Palestina mantém empreitada para ingressar na ONU


Os palestinos continuarão tentando ingressar na ONU (Organização das Nações Unidas) como membro de plenos direitos, apesar da falta de consenso no Conselho de Segurança do organismo, anunciou em comunicado Saeb Erekat, negociador da OLP (Organização para a Libertação da Palestina).


"A liderança palestina estudará o relatório do comitê de especialistas do Conselho de Segurança da ONU sobre a demanda palestina para se transformar em membro das Nações Unidas e o debaterá com os Estados árabes", diz a nota, emitida nesta sexta-feira (11).


O comitê de adesões do Conselho de Segurança da ONU reeditou nesta sexta-feira as divergências em aceitar a adesão palestina ao organismo, num relatório que aborda o trabalho que os países-membros do órgão realizaram ao longo dos quase 50 dias que transcorreram desde que a Palestina apresentou sua solicitação de entrada na ONU. Sete membros do Conselho se opuseram à iniciativa palestina.

Erekat afirmou que os palestinos estudarão os próximos passos da empreitada após a rejeição do comitê. Ele expressou pesar por não ter conseguido o apoio de nove membros necessários do Conselho e declarou que essa circunstância "complicará o processo de paz e prejudicará a solução de dois Estados" ao conflito palestino-israelense.

O negociador não mencionou quais outras opções são cogitadas pelos dirigentes palestinos e destacou que essa questão ainda será analisada. "Divulgaremos as próximas medidas no momento oportuno".

Para ser aprovado, o pedido da Palestina precisa do voto favorável de pelo menos nove dos 15 Estados-membros do Conselho de Segurança, e não pode ser vetado por algum dos cinco membros permanentes do órgão (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia).

No entanto, fontes diplomáticas indicam que a medida só contaria com oito votos favoráveis: Brasil, Líbano, Rússia, China, Índia, África do Sul, Gabão e Nigéria. Já as delegações de França, Reino Unido, Colômbia, Portugal e Bósnia-Herzegóvina se absteriam da votação, enquanto os EUA, que têm poder de veto, votariam contra.

Fonte: Opera Mundi

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