journal of Medicine 84 (Abril de 1988): 739.
[9] Jared Diamond, "o pior erro na história da raça humana," Discover Magazine (maio de 1987).
[10] Ibid.
[11] Eaton, Könner, e Shostak, p. 740.
[12] Michael Gurven e Hillard Kaplan, "Longevidade Entre os caçadores-coletores: um exame Cross-Cultural," População e Desenvolvimento Revisão 33 (Junho de 2007): 349.
[13] Yuval Noah Harari, "A morte é opcional: uma conversa: Yuval Noah Harari, Daniel Kahneman."
[14] Ver Bob Dylan, "Marchin 'to the City", no álbum Tell Tale Signs: The Series Vol Bootleg. 8 .
[15] Ver os Beatles, "Eleanor Rigby", no álbum Revolver .
[16] Ver "Alone Together," The New York Times Magazine (3 de Abril de 2011), pp. 45-47.
[17] Tocqueville, p. 692.
[18] Suzanne Gordon, só na América (New York: Simon and Schuster, 1976), p. 223.
[19] Citado por Gordon, p. 84.
[20] Citado por Gordon, p. 84.
[21] Rollo May, Pesquisa de Man for Himself (New York: Norton, 1953), p. 14.
[22] Ver as entrevistas dos divorciados por Dana Adam Shapiro em Adam Sternbergh, "Uma História Oral Brutally Candid de Breaking Up," The New York Times Magazine (13 de Março de 2011).
[23] Citado por Gordon, p. 31.
[24] Thomas Wolfe, "Homem de Deus Lonely", em Thomas Wolfe, The Hills Beyond (New York: Harper & Row, 1941), p. 186.
[25] Francis LK Hsu, americanos e chineses (New York: Schuman, 1953), pp 83-84..
[26] Smith, Riqueza das Nações , (New York; Modern Library, 1994 [1776]), pp 4-5..
[27] Bacon, The New Organon , p. 103.
[28] Smith, p. 840.
[29] Smith, p. 11.
[30] Immanuel Kant, o Conflito das Faculdades , trans. Mary J. Gregor (Lincoln, Nebraska: Universidade de Nebraska Press, 1992), p. 23.
[31] Mircea Eliade, Mitos, sonhos e mistérios , trans. Philip Mairet (Nova York: Harper & Row, 1960), p. 37.
[32] Andrew Sullivan, "Eu costumava ser um Ser Humano" ( New York Magazine , 19 de setembro, 2016).
[33] Ver Janna Anderson e Lee Rainie, Millennials irá beneficiar e sofrem devido à sua hiperconectado Lives (fevereiro de 2012), p. 29.

Sem a social-democracia, o capitalismo devorará a si mesmo

Por Karin Pettersson 
Karin Pettersson
É uma tragédia, mas não há como contorná-la: em um momento em que é mais necessário, a democracia social está em um ponto baixo histórico. O que os progressistas estão a fazer? Aqui estão quatro lições para o futuro que a esquerda precisa entender, e quatro maneiras de pensar sobre o caminho a seguir.

Como o mundo mudou

Diga adeus à Idade de Ouro
Em 1979, o demógrafo francês Jean Fourastié cunhou a frase Les Trentes Glorieuses, referindo-se ao período entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a primeira crise do petróleo em 1973. Foi uma época de prosperidade econômica, aumento do padrão de vida e crescimento dos salários reais no Ocidente Europa e os EUA.
Mais de 35 anos depois, muitos políticos da esquerda ainda estão gastando muito tempo presos na nostalgia, sonhando com esse período. Mas a Idade de Ouro já se foi há mais tempo do que o tempo que durou, e o mundo que brotou dela não existe mais.
Talvez a característica mais singular da era do pós-guerra fosse o equilíbrio entre trabalho e capital. Os sindicatos negociavam com os empregadores os salários. Aumento dos salários dos trabalhadores levou a uma maior demanda que, em contrapartida, criou lucros para os empresários. Os governos apoiaram o regime com políticas econômicas keynesianas. Os cientistas políticos discutem se este arranjo foi alcançado através da benevolência dos capitalistas ou da pressão do trabalho.
É mais complicado do que isso. Tomando emprestado de Peter Hall, três conjuntos de fatores tornaram possível esse equilíbrio de poder.
Primeiro, depois da guerra, a memória do intenso conflito de classes estava fresca na mente pública. Os políticos da esquerda e da direita compreenderam a necessidade de políticas que aumentassem a qualidade de vida para muitos. Em muitos países, os governos conservadores e de direita foram instrumentais na implementação de redes de segurança social e políticas de bem-estar.
Em segundo lugar, os economistas empurraram a ideia de que os governos poderiam assegurar o pleno emprego. Esta fórmula encorajou os principais partidos da esquerda a fazerem a paz com o capitalismo em vez de buscar alternativas mais radicais.
Finalmente, havia um caminho eleitoral para criar um estado de bem-estar mais forte. A classe social ainda estruturou a maioria das votações. A esquerda política que representava a classe trabalhadora poderia comprometer-se com partidos de classe média em um programa político que oferecia benefícios sociais e políticas econômicas ativas. Nenhuma dessas condições se aplica mais.
Não é sobre comércio, estúpido
Ouvindo populistas tanto à direita como à esquerda, você pode ser enganado ao pensar que fechar fronteiras automaticamente nos levaria de volta a dias mais felizes. Para ser claro: muitos dos defensores do livre comércio subestimaram os efeitos negativos do comércio global. A política não conseguiu compensar seus perdedores. A grande história dos últimos 30 anos, no entanto, é quase inteiramente sobre outra coisa.
A principal força para a mudança nas sociedades capitalistas ocidentais é o movimento do industrialismo para o pós-industrialismo. Comparado a isso, tudo o resto é apenas ondulações na superfície. Quando os trabalhadores passaram da linha de montagem para o setor de serviços, ela mudou o modo de funcionamento da economia - mas também as relações de poder, as identidades e a política.
Na era do pós-guerra, os sindicatos protegiam os direitos dos trabalhadores. Com o movimento para a economia de serviços, seu poder diminuiu. O resultado é que o papel dos sindicatos como contrapeso à influência corporativa enfraqueceu dramaticamente, bem como sua capacidade de fornecer apoio político aos partidos social-democratas.
Os trabalhos de hoje muitas vezes exigem habilidades altas ou oferecem baixa remuneração e pouca segurança. É difícil encontrar empregos "bons" com nível baixo ou médio de habilidades. Estes mercados de trabalho polarizados conduzem à desigualdade, mas não apenas em termos de rendimento. Também afeta quem tem acesso à estabilidade e à possibilidade de planejar e esperar o futuro.
Outra mudança importante é a educação. Hoje, cerca de metade da população dos países ocidentais tem um tipo de graduação universitária - tipicamente como resultado de políticas estabelecidas por partidos social-democratas. Isso afeta os valores e o senso de identidade das pessoas. Além disso, mina o voto em classe.
Finalmente, um choque muitas vezes esquecido, mas fundamental, para a ordem econômica do pós-guerra é a mudança que ocorreu quando as mulheres passaram de uma geração de donas de casa para competir com homens no mercado de trabalho. O discurso público de hoje é obcecado com a imigração. Mas este desafio não é nada em comparação com o alcance da mudança causada pelo aumento das mulheres como concorrentes para os homens no local de trabalho.
As mudanças descritas aqui são fundamentais e impossíveis de reverter. Eles não só tiveram consequências económicas massivas, como também desafiaram e alteraram identidades, valores e políticas de uma forma que ainda reverbera em nossas sociedades.
É sobre a política, demasiado
A ascensão do populismo não é apenas uma reação a mudanças estruturais dramáticas, mas inevitáveis. Também deve ser entendida como a conseqüência das políticas neoliberais que apontam ativamente o equilíbrio entre capital e trabalho.
No final da  Guerra Mundial, o sociólogo Karl Polyani escreveu que "uma pura sociedade de livre mercado é um projeto utópico e impossível de realizar porque as pessoas resistirão ao processo de se transformarem em mercadorias".
A convicção de Polyani era de que os mercados livres e a completa mercantilização dos seres humanos levariam ao fascismo. Seu livro A grande transformação foi publicado logo antes do início da era do pós-guerra que criaria redes de segurança social e estados de bem-estar precisamente como uma resposta ao medo de Polyani.
A razão por que estas políticas poderiam ser realizadas era que os políticos, tanto na esquerda como na direita, compreendiam os perigos da pobreza e do desemprego em massa. Como o historiador Tony Judt observou no pós-guerra, o plano Marshall teve conseqüências econômicas, mas a crise evitada foi política. O objetivo era impedir que a Europa voltasse a cair no fascismo e no totalitarismo.
Com a ascensão do neoliberalismo esta lição foi esquecida. Nos anos 80 e 90, o espectro da inflação tornou-se o foco principal das políticas econômicas dos partidos governadores.
Ao mesmo tempo que os sindicatos perderam força, o capital organizado e mobilizado, energizado pelas teorias econômicas do fundamentalismo de mercado. Foram criadas políticas que contribuíram para o desmembramento do contrato social. As políticas econômicas dos principais partidos da esquerda para a direita convergiram e os social-democratas assumiram a liderança. O efeito foi que uma grande parte de sua base de eleitores da classe trabalhadora foi deixada sem voz.
O resultado dessas mudanças estruturais e políticas neoliberais é a explosão de desigualdade talvez mais bem descrita pelo economista francês Thomas Piketty. Sua pesquisa mostra como a distribuição relativamente justa de riqueza que foi o resultado das instituições do pós-guerra está desaparecendo. Em um mundo onde o retorno sobre o capital está superando o nível de crescimento, a acumulação de ativos pelos já ricos está desafiando idéias de justiça e justiça que são blocos de construção fundamentais nas democracias ocidentais.
Passo a passo, o capitalismo está se comendo, com conseqüências potencialmente dramáticas para a estabilidade social e a democracia liberal.
O Fim do Crescimento
Um dos pressupostos fundamentais de nossa ordem política é a ideia de níveis de crescimento estáveis ​​e permanentes. Esta idéia é desafiada hoje. Não apenas Piketty está prevendo níveis mais baixos de crescimento para o futuro previsível. O economista norte-americano Robert Gordon sugere que o rápido progresso feito nos últimos 250 anos poderia se tornar um período único na história humana.
O crescimento pode ser uma função de aumentos de produtividade ou aumento populacional. Como demonstrado por Gordon, os ganhos de produtividade da revolução da Internet desapareceu nos últimos anos. Ao contrário das invenções na revolução industrial, as mudanças tecnológicas de hoje não parecem aumentar fundamentalmente a produtividade do trabalho ou o padrão de vida. Ao mesmo tempo, as populações em muitos países europeus envelhecem rapidamente.
Com toda a probabilidade, os compromissos políticos da próxima geração terão de ser feitos num contexto de recursos mais escassos e de menor crescimento. Política sob essas restrições será muito diferente do que estamos acostumados.
Não torna mais fácil que os países da UEM tenham as mãos atadas por uma combinação de dívida elevada e objectivos orçamentais. O cientista político alemão Walter Streeck chamou isso de "estado de consolidação", uma situação em que os governos percebem que sua única opção para equilibrar orçamentos é fazer mais cortes nas redes de segurança social.
Ao mesmo tempo, os mercados de trabalho estão experimentando grandes mudanças. Alguns economistas acreditam que a automação pode perturbar fundamentalmente nossas sociedades e acabar com um grande número de empregos de classe média, mudando drasticamente os mercados de trabalho eo tecido da sociedade. Outros estão argumentando que o aumento da automação acabará por levar tanto à demanda por novos produtos quanto à criação de empregos.
Seja qual for o desfecho, as mudanças tecnológicas estão colocando uma grande pressão sobre os mercados de trabalho. No mínimo, estamos no início de um período de transformação muito difícil, onde as habilidades de muitas pessoas serão desatualizadas. Estes desenvolvimentos acelerarão a desigualdade já em explosão e minarão ainda mais um contrato social já frágil.

A Estrada Adiante

Voltar para o Estado
Não existem soluções nacionais para as grandes questões do nosso tempo: as alterações climáticas, as migrações ou a crise do capitalismo global. O objetivo dos social-democratas deve ser sociedades abertas, cooperação internacional e o fluxo de idéias e pessoas através das fronteiras. Mas no final, a política é local. E em um período em que as pessoas estão perdendo a confiança na política, os líderes progressistas precisam voltar aos eleitores e buscar um novo mandato. É o que os partidos populistas descobriram, e é um mistério que a esquerda tem sido tão lenta para responder.
A boa notícia é que o Estado-Providência tem sido mais resistente do que muitos pensariam no início da era neoliberal e que as variações entre os países em relação aos níveis de redistribuição, níveis de impostos e justiça social permanecem grandes. Não há convergência institucional para um único modelo de impostos baixos e estado de bem-estar mínimo. É um mito neoliberal que a competitividade e o desempenho econômico dos países dependem de impostos baixos e mercados desregulamentados. Pelo contrário, o sucesso econômico vem em formas diferentes. Isso cria espaço para a variação na política nacional e um caminho a seguir para um projeto progressista.
Imigração e seus descontentamentos
O populismo é uma reação contra a insegurança econômica nas economias pós-industriais - ou contra valores liberais e progressistas? Cientistas políticos, como o erudito de Harvard Pippa Norris, encontraram apoio para este último. O problema com essa visão é que os valores, naturalmente, não existem separadamente e independentemente das realidades econômicas ou o ritmo da mudança na tecnologia.
É importante reconhecer, no entanto, que a tendência de longo prazo é que os valores estão mudando para mais apoio à democracia, tolerância e igualdade de gênero. Um movimento político que está nele para o jogo longo deve recordar este.
Vivemos numa era de globalização e migração. Ao mesmo tempo, o Estado-nação é para o futuro previsível o princípio organizador para a elaboração da política. Nesse mundo, fronteiras e controles de fronteira são necessários. Mas as políticas de corrida até o fundo da Europa não são apenas imorais, mas também economicamente míope. Uma das poucas soluções para o dilema de um crescimento mais lento é a imigração.
Um único país não pode aceitar um número ilimitado de refugiados. Mas, assim como a abertura dos mercados de trabalho às mulheres era tanto para melhorar a igualdade como para criar crescimento, as políticas de imigração social-democratas devem ser fundamentadas na idéia da inviolabilidade dos direitos humanos - combinada com uma estratégia clara de como a abertura ea igualdade podem trabalhar juntas.
Contrariamente à intuição, os níveis mais elevados de redistribuição que há em um país, maior o apoio para ele pelos eleitores. Parece como se os impostos mais altos e os benefícios generosos promovessem visões de mundo que criassem o apoio para estas políticas (como Peter Hall discute em um papel próximo). Isto tem consequências para a forma de conceber políticas para manter a solidariedade intacta.
O estado de bem-estar universal tem sido desafiado em muitos países nos últimos 30 anos. O argumento foi que a universalidade e altos níveis de redistribuição reduzem os incentivos ao trabalho e dificultam o crescimento - nenhum dos quais é verdadeiro. Políticos de direita e esquerda têm respondido à imigração, afastando-se de benefícios como direitos, para requisitos de elegibilidade ao longo de linhas étnicas. Para os defensores da solidariedade, essa é uma estrada perigosa a percorrer, não só porque é moralmente errado, mas porque, a longo prazo, colocará em risco os princípios de universalidade que tornam possível a redistribuição.
O lado positivo deste argumento é que um Estado de bem-estar universal terá benefícios consideráveis ​​quando se trata de estender a solidariedade aos imigrantes - e, portanto, para a integração e abertura.
A longo prazo, a migração deve ser tratada globalmente. A curto prazo, a plataforma dos progressistas deve estar em duas frentes - políticas de migração generosas (mas não ilimitadas) combinadas com uma defesa inequívoca da universalidade. Caso contrário, o próprio projeto social-democrata será minado.
O dilema
Já nos anos 80, o sociólogo dinamarquês Gösta Esping-Andersen perguntou como as economias pós-industriais poderiam reformular as políticas eleitorais. Ele argumentou que a classe estava se tornando cada vez mais irrelevante para o comportamento de voto e que isso minaria o histórico compromisso entre trabalho e classe média que tornou possível o Estado-providência. Desde então, este ponto de vista tem sido contestado e revisto.
Os cientistas políticos Jane Gingrich e Silka Hausermann têm mostrado que a classe continua a ser um bom preditor de preferências políticas e votar escolhas - mas ao longo de novas linhas.
É verdade que os eleitores tradicionais da classe trabalhadora agora compõem uma parcela menor do eleitorado e que o apoio à esquerda tem diminuído. Mas, ao mesmo tempo, a classe média cresceu e adotou valores mais progressistas.
Esta é uma notícia potencialmente e pelo menos parcialmente boa para os social-democratas. Quando o bloco eleitoral da classe operária se torna menor, a classe média pode substituí-lo como protetor do Estado-providência e políticas progressistas.
O verdadeiro dilema para a social-democracia é que seus potenciais eleitorados estão divididos em dois blocos eleitorais com diferentes valores e interesses. Por um lado, os eleitores da classe trabalhadora, que favorecem as políticas de redistribuição visando à igualdade de resultados. Por outro lado, a crescente classe média progressiva, que favorece os investimentos sociais, mas não está tão interessada na igualdade de renda.
Então, quais são as opções eleitorais para os progressistas? Uma delas é agradar à classe trabalhadora ao descer a estrada do chauvinismo do bem-estar e da nostalgia. Os possíveis parceiros da coalizão nessa estratégia seriam partidos populistas e conservadores. O problema (além de abrir mão de valores fundamentais de igualdade e abertura) é que a classe média progressiva provavelmente abandonará a nave.
Outra opção é definir o projeto progressista como sendo sobre educação e não sobre redistribuição. Esta foi a resposta dos anos 90 e nesta estratégia eleitoral os partidos verdes e liberais podem ser parte da coalizão - mas a classe trabalhadora é deixada para trás.
Uma terceira maneira seria reconhecer que um projeto social-democrata que deixa a classe operária - mesmo que esteja diminuindo - perca sua razão de ser e que a luta necessária contra a crescente desigualdade crie novas possibilidades para forjar uma coalizão entre a força de trabalho E classe média.
Anti-Elitismo, Não Identidade Política
"Anti-elitismo" é um quadro complicado e perigoso na política. Mas uma das razões pelas quais é tão poderoso é que ele captura alguns dos problemas que enfrentamos hoje.
É importante entender que o surgimento do populismo é uma resposta racional ao aumento da desigualdade e ao fracasso da esquerda em articular políticas econômicas credíveis que desafiam o neoliberalismo.
A esquerda deve, por uma questão de princípio, defender, promover e proteger a expansão dos direitos das mulheres e das minorias. Mas o foco principal para a política progressista não pode ser ganhar um argumento em uma guerra cultural.Deve ser criar políticas que alterem as estruturas de poder.
Por um lado, a política precisa desempenhar um papel mais ativo na criação de um equilíbrio entre capital e trabalho em um mundo onde as forças que dirigem a desigualdade estão aumentando em força. Mas uma plataforma política de impostos mais altos e mais investimentos públicos não será suficiente.
Como o cientista político Bo Rothstein tem mostrado , a equidade ea igualdade de oportunidades são blocos de construção vitais para políticas com o objetivo de (re) construir a confiança e capital social, por sua vez componentes necessários para uma política progressista. Os social-democratas precisam fazer a luta pela desigualdade tanto contra a corrupção econômica como a corrupção econômica como redistribuição de renda.
Isso tornaria possível forjar uma coalizão entre as classes trabalhadora e média através de uma versão de anti-elitismo que é construída sobre uma idéia de justiça, ao invés de ressentimento.
A fraqueza desta estratégia é que seria necessário grandes mudanças para ser credível para uma social-democracia que em muitos países se tornou sinônimo de poder estabelecimento. Significaria tornar-se muito mais ambicioso em políticas como taxing riqueza e capital e regulação dos mercados financeiros. Mas isso também implicaria levar a sério as questões que a maioria dos partidos social-democratas abandonaram, como salários para políticos e executivos de negócios. E isso significaria lidar com o fato de que os partidos social-democratas hoje, em grande parte, organizam membros e recrutam políticos da classe média.

Somente a esquerda pode salvar O Capitalismo Agora

É evidente que nem o liberalismo, o conservadorismo nem o populismo de direita sustentam as respostas à questão central de hoje: a crescente desigualdade que mina o crescimento, a democracia e o contrato social. Trata-se de questões que simplesmente não podem ser resolvidas pela simples defesa de valores liberais, ou pelo protecionismo e fechamento de fronteiras para os imigrantes.
Também é evidente que hoje, mais do que em muito tempo, é necessário um contrapeso ao poder crescente do capital para que a democracia liberal - e o capitalismo - seja salva. O mundo mudou. Os eleitores compreendem isso, e estão procurando políticos que o recebem também.
Os social-democratas frequentemente falam sobre o primado da política. Se eles querem fazer parte do próximo capítulo da história, devem agir de acordo com essa convicção - ou continuar a murchar.


Karin Pettersson é a redatora política da Aftonbladet, o maior jornal diário da Escandinávia. Ela também é co-fundadora e ex-editora-chefe da Fokus, a principal revista de notícias da Suécia. Ela está passando o ano na Harvard University como Nieman - Berkman Klein Fellow.