"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 8 de abril de 2017

FECAM reúne presidentes de Câmaras em Caicó e Currais Novos e instala polos no Seridó


A Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam-RN) instalou nesta sexta-feira (07) os polos regionais do Seridó Oriental e Ocidental, divisão prevista no regimento interno da entidade. Os dois parlamentos foram estabelecidos após reuniões nas Câmaras Municipais de Currais Novos e Caicó.

“Tivemos um debate muito bom, com muitas sugestões. Encontramos aqui vereadores comprometidos com suas cidades. A Fecam tem como objetivo colaborar para que todos possamos cumprir com nossas obrigações da m



elhor forma possível, fiscalizando o poder Executivo e escutando da população suas reivindicações”, disse Raniere Barbosa (PDT), presidente da Fecam-RN.

Vice-presidente da Fecam-RN e presidente da Câmara Municipal de Caicó, Odair Diniz recepcionou os representantes de casas legislativas que participaram da reunião e destacou a importância da gestão compartilhada implantada por Raniere na Federação. “Tudo está sendo feito para valorizar o interior, está sendo feita uma interligação do interior com a capital e nós estamos colaborando com esse processo. Nosso objetivo é fortalecer as Câmaras com vários projetos e convênios que já estão em andamento”, disse Odair.

Opinião semelhante teve o presidente da Câmara de Currais Novos, vereador João Neto. “Visita do presidente da Fecam foi muito positiva, são muitos desafios e é muito importante essa união das Câmaras para fortalecer o trabalho no Legislativo. As ações da Fecam estão chegando no interior, onde muitas Câmaras pequenas precisam de ajuda”, disse.

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Danilo Sá (84) 99424-3254
Assessoria de Comunicação Fecam-RN

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Comissão de modernização das leis trabalhistas conclui audiências; relatório será apresentado dia 12




A Comissão Especial que analisa a modernização das leis trabalhistas na Câmara realizou nesta quinta-feira (06) a sua última audiência pública. Ao todo, foram 16 debates com participação de representantes das principais centrais sindicais, de entidades patronais, Justiça do Trabalho, ex-ministros e especialistas no assunto. Segundo o relator da matéria, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), foram realizadas ainda reuniões mais de 700 membros das mais diversas instituições. A previsão é que o relatório seja apresentado na próxima quarta-feira, dia 12.

No último debate, esteve presente o ex-ministro do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto, que defendeu a reforma trabalhista para que o Brasil lide com seus 13,5 milhões de desempregados. “Ninguém mais quer gerar empregos, porque todo emprego encerra um passivo oculto”, afirmou. O ex-ministro chamou a atenção para o alto número de processos trabalhistas na Justiça. “Temos uma legislação insegura”, ressaltou. “E um sistema jurídico inseguro é imprestável”, completou.

Ele defendeu que o Congresso promova a adaptação da legislação trabalhista para um mundo pós-industrial e para a automação que atingiu o mercado de trabalho. Segundo o ex-ministro, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de 1943, foi feita para uma época industrial.

Em entrevista a imprensa, Rogério Marinho disse concordar com parlamentares que defendem que a proposta do Poder Executivo seja discutida também no plenário da Câmara. A Comissão Especial tem caráter terminativo, ou seja, não teria necessidade do projeto ser levado para votação em plenário, a não ser que seja requisitado por um determinado número de deputados.

"Sou favorável", afirmou Marinho ao ser questionado sobre a iniciativa de deputados contrários à proposta, que, prevendo a aprovação do parecer, tentam reunir os votos necessários para levar o assunto ao plenário.

"Eles têm meu voto. Não creio que um projeto dessa estatura deve ser discutido apenas pela Comissão Especial. É importante e necessário que o conjunto dos deputados possa participar da discussão desse projeto, que é tão importante para o país", acentuou.

Nesta sexta-feira (07), o deputado federal Rogério Marinho ainda cumpre um último compromisso público antes da apresentação do relatório. O parlamentar estará em Curitiba para participar de um debate sobre as novas leis trabalhistas, com representantes de diversas entidades. O evento será realizado na sede do Sinduscon-PR, a partir das 14 horas.



Foto: Alexssandro Loyola
*Com informações da Agência Brasil e Agência Câmara

Stiglitz: Estagnação Iliberal

Por Joseph Stiglitz

Hoje, um quarto de século depois do fim da Guerra Fria, o Ocidente e a Rússia estão novamente em desacordo. Desta vez, porém, pelo menos de um lado, a disputa é mais transparente sobre o poder geopolítico, e não a ideologia. O Ocidente tem apoiado, de várias maneiras, os movimentos democráticos na região pós-soviética, escondendo seu entusiasmo pelas várias revoluções "coloridas" que substituíram os ditadores de longa data por líderes mais responsivos - embora nem todos tenham resultado ser Democratas comprometidos que fingiam ser.
Joseph StiglitzMuitos países do antigo bloco soviético permanecem sob o controle de líderes autoritários, incluindo alguns, como o presidente russo Vladimir Putin, que aprenderam a manter uma fachada de eleições mais convincente do que seus antecessores comunistas. Eles vendem seu sistema de "democracia iliberal" com base no pragmatismo, e não em alguma teoria universal da história. Esses líderes afirmam que eles são simplesmente mais eficazes em fazer as coisas.
Isso é certamente verdadeiro quando se trata de mexer no sentimento nacionalista e sufocar a dissidência. Eles têm sido menos eficazes, no entanto, no fomento de crescimento econômico de longo prazo. Uma vez que uma das duas superpotências do mundo, o PIB da Rússia é agora cerca de 40% o da Alemanha e pouco mais de 50% da França. A esperança de vida ao nascer é a 153ª posição  no mundo, logo atrás de Honduras e Cazaquistão.
Em termos de  renda per capita , a Rússia agora ocupa o 73º lugar (em termos de paridade de poder de compra), bem abaixo dos antigos satélites da União Soviética na Europa Central e Oriental. O país se desindustrializou: a grande maioria de suas exportações vem agora de recursos naturais. Ela não evoluiu para uma economia de mercado "normal", mas sim para uma forma peculiar de capitalismo de estado-amigo.
Sim, a Rússia ainda dá socos acima do seu peso em algumas áreas, como armas nucleares. E mantém o poder de veto nas Nações Unidas. Como mostra a recente pirataria do Partido Democrata nos Estados Unidos, ela tem capacidades cibernéticas que a tornam extremamente intrometida nas eleições ocidentais.
Há toda razão para acreditar que essas intrusões continuarão. Dado que o presidente norte-americano, Donald Trump, tem laços profundos com personagens russos desagradáveis ​​(eles próprios ligados a Putin), os norte-americanos estão profundamente preocupados com possíveis influências russas nos EUA - questões que podem ser esclarecidas por investigações em andamento.
Muitos tinham esperanças muito mais elevadas para a Rússia, e para a antiga União Soviética mais amplamente, quando a Cortina de Ferro caiu. Depois de sete décadas de comunismo, a transição para uma economia de mercado democrática não seria fácil. Mas, dadas as óbvias vantagens do capitalismo de mercado democrático para o sistema que acabara de desmoronar, supunha-se que a economia floresceria e os cidadãos exigiriam uma voz maior.
O que deu errado? Quem, se alguém, é o culpado? Será que a transição pós-comunista da Rússia poderia ser melhorada?
Nunca podemos responder definitivamente a essas questões: a história não pode ser re-executada. Mas acredito que o que estamos enfrentando é em parte o legado do imperfeito Consenso de Washington que moldou a transição da Rússia. As influências desta estrutura refletiram-se na tremenda ênfase que os reformadores colocaram na privatização, independentemente da forma como foi feita, com a velocidade prevalecendo sobre tudo o resto, incluindo a criação da infra-estrutura institucional necessária para fazer funcionar uma economia de mercado.
Há quinze anos, quando escrevi  Globalization and its Discontents eu argumentava que essa abordagem de "terapia de choque" para a reforma econômica era um fracasso sombrio. Mas os defensores dessa doutrina advertiam a paciência: só se poderia fazer tais julgamentos com uma perspectiva de longo prazo.
Hoje, mais de um quarto de século desde o início da transição, os resultados anteriores foram confirmados, e aqueles que argumentaram que os direitos de propriedade privada, uma vez criados, iriam dar origem a demandas mais amplas para o Estado de direito têm sido provados errados. A Rússia e muitos outros países em transição estão mais atrasados ​​do que nunca em relação às economias avançadas. O PIB em alguns países em transição está abaixo do seu nível no início da transição.
Muitos na Rússia acreditam que o Tesouro dos EUA empurrou as políticas do Consenso de Washington para enfraquecer seu país. A profunda corrupção da equipe da Universidade de Harvard escolhida para "ajudar" a Rússia em sua transição, descrita em um  relato  detalhado publicado em 2006 por  Institutional Investor, reforçou essas crenças.
Acredito que a explicação foi menos sinistra: idéias erradas, mesmo com as melhores intenções, podem ter sérias conseqüências. E as oportunidades de ganância egoísta oferecidas pela Rússia eram simplesmente demasiado grandes para que alguns pudessem resistir. Claramente, a democratização na Rússia exigia esforços para garantir a prosperidade compartilhada, e não as políticas que levaram à criação de uma oligarquia.
Os fracassos do Ocidente, então, não devem minar sua determinação agora de trabalhar para criar estados democráticos respeitando os direitos humanos e o direito internacional. Os EUA estão lutando para evitar o extremismo da administração Trump - seja uma proibição de viagens voltada para muçulmanos, políticas ambientais que negam a ciência ou ameaças de ignorar os compromissos comerciais internacionais - de ser normalizada. Mas as violações de outros países do direito internacional, como as ações da Rússia na Ucrânia, também não podem ser "normalizadas".

Joseph Stiglitz é professor na Universidade de Columbia e ganhador do Prêmio Nobel de Economia.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Fecam-RN reúne presidentes de Câmaras em Currais Novos e Caicó nesta sexta-feira (07)

O presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam-RN), vereador Raniere Barbosa (PDT), cumpre agenda nesta sexta-feira (07) na região do Seridó potiguar. Pela manhã, a partir das 9 horas, o parlamentar se reúne com presidentes de casas legislativas em Currais Novos e, após às 15 horas, em Caicó, ambas na Câmara Municipal das respectivas cidades.

As duas reuniões fazem parte da série de encontros promovidos pela Fecam para instalar os polos regionais da entidade. O objetivo é que a Federação esteja ainda mais próxima dos cidadãos, permitindo o debate em torno de problemas comuns e a busca por soluções conjuntas entre os municípios.

“Com a definição dos polos e dos coordenadores de cada região, a Fecam estará presente em todo o Estado, ainda mais presente na vida dos potiguares. Tudo para que os vereadores possam contar com o máximo empenho da entidade na busca por soluções para suas reivindicações”, disse Raniere Barbosa.

Serviço
Reunião da Fecam-RN em Currais Novos
07/04/2017 - 9 horas
Câmara Municipal de Currais Novos

Reunião da Fecam-RN em Caicó
07/04/2017 – 15 horas
Câmara Municipal de Caicó



Assessoria de imprensa Fecam-RN

O impressionante crescimento da população humana através da história

Artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“A terra não nos pertence, nós pertencemos a Terra”
Chefe Seattle
“Somos a primeira espécie capaz de auto-aniquilação”
Elon Musk

a expansao do Homo sapiens sapiens

Um vídeo do Museu de História Natural norte-americano mostra a evolução da população humana, desde o surgimento do Homo Sapiens – há cerca de 200 mil anos – até os dias atuais, contando a expansão da presença humana e as migrações em apenas 5 minutos.
Como descrevi no artigo, “Somos todos afrodescendentes” (21/09/2016), o Homo Sapiens surgiu na África e iniciou seu processo de migração para fora do continente por volta de 90 mil anos atrás. O número total de indivíduos da espécie permaneceu baixo (menos de um milhão de pessoas) até o início da revolução agrícola que ocorreu aproximadamente 10 mil anos atrás.
Mas com o crescimento da produção agrícola e o avanço das cidades, a população mundial, aproveitando a ampla disponibilidade de recursos naturais, chegou a 5 milhões de habitantes por volta do ano 8 mil anos atrás. No ano de nascimento de Cristo, ano 1 da era cristã, a população mundial era de 170 milhões. No ano 1000 a população mundial alcançou a cifra de 330 milhões. Por volta de 1350 a população chegou a 370 milhões e pela primeira vez teve uma queda devido à peste bubônica.
Na época das grandes navegações e do descobrimento do Brasil, a população mundial estava por volta de 450 milhões de pessoas, gastando cerca de 1500 anos para dobrar de tamanho. Por volta de 1800, com o início da Revolução Industrial e Energética, a população mundial chegou a 1 bilhão de habitantes. Ou seja, demorou 200 mil anos para a humanidade atingir o volume de mil milhões de pessoas.
A marca de 2 bilhões de habitantes foi atingida em 1927. Os 3 bilhões foi em 1960, 4 bilhões em 1974, 5 bilhões em 1987, 6 bilhões em 1999 e 7 bilhões em 2011. Assim, a humanidade tem adicionado 1 bilhão de habitantes a cada 12 ou 13 anos. A marca de 8 bilhões deve ser atingida em 2023 ou 2024.
O gráfico abaixo, com base nas projeções da Divisão de População da ONU, mostra que a população mundial em 2100 pode variar entre, aproximadamente, 7 bilhões e 17 bilhões de habitantes. Com estimativa média de 11 bilhões. Tudo depende, fundamentalmente, da taxa de fecundidade.

população mundial entre 1950 e 2015 e cenários de projeção até 2100

A taxa de fecundidade total (TFT), no mundo, começou a cair a partir de 1960, passando de 5,02 filhos por mulher em 1960-65, para 2,53 filhos no quinquênio 2005-10. Ou seja, em 50 anos a TFT caiu pela metade. A queda média neste período foi de meio (1/2) filho por década. O destaque foram as décadas de 1960, 1970 e 1980 com uma queda conjunta de 2 filhos por mulher, pois a TFT mundial estava em 5,02 filhos no quinquênio 1960-65 e caiu para 3,04 filhos no quinquênio 1990-95. A maior redução aconteceu na década de 1970, com uma queda de 0,84 filhos, sendo que países como a China e o Brasil tiveram reduções expressivas.
Na década de 1990 a taxa de fecundidade continuou caindo, mas já apresentou uma desaceleração, pois a redução foi de 0,45 filho por mulher. Mas a quase estagnação aconteceu na primeira década do século XXI, com uma queda de somente 0,09 filho, pois a TFT estava em 2,59 filhos por mulher no quinquênio 2000-05 e caiu para 2,5 filhos por mulher no quinquênio 2010-15.
A projeção média da Divisão de População da ONU indica que a redução na fecundidade média da população mundial vai continuar desacelerando ao longo do século XXI. Ou seja, em 50 anos a TFT caiu 2,5 filhos por mulher, mas as projeções indicam que deve cair apenas meio (0,5) filho por mulher nos próximos 90 anos. No caso da hipótese média da ONU, que pressupõe a estabilização da TFT ao nível de reposição, o volume total de população mundial ficaria ao redor de 11 bilhões de habitantes em 2100. Se a TFT ficar meio (0,5) filho acima do nível de reposição a população mundial chegaria a quase 17 bilhões de habitantes em 2100. Mas se a TFT ficar meio (0,5) filho abaixo do nível de reposição a população mundial ficaria abaixo de 7 bilhões de habitantes em 2100.

taxa de fecundidade total (TFT)

Portanto, uma variação de apenas meio (0,5) filho por mulher pode fazer a população mundial variar em torno de 10 bilhões de habitantes nos próximos 90 anos, ou seja, entre 7 e 17 bilhões de indivíduos da raça humana, em 2100. O futuro está aberto.
A questão é que o mundo, em 2017, já conta com 7,5 bilhões de habitantes e já tem uma Pegada Ecológica 64% maior do que a biocapacidade da Terra. Além disto já ultrapassou 4 das 9 fronteiras planetárias, segundo metodologia do Stockholm Resilience Centre. A concentração de CO2 na atmosfera se aproxima de 410 partes por milhão (ppm), quando o nível minimamente seguro é 350 ppm. O aquecimento global e a subida do nível dos oceanos ameaça diretamente 2 bilhões de pessoas que vivem a menos de 2 metros do nível do mar. A degradação dos ecossistemas agrava as perspectivas ambientais para as próximas décadas. O Antropoceno está provocando a 6ª extinção em massa das espécies da Terra. Um acréscimo de quase 4 bilhões de habitantes nos próximos 85 anos vai colocar um grande desafio para a humanidade, pois a destruição da comunidade biótica pode inviabilizar a continuidade do progresso humano, sendo que o ecocídio é também um suicídio.
Em entrevista ao site IHU (25/03/2017), o sociólogo Giuseppe Fumarco mostra que mesmo pessoas preocupadas com a ecologia e com a possibilidade de uma catástrofe ambiental (como o Papa na encíclica Laudato si’) não abordam de maneira adequada a questão demográfica. Ele reafirma: “Partimos de uma primeira constatação banal: os 7 bilhões de indivíduos que povoam o planeta (entre os 8 e os 9 bilhões previstos para 2050) há muito tempo já superaram a capacidade do ecossistema que os sustenta. Cada alerta neste campo já é irremediavelmente tardio. A humanidade – em particular desde a Revolução Industrial – prosseguiu antropizando selvagem e destrutivamente a biocenose e o biótopo em que habitava e, assim, se metamorfoseou […]. Poderá (talvez) sobreviver, mas em condições psiquicamente alienadas. Para rastrear uma relação mais equilibrada com a natureza, devemos remontar para bem antes da Revolução Industrial”.
De forma semelhante, Charles St. Pierre (16/11/2016), tratando da armadilha do crescimento, mostra que todo sistema econômico e todo sistema auto-organizado que não se autolimita dentro das fronteiras estabelecidas pelo seu meio ambiente, cresce até exceder a capacidade do ecossistema para apoiá-lo e sustentá-lo. Em seguida, ele colapsa.
Mas em vez de se auto limitar diversos governos estão restringindo o acesso aos meios de regulação da fecundidade. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) colocaram como objetivo a “universalização dos serviços de saúde reprodutiva” até 2015. Evidentemente, este objetivo não foi alcançado. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem cerca de 225 milhões de mulheres, em período reprodutivo, sem acesso aos métodos contraceptivos. O governo Donald Trump está atacando os direitos reprodutivos e restringindo a atuação da Planned Parenthood Federation e cortando verbas para o apoio que a ONU fornece aos países menos desenvolvidos para melhorar a saúde sexual e reprodutiva.
A crise já bate à porta. O secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários e Emergências da ONU, Stephen O’Brien, alertou, em março de 2017, que o mundo está sofrendo a maior crise humanitária nos mais de 70 anos de história da instituição. Ele pede recursos urgentes para Iêmen, Sudão do Sul, Nigéria e Somália, para evitar que um desastre como o da Segunda Guerra Mundial não voltasse a ocorrer, pois o que se vê atualmente é uma série de conflitos envenenados, em diversos lugares, que traça um balanço sinistro. O secretário-geral Antonio Guterres fez uma visita de emergência à Somália, afetada por uma grave seca que deixou ao país no limiar de uma epidemia de fome.
A população humana gastou 1500 anos para dobrar de tamanho e deve gastar menos de 100 anos para quadruplicar de 2 bilhões em 1927 para 8 bilhões em 2025. Mesmo já ultrapassando a capacidade de carga do Planeta e já tendo dificuldades para garantir a segurança alimentar e a manutenção da biodiversidade, as projeções indicam que a população mundial pode chegar a mais de 11 bilhões de habitantes em 2100.
A continuidade do crescimento demoeconômico e da pegada antrópica, no contexto do metabolismo entrópico, pode levar ao colapso da economia moderna. Os custos sociais e ambientais podem ser catastróficos se a queda da fecundidade não se acelerar e se não houver um decrescimento da produção e do consumo da população mundial.
Referências:
Human Population Through Time. American Museum of Natural History, 4/11/2016

Charles St. Pierre. The Growth Trap, Resilience, 16/11/2016

Erik Lindberg. Growthism: Part 1 and Part 2, Resilience, December, 2016

Chris Martenson. As We Enter 2017, Keep The Big Picture In Mind, PeakProsperity, 31/12/2016

KATES, Robert. Population, Technology, and the human environment: a thread through time. 1977

ALVES, JED. A humanidade já ultrapassou a capacidade de carga do Planeta, SCRIBD, 27/11/2016

ALVES, JED. O crescimento da população mundial até 2100, Ecodebate, RJ, 31/07/2015

ALVES, JED. Somos todos afrodescendentes, Ecodebate, RJ, 21/09/2016

ALVES, JED. Os riscos ambientais e a queda da natalidade, Ecodebate, RJ, 20/07/2016

ALVES, JED. O mundo com 10 bilhões de habitantes em 2053, Ecodebate, RJ, 28/09/2016

FUMARCO, Giuseppe. A humana é uma “espécie anômala” – explodiu os mecanismos espontâneos de autorregulação das populações animais que habitam o nosso pequeno e frágil planeta. Entrevista IHU (João Vitor Santos), 25 Março 2017


José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 05/04/2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fake news: uma preocupação global


por Rolade Berthier in http://www.beingintelligentgifted.com/?p=228


Resultado de imagem para fake news


Em 4 de março passado, a BBC informou sobre a declaração conjunta sobre notícias falsas, desinformação e propaganda peloo Sr. David Kaye (Relator Especial da ONU para Liberdade de Opinião e Expressão) e seus colegas da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), Organização dos Estados Americanos (OEA) e Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP).

Depois de alguns minutos de folhear e clicar on-line, entrei em um dos sites das Nações Unidas, que eu pensei que iria lançar mais luz sobre esta declaração. Alguém da Divisão de Procedimentos Especiais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos respondeu prontamente ao meu pedido de uma cópia da declaração.
Esta declaração enfoca as preocupações sobre notícias falsas e o risco de censura ao tentar combatê-las. Da mesma forma, menciona o perigo em que a crescente prevalência de notícias falsas ou desinformação, alimentada por indivíduos e agências estatais e não estatais, engana os cidadãos e interfere no direito das pessoas de conhecerem a verdade.  A Carta 6, a última seção, diz que "Todas as partes interessadas - incluindo intermediários, meios de comunicação, sociedade civil e academia - devem ser apoiadas no desenvolvimento de iniciativas participativas e transparentes para criar uma melhor compreensão do impacto da desinformação e propaganda sobre a democracia, a liberdade de expressão, jornalismo e espaço cívico, bem como respostas apropriadas a esses fenômenos ".
No mês passado, você provavelmente ouviu falar sobre o vídeo muito divulgado de uma ciclista que responde ao assédio de homens em uma van perseguindo-os e destruindo o retrovisor do seu veículo. Isso foi publicado no Facebook, em seguida, pela mídia; vários deles mais tarde atualizaram suas notícias como falsa. 


Como reconhecer notícias falsas?

Publicar ou relatar falsas notícias prejudica a confiabilidade da mídia como um todo. Mas, por que alguns meios de comunicação e jornalistas não têm o cuidado em completar  suas informações?
Os fatos e as informações levam mais tempo, esforço e dinheiro para produzir do que os relatórios de entretenimento. Até mesmo as grandes organizações de mídia usam o modelo de entretenimento para obter o máximo de público e lucros.
O ônus, portanto, é para nós - os consumidores (leitores, ouvintes, público) para decidir se queremos ser informados ou entretidos. Se o nosso objetivo é o primeiro; em primeiro lugar, devemos descobrir a fonte da informação (ou seja, reconhecemos o autor ou editor)? Existem materiais de apoio ou relatórios de fontes credíveis, ou seja, tem sido relatado em outro lugar? Mais importante ainda, vamos ser mais questionadores e menos aceitáveis, como pensar sobre propósitos subjacentes ou intenções da história e sua origem (por exemplo, renda de plataformas publicitárias, ganho político ou propaganda). 


Por que as notícias falsas são críveis?

Notícias falsas batalham por atenção (por exemplo, estranho, envolvendo pessoas famosas) e divulgado para atender a agenda específica, mas não realmente para informar factualmente. Além disso, muitas vezes seus formatos e fontes se assemelham aos de meios de comunicação respeitáveis. De acordo com o US News & World Report (https://www.usnews.com/news/national-news/articles/2016-11-14/avoid-these-fake-news-sites-at-all-costsPrdicker@usnews (Sátira), The New Yorker (sátira), American News (hoax), Daily Buzz Live (propaganda) e World Truth TV (propaganda).
Por que devemos estar vigilantes sobre notícias falsas? 


De acordo com resultados de pesquisa por Zubiaga, Arkaitz; Et ai. (PLOS ONE, 2016. doi: 10.1371 / journal), "Embora se possa facilmente ver os usuários negarem rumores uma vez que tenham sido desmascarados, os usuários parecem ser menos capazes de distinguir rumores verdadeiros de falsos quando sua veracidade permanece em questão". "Usuários altamente respeitáveis, como as organizações de notícias se esforçam para postar declarações bem fundamentadas, que parecem ser certos e acompanhados de evidências. No entanto, estas muitas vezes revelam-se informações não verificadas que dão lugar a rumores falsos. "


Embora possamos saber que é uma notícia falsa, nós (seres humanos) temos a tendência de lembrar isso por causa de seu elemento divertido que interessa.
Notícias falsas influenciam crenças, atitudes e ações; Portanto, pode levar a medos, conflitos e perda de emprego / família / amigos / pertences. Ele divide e desestabiliza as comunidades e a sociedade como um todo.
Por exemplo, notícias falsas sobre crimes cometidos por pessoas que entram ilegalmente no país e por refugiados, como o estupro na Alemanha, que levou a protestos nas ruas (embora os funcionários do governo da Alemanha tenham desmistificado rapidamente), minam a paz e o programa humanitário e de refugiados. 


Quando se trata de nossas decisões e ações, não há atalho ou substituto para fatos e verdades. Assim, devemos sempre ir para os relatórios que têm em análise de profundidade e são gerados profissionalmente.

Fecam-RN abre inscrições para oficina de licitações e contratos administrativos



A Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam-RN) abriu inscrições para a oficina de licitações e contratos administrativos, que será realizada na sede da própria entidade e está sendo oferecida em parceria com a Escola da Assembleia. O curso será no dia 24 de abril e quem desejar se inscrever basta acessar o http://www.fecamrn.com.br/inscricao/.

O presidente da Fecam-RN, vereador Raniere Barbosa (PDT), enfatiza a importância de cursos como este para a capacitação e qualificação dos servidores das Câmaras do RN. “Serão repassados conhecimentos fundamentais para o bom funcionamento das casas legislativas, tudo para que os vereadores possam cada vez mais prestar um serviço melhor ao cidadão potiguar”, disse Raniere.

A oficina será dividida em duas turmas. A primeira será pela manhã, das 8h às 12h; a segunda na parte da tarde, das 14h às 18h, ambas no auditório da Fecam-RN. Ao todo serão oferecidas apenas 80 vagas, sendo no máximo duas para cada Câmara Municipal. Os interessados podem acessar o site da Fecam (www.fecamrn.com.br) ou buscar informações pelo telefone 3211-0845.

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Danilo Sá (84) 99424-3254
Assessoria de Comunicação Fecam-RN

UNE e UBES estão irregulares e não podem emitir meia passagem intermunicipal no RN



A carteira estudantil emitida pela  União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) não terá validade para o benefício da meia passagem intermunicipal no Rio Grande do Norte. A validade do documento relativa a temporada 2016 venceu nesta sexta-feira (31).

As entidades não conseguiram se habilitar junto ao Departamento de Estradas de Rodagens (DER), órgão responsável em gerir o setor de transporte intermunicipal. Com isso, os documentos das três instituições, confeccionados em parceria com o RN Card, não terão direito a meia passagem nas viagens entre os municípios potiguares.

O processo de habilitação promovido pelo DER tem como objetivo conferir se as instituições estudantis estão em condições de atuar no Rio Grande do Norte.

Segundo o órgão estadual, apenas a União Potiguar de Estudantes (UPES), a Associação Estudantil do RN (AERN), Associação Nordestina de Estudantes (ANE) e a União dos Estudantes Potiguar (UEP) atenderam a todos os requisitos e, com isso, receberam autorização para emitir o Documento Estudantil no RN.

O presidente da UPES, Daniel Fernandes, enfatiza a importância do aluno procurar conhecer quais entidades estão realmente habilitadas para lhes representar junto ao poder público.

"O processo realizado pelo DER todos os anos serve justamente para moralizar o sistema e mostrar as entidades que atendem a questões mínimas exigidas pelo Estado para servir de apoio aos estudantes. Os alunos não podem confiar nas instituições que não foram habilitadas, disse.

Quem desejar tirar sua carteira estudantil na UPES ou na AERN, basta se dirigir a Central Estudantil na Prudente de Morais, 3060, próximo ao Banco do Brasil, em Natal. Em Mossoró, a ANE fica na Avenida Cunha da Mota, 49. Já em Ceará-Mirim a UEP fica em na Avenida General João Varela, na Escola Fatex.





Sabiá Comunicação
Assessoria de imprensa UPES-RN

Modernização das leis trabalhistas está entre projetos com mais emendas na história da Câmara

A Comissão Especial que analisa a proposta de modernização das leis trabalhistas foi a terceira recordista em emendas entre as propostas que já passaram por colegiados deste tipo na história da Câmara dos Deputados. Ao todo, o projeto recebeu 842 emendas, ficando atrás apenas do Plano Nacional de Educação, com 3.365; e do Código de Processo Civil, com 900 emendas.

Para o relator da proposta, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), o número de emendas revela uma “demanda reprimida” em alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que já completou mais de 70 anos. “Há uma necessidade da sociedade, da economia como um todo, de modernizar essa legislação. Esse é um fato inquestionável demonstrado pelos números”, disse.

Normalmente, as comissões especiais são criadas quando mais de três comissões temáticas vão discutir um tema, ou em projetos de códigos, por exemplo. O prazo para apresentação de emendas terminou em 22 de março. Oito delas foram retiradas pelos autores.

A prevalência de acordos e convenções coletivos entre patrões e empregados sobre a legislação foi o principal tema das 842 emendas apresentadas à proposta. Essa também é a espinha dorsal do texto enviado pelo Executivo em dezembro do ano passado. Foram 155 emendas sobre o tema, 18,4% do total. Pela proposta, o acordo coletivo vai prevalecer para 13 pontos específicos, entre eles plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes.

As emendas tratam de cerca de 110 temas diferentes, desde a proibição de revista íntima dos trabalhadores pela empresa até o trabalho de adolescentes. Os assuntos que receberam mais sugestões já estão tratados na proposta do Executivo como a duração da jornada de trabalho, o trabalho temporário e o representante dos trabalhadores nas empresas.

A homologação da rescisão do contrato de trabalho, que teve 29 emendas apresentadas, é relacionada a uma das principais fontes de disputas judiciais atualmente no País. Cerca de 58% dos 10 milhões de processos na Justiça do Trabalho tratam de rescisão do contrato, de acordo com o estudo Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2016.


*Com informações da Agência Câmara de Notícias