"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Humberto Costa (PT-PE) faz agora a leitura do relatório do processo contra o senador Demóstenes Torres

O senador Humberto Costa (PT-PE) continua fazendo a leitura do relatório do processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Humberto ao citar a atuação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) em demandas que diziam respeito ao Ministério da Educação, à Anvisa e à Receita Federal, sempre a favor de Carlinhos Cachoeira, o relator do processo no Conselho de Ética,  afirmou que o parlamentar praticou advocacia administrativa para Cachoeira.

- Ante os elementos aqui coligidos, concluo que, no que diz respeito a capitais de Cachoeira já integrados, é evidente a atuação do senador Demóstenes Torres como um “despachante de luxo” do “contraventor”. Considerado o relacionamento entre o Representado e Cachoeira, não posso deixar de reconhecer que o senador praticou, de forma continuada, o crime de advocacia administrativa, capitulado no art. 321 do Código Penal, envidando esforços para o sucesso dos negócios de Carlos Augusto de Almeida Ramos, capeados de legalidade, valendo-se da sua qualidade de senador da República – disse no documento.


Humberto Costa disse ainda que Demóstenes já foi um dos defensores da regularização dos jogos e afirmou que, quando se tratou da investigação das questões pertinentes a Carlinhos Cachoeira naquela CPI, o senador Demóstenes Torres adotou postura distinta da que usava para atacar autoridades públicas: “recolheu-se, acautelou-se”.

- O seu comportamento, neste particular, me faz lembrar a famosa paródia de Noel Rosa sobre o insolvente soberbo, atolado em dívidas com o bicheiro: “Não estou disposto a ficar exposto ao sol”.


Humberto procurou desmontar uma das justificativas do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para o grande número de ligações telefônicas trocadas com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo Demóstenes, nas conversas, eles discutiam o problema conjugal que culminou com a separação da atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, do suplente do senador, Wilder Morais.

- Um detalhe curioso: pelas conversas telefônicas já degravadas, em nenhuma vez trataram do problema conjugal que o representado asseverara ao Plenário ser o grosso de suas conversas com Cachoeira – disse no documento.

O relator vem tentando rebater pontos de declarações do próprio Demóstenes ao defender-se no Senado, como o relacionamento com Roberto Coppola, empresário argentino de caça-níqueis e sócio de Cachoeira em jogos de azar pela internet, segundo a Polícia Federal. De acordo com Humberto Costa, Demóstenes teria atuado até mesmo na construção do texto do PL 7.228/02, que transforma em crime a exploração dos jogos e aguarda análise da Câmara.

- Tudo posto, é de se concluir que a vida política do senador Demóstenes, desde 1999, gravita em tornos dos interesses de Carlinhos Cachoeira no ramo de jogos de azar.

Informações: Agência Senado

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