Alemanha teve em 2013 o PIB mais baixo dos últimos 4 anos

A economia alemã não conseguiu ganhar impulso no quarto trimestre de 2013 e cresceu apenas 0,25 por cento em relação ao quarto trimestre de 2012, completando assim o nível anual mais baixo desde a recessão de 2009, quando esta economia caiu -5,1 por cento. Por Marco Antonio Moreno
Imagem: PIB da Alemanha 2003-2013
O produto interno bruto da Alemanha (PIB) cresceu 0,4 por cento em 2013, abaixo dos 0,7 por cento de 2012, dos 3,3 por cento de 2011 e dos 4 por cento de 2010. A economia alemã marca assim um profundo retrocesso, principalmente pela queda das exportações e dando conta que a recessão na zona euro persiste. Os dados foram publicadas nesta quarta-feira (15 de janeiro) pelo Instituto Federal de Estatística de Berlim, Destatis.
Isto confirma que a economia da Alemanha se viu fortemente afetada pelos planos de austeridade que têm aprofundado a crise nos países europeus e também pelo lento crescimento que vive a economia global. 2013 foi um ano decepcionante para o comércio internacional e a Alemanha sofreu uma importante queda das exportações. O arrefecimento que atinge o comércio mundial com a desaceleração no ritmo das importações encabeçada pela China está a provocar uma “moderação” não desejada.
As exportações da Alemanha aumentaram apenas 0,6 por cento em 2013, contra o crescimento de 3,2 por cento em 2012, dando conta da deterioração da robusta máquina exportadora germânica. O motor de crescimento da Alemanha foi desta vez o aumento do consumo das famílias de 0,9 por cento e o aumento no consumo final do governo de 1,1 por cento. Mesmo assim, é débil o aumento no consumo para um país que ostenta os melhores índices de emprego na Europa. Isto dá conta que grande parte desse emprego é trabalho precário e mal remunerado.
A Alemanha registou um défice fiscal de 0,1 por cento do PIB em 2013, em contraste com as perspetivas de um orçamento equilibrado. O endividamento líquido situou-se em 22.100 milhões de euros, muito abaixo do nível de endividamento objetivo de 25.100 milhões de euros. A despesa foi menor ao estimado em 2,2 por cento e os rendimentos sofreram uma deterioração de 0,8 por cento.
A balança comercial teve uma contribuição negativa para o PIB. Em termos de preços ajustados, as exportações alemãs de bens e serviços aumentaram 0,6 por cento em relação ao ano anterior, enquanto as importações subiram 1,3 por cento. O investimento reduziu-se em 2013, não só por causa das más perspetivas de negócios na zona euro mas também nos mercados emergentes que sofrerão em 2014 uma descida, produto da queda no valor das matérias primas.
Artigo de Marco Antonio Morenopublicado em El Blog Salmón

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