Essencial aos dias atuais, o volume apresenta a adaptação escrita por Gabriel Deville e aprovada pelo autor para difundir suas ideias entre leitores e trabalhadores
| Divulgação/ Grupo Editorial Edipro |
Até onde pode ir uma jornada de trabalho? O que explica o crescimento de empregos por aplicativo? E por que tantos colaboradores precisam ter uma jornada de mais horas para ganhar o mesmo? Essas perguntas atravessam debates atuais, como a escala 6x1 e a chamada uberização da economia.
Esse panoramajá era discutido no século XIX, quando o filósofo e economista Karl Marx analisou as transformações provocadas pela industrialização em sua obra mais conhecida, O Capital. Agora, uma edição condensada do clássico chega ao público brasileiro pelo Grupo Editorial Edipro, apresentando de forma acessível conceitos importantes para compreender as dinâmicas sociais. Publicado originalmente em 1867, o livro investiga as engrenagens do sistema capitalista e propõe uma análise crítica das relações entre produção e lucro.
Um dos pontos analisados pelo autor é a tendência histórica do capital de ampliar a jornada ao máximo possível, reduzindo os períodos de descanso ao mínimo necessário para manter a produtividade. A discussão ajuda a contextualizar os limites da jornada e condições de trabalho.
Outro mecanismo analisado na obra é o salário por empreitada, sistema em que o proletário recebe de acordo com a quantidade produzida — e não pelo tempo dedicado. Para Marx, esse modelo incentiva a intensificação da produção e transfere ao próprio trabalhador a pressão por aumentar o ritmo de trabalho. A lógica reaparece hoje em diversas formas de ofício mediado por plataformas digitais, em que motoristas e entregadores são remunerados por corrida ou entrega realizada.
O livro também discute o chamado “exército industrial de reserva”, conceito que descreve a existência de uma população classe operária disponível para ser incorporada ou descartada pelo sistema produtivo conforme as necessidades do mercado. Para Marx, essa reserva permanente de mão de obra exerce impacto sobre remuneração e condições trabalhistas — dinâmica ainda presente em economias marcadas por desemprego estrutural e informalidade.
A nova edição publicada pela Edipro apresenta uma versão condensada da obra elaborada pelo pensador francês Gabriel Deville, adaptação revisada e aprovada pelo próprio Marx no final do século XIX. O objetivo da iniciativa era tornar as ideias do livro mais acessíveis a leitores interessados em compreender os mecanismos estruturantes do capitalismo.
Mais de um século depois, O Capital segue sendo uma referência fundamental para interpretar as transformações do trabalho. Em meio a debates sobre precarização, tecnologia e novas formas de emprego, a obra continua oferecendo ferramentas para refletir sobre questões que permanecem no centro da vida econômica e social.
Ficha Técnica:
Título do livro: 978-85-7283-597-8
Autor: Karl Marx
Editora: Edipro
ISBN/ASIN: 978-65-6143-06-54
Páginas: 226
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Sobre o autor: Karl Marx foi filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário. Nascido na Prússia, relegou à história obras que contribuíram para as ciências sociais e econômicas, em especial relacionadas ao trabalho e ao modelo de produção capitalista. Estudou nas universidades de Bonn e de Berlim, logo começando uma carreira jornalística em publicações políticas radicais. Em Paris, conheceu Friedrich Engels, que se tornou um grande amigo e seu maior colaborador. Exilado, mudou-se com a família para Londres em 1849 e engajou-se em campanhas de promoção do socialismo, assumindo um papel central na Associação Internacional dos Trabalhadores.
Sobre a editora: O Grupo Editorial Edipro tem como propósito, desde 1977, publicar obras que ajudem na evolução do leitor. Edipro é formação, inspiração e entretenimento. Ao longo dos anos, são mais de 500 títulos publicados nas principais áreas do saber e novos selos foram criados, como Caminho Suave e Mantra.
Instagram: @editoraedipro


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