Crescem dívidas dos países da zona do euro

O índice de poupanças dos cidadãos alemães atingiu o nível mais baixo a partir de 2002. Este é um sinal muito sério para toda a zona do euro, cuja salvação depende diretamente dos êxitos econômicos da Alemanha.

Enquanto os habitantes da "locomotiva econômica" da União Europeia, a Alemanha, podem cuidar cada vez menos do seu futuro, a situação na "área problemática" da zona do euro é ainda mais triste. Aí Estados inteiros estão "atolados em dívidas". E mesmo o crescimento econômico, alcançado graças a medidas drásticas de sequestro financeiro, é incapaz de compensar o crescimento simultâneo do volume de dívidas.
Como se sabe, os critérios de funcionamento da União Europeia e da zona do euro, adotados em Maastricht, estabelecem que a dívida pública dos Estados membros desta organização não pode ultrapassar 60% do seu PIB. Mas os "países problemáticos" da zona do euro ultrapassaram há muito tempo este nível. A dívida estatal da Grécia é igual a 169,1% do seu PIB. Em segundo lugar está a Itália com 133,3%. A seguir vêm Portugal, com 131,3% e a Irlanda, cuja dívida chega a 125,7% do seu PIB. Note-se que o volume de dívidas dos três primeiros Estados continua a crescer.
O problema de dívidas na zona do euro e na União Europeia em geral atingiu, realmente, uma envergadura muito grande, confirmou na palestra com a Voz da Rússia o perito do Instituto de Economia junto da Academia de Ciências Russa Vyacheslav Senchagov.
"Com efeito, o problema de dívidas na União Europeia tem um caráter muito serio. A Grécia, a Espanha e a Itália contraíram créditos, cujo volume é realmente monstruoso. E os analistas, e, o que é o mais importante, os atuais políticos da União Europeia não perceberam a tempo esta situação. Os critérios de Maastricht de associação de países e as normas de eficiência da atividade de diversas instituições da União Europeia são de conhecimento geral. Mas elas eram menosprezadas por completo."
A julgar por tudo, o Banco Central Europeu vai acabar pondo em pleno funcionamento o processo de aquisição de títulos públicos "maus" dos países "problemáticos" a fim de conseguir uma reviravolta da situação na zona do euro. E este processo tem como pano de fundo o incremento simultâneo de despesas estatais da Alemanha a fim de "reinicializar" de toda a economia europeia.
Para realizar este roteiro, o próprio Banco Central Europeu e o seu chefe Mario Draghi terão que dar provas da vontade política forte. Todas as ações acima mencionadas no mercado de títulos públicos significam na realidade que todos os membros da União Europeia terão que arcar com as dívidas dos gregos ou dos portugueses.
Mas o Banco Central Europeu, uma organização prestigiosa e potente, pode empreender ações mais decididas. Os índices dos fundos imobiliários e as instituições da Ásia continuam a prestar um certo apoio à economia europeia. Na opinião da agência do mundo de negócios Bloomberg, o Sistema de Reserva Federal dos EUA não pretende, por enquanto, renunciar ao seu programa de estimulação quantitativa da economia, mas é pouco provável que este sistema se empenhe em resolver o problema de dívidas europeus em vez dos próprios europeus.

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