"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O colapso da educação no Brasil


Escrito por Vanessa  Portugal (Companheira do PSTU) E João Zafalão 

O sistema educacional brasileiro está passando por uma crise crônica e estrutural. Paradoxalmente, esta crise acontece em meio a um rico contexto de avanços tecnológicos e novas descobertas científicas (genoma humano, nanotecnologia, desenvolvimento de tecnologia da informação, para citar alguns). 

Mas as políticas neoliberais aplicadas à educação ao longo dos 90 por Fernando Henrique Cardoso governo (PSDB) no Plano Decenal de Educação para Todos (1990) mantido por Lula e Dilma (PT) remover qualquer possibilidade de que os filhos dos trabalhadores de se apropriar desse conhecimento.

O colapso da educação pública básica nem sequer permitem aos alunos desenvolver com sucesso aritmética e raciocínio matemático. A grande maioria dos alunos de escolas públicas não dominam a leitura ea escrita, e estão longe de os benefícios proporcionados pelo computador. Não é por acaso que o analfabetismo atinge mais de 30% da população, de acordo com a PNAD, em 2009. Isso significa que três pessoas, pode-se ler, mas é incapaz de dar sentido ao que lêem. Como se não bastasse, o nosso país é campeão em analfabetismo na América Latina, com uma taxa de 9,7%. Políticas educacionais implementadas por  governos tucanos (PSDB) e do PT foram ditadas pelos órgãos de grande capital financeiro internacional, o FMI eo Banco Mundial. O objetivo era claro: transformar a educação em mercadoria.

O Plano de Educação Nacional primeiro (NEP), adoptado em 2001 pelo governo FHC, foi a investir 7% do PIB em educação. Mas o compromisso com o capital financeiro falou mais alto e que a medida foi vetada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Com Lula no governo a situação não foi diferente. O veto foi mantido eo NEP terminou em um fracasso retumbante (ver box ao lado).

Hoje ele gasta cerca de 5% do PIB em educação, mas o governo de Dilma promete ir para 7% do PIB até 2020. O objetivo, portanto, é ridículo em comparação com a montanha de dinheiro enviado para pagar a dívida (ver ao lado). E no compromisso Dilma rosto ao capital financeiro é muito difícil para que a promessa, mesmo que é ridículo, é cumprida.

Por que chegar a isso?
 
Ao longo da década de 1990, toda a política em relação à educação ficou em linha com a política neoliberal de Estado mínimo. Ou seja, desobrigar estavam servindo o Estado em relação à educação, tornando-se cada vez mais privatizado, com uma política de criação de "ilhas de excelência". Todos eles reforçaram a exclusão, do sistema segregacionista e racista educacional no Brasil. Podemos resumir brevemente as seguintes diretrizes centrais da nova LBD (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e da Emenda Constitucional 14:

-Prioridade na educação básica como uma responsabilidade dos Estados e Municípios (Educação Infantil é delegada aos municípios). Assim, aplicou-se a municipalização e "escola" de ensino, sobre o estado das suas responsabilidades. Hoje os custos são passados ​​para as prefeituras e as próprias escolas.

-Aceleração da aprovação para desocupar posições. O "rápido e barato" é apresentado como um critério de eficiência (que chamamos de stepless, e realmente, Promoção / automático).
Também é notável o aumento no número de matrículas, usado pelos governos como um jogo de marketing.Enquanto isso, as entradas de pouco mais são feitas sem a criação de uma nova estrutura efetiva para novos postos de trabalho. O resultado é a superlotação nas salas de aula.

Colaboração com as comunidades e empresas. Sociedade civil deve adotar os "órfãos" do Estado (os Amigos "da Escola, por exemplo). Se essas pessoas não têm acesso à escola a culpa é colocada sobre a sociedade que "não foi organizado". Assim, o governo fica ilibado da sua responsabilidade para a educação. Na tarefa da educação LDB antiga era "o Estado ea família." No novo, houve um pedido de alteração e de educação tornou-se uma tarefa de "família e do Estado."

Capacitação e profissionalização menos abrangentes. Assim, o ensino médio é dividido entre educação regular e profissionalizante, com uma tendência a priorizar o último. Em outras palavras, a ênfase do ensino é dado sobre a produtividade e eficiência das empresas. Não importa o conhecimento crítico, mais treinamento se desqualificado "mão-de-obra", porque leva ao empobrecimento do currículo.

-Administrativo da descentralização e financeira. Em outras palavras, tudo o que diz respeito à parte financeira (como snack infra-estrutura, transporte) torna-se descentralizada, ou seja, uma iniciativa de isentar o Estado de responsabilidades. Mas a autonomia é apenas administrativa. Todos os termos de conteúdo instrucional continua a funcionar e centralizada.

-Avaliação do desempenho e rendimento escolar. Sistema de Avaliação da Educação Superior, Enem, Seabees, "Test" foram algumas das ferramentas desenvolvidas para transformar as escolas em "empresas" na inspiração do programa de qualidade de produção, adaptação ao mercado. Mas não houve aumento do financiamento, apenas alocação de recursos para "melhores resultados". Avaliação externa é realmente uma inspeção escolar.

Por que o SNP falhou?
Veja abaixo quais são as metas principais do Plano Nacional de Educação primeira e os resultados obtidos durante as administrações de FHC e Lula.

Objetivo: erradicar o analfabetismo até 2010
Não atender - Programa Brasil Alfabetizado, do Governo Federal, serviu quase 10 milhões de pessoas nesta década (de acordo com o PNE, o total deve ter alcançado em 2010). Além disso, entre 2001 e 2008, a taxa de analfabetismo caiu apenas 13% (16 milhões) para 10% (14,5 milhões).

Objetivo: Ensino Fundamental universal
Não se encontram - Em 2008, 2,4% dos brasileiros de 7 a 14 anos ainda estavam fora da escola, um decréscimo de 1,1% em comparação com dados de 2001. Apesar do progresso e da baixa porcentagem, números absolutos ainda assustado: são 680 000 crianças sem estudar (450 mil deles preto), a maioria vivendo no Norte e Nordeste.

Objetivo: assegurar a EJA (Educação de Jovens e Adultos) para 50% da população que não frequentam a escola regular
Não se encontram - Entre 2001 e 2007, 10,9 milhões de pessoas participaram os turnos da EJA. Mas esse número representa apenas um terço dos mais de 29 milhões de pessoas que não atingiram a 4 ª série e foram o público-alvo para esta faixa de ensino. A inclusão da EJA no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi uma fonte de recursos para expandir a oferta, mas não ataque o abandono, uma hoje alarmantes 43%.
 
Objetivo: atender 50% das crianças até 3 anos e 80% de 4 e 5 anos
Não se encontram - O grande problema é a expansão da puericultura. Hoje, apenas 17,1% das crianças são tratadas em si mesmas, de acordo com a Unicef.

Objetivo: redução de 50% de reprovação e abandono
Não se encontram - A repetição aumentou de 11 para 12,1% no mesmo período e abandono escolar aumentou entre 2006 e 2008. O índice subiu de 10% para 13,2%.

Objetivo: Para se inscrever de 30% dos jovens entre 18 e 24 anos na faculdade
Não se encontram - O número de jovens no ensino superior continua a ser muito baixa a 14,4% em 2009, segundo o IPEA. Na última década, o ensino superior paga mais do dobro do aumento do público.

educação e transformação

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros


Lideranças indígenas do povo Guajajara (ou Tenetehara) da aldeia Zutiwa, Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, denunciam o assassinato de uma criança Awá-Guajá que pertencia a um grupo em situação de isolamento.

O corpo foi encontrado carbonizado em outubro do ano passado num acampamento abandonado pelos Awá isolados, a cerca de 20 quilômetros da aldeia Patizal do povo Tenetehara, região localizada no município de Arame (MA). A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi informada do episódio em novembro e nenhuma investigação do caso está em curso.

As suspeitas dão conta de que um ataque tenha ocorrido entre setembro e outubro contra o acampamento dos indígenas isolados. Clovis Tenetehara costumava ver os Awá-Guajá isolados durante caçadas na mata. No entanto, deixou de encontrá-los logo que localizou um acampamento com sinais de incêndio e os restos mortais de uma criança.    

“Depois disso não foi mais visto o grupo isolado. Nesse período os madeireiros estavam lá. Eram muitos. Agora desapareceram. Não foram mais lá. Até para nós é perigoso andar, imagine para os isolados”, diz Luís Carlos Tenetehara, da aldeia Patizal. Os indígenas acreditam que o grupo isolado tenha se dispersado para outros pontos da Terra Indígena Araribóia temendo novos ataques.

Conforme relatam os Tenetehara, nos últimos anos a ação de madeireiros na região tem feito com que os Awá isolados migrem do centro do território indígena para suas periferias, ficando cada vez mais expostos aos contatos violentos com a sociedade envolvente. Além disso, a floresta tem sido devastada pela retirada da madeira também colocando em risco a subsistência do grupo, essencialmente coletor.

Estima-se que existam três grupos isolados na Terra Indígena Araribóia, num total de 60 indígenas. Os Tenetehara conservam relação amistosa e afastada com os isolados, pois dividem o mesmo território.  

Denúncias antigas

“A situação é denunciada há muito tempo. Tem se tornado frequente a presença desses grupos de madeireiros colocando em risco os indígenas isolados. Nenhuma medida concreta foi tomada para proteger esses povos”, diz Rosimeire Diniz, coordenadora do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Maranhão.

Para a missionária, confirmar a presença de isolados implica na tomada de medidas de proteção por parte das autoridades competentes. Rosimeire aponta a situação como de extrema gravidade e que não é possível continuar assistindo situações de violência relatas por indígenas.

Durante o ano passado, indígenas Awá-Guajá foram atacados por madeireiros enquanto retiravam mel dentro da terra indígena e os Tenetehara relatam a presença constante dos madeireiros, além de ameaças e ataques. “Não andamos livremente na mata que é nossa porque eles estão lá, retirando madeira e nos ameaçando”, encerra Luiz Carlos.      

por - Renato Santana - CIMI

Deputadas do Brasil e de Portugal defendem participação de jovens na política



Manuela D’Ávila, do Rio Grande do Sul, e Raquel Coelho, da Ilha da Madeira, acreditam que fenômeno das redes sociais abriram “canal de diálogo” com juventude em todo o mundo.
Manuela D'Ávila
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*
A participação dos jovens na política deve aumentar nos próximos anos, de acordo com a opinião de duas deputadas, uma do Brasil e outra de Portugal.
Em entrevista à Rádio ONU, a deputada federal do PCdoB, Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, de 30 anos, afirmou que as redes sociais já estão contribuindo para promover um diálogo maior de jovens de todo o mundo com suas sociedades.
Processo Democrático
Manuela, que ingressou na política antes dos 20 anos de idade, contou à Rádio ONU que os jovens também ajudam o processo democrático na hora de fiscalizar os políticos.
“Para mim, a participação política não se dá apenas quando um jovem decide entrar num partido ou quando eles saem à rua para protestar. A participação política se dá quando estes jovens expressam opiniões, fiscalizam os seus parlamentares. Fazer polítca para mim é algo extremamente vinculado ao exercício da cidadania. E as mídias sociais proporcionam isso, com uma velocidade jamais vista. Então, eu acredito que está surgindo um novo tipo de protagonismo”, contou.
Renovação
Para a deputada portuguesa Raquel Coelho, de 23 anos, do arquipélago da Madeira, muitos jovens ainda estão afastados da política por causa do que ele chamou de “partidos ortodoxos que não promovem renovação.”
“Os jovens, cada vez mais, nos dias de hoje, têm se afastado da política porque já não acreditam na política, nos partidos e nos políticos profissionais. Nos dias de hoje, existe uma grande incoerência por parte dos nossos políticos. Quando estão em campanha, o discurso é um, quando são eleitos, o discurso passa a ser outro. Os eleitores, os jovens vêem que ali existe falsidade.”
A maior participação da juventude em política partidária foi debatida em um evento da ONU, no fim do ano passado, na Tailândia. O encontro, o Fórum Global de Parlamentares Jovens, recebeu participantes de até 20 anos de idade que haviam sido escolhidos para cargos eletivos em seus países. Segundo as Nações Unidas, quase 20% da população global têm entre 15 e 24 anos.

América Latina e Caribe têm 150 milhões de afrodescendentes


Em entrevista à Rádio ONU, superintendente da Fundação Gilberto Freyre, Gilberto Freyre Neto falou sobre o crescente processo de autoafirmação de brasileiros de ascendência africana.
Foto: UN PHOTO
Em 2011, a ONU comemorou o Ano dos Povos Afrodescendentes com uma série de eventos, palestras e concertos ao redor do mundo.
Um relatório da organização indica que existem 150 milhões de afrodescendentes, somente na América Latina e no Caribe. No Brasil, o último censo, em 2011, revelou que a população de afrodescendentes já é maioria no país.
Direitos
Paras as Nações Unidas, os povos afrodescendentes devem ter seus direitos promovidos e protegidos como qualquer outro grupo da sociedade.
Ainda em 2011, durante uma entrevista à Rádio ONU sobre este tema e a importância da aliança entre os povos, o superintendente da Fundação Gilberto Freyre disse que, nos últimos anos, os afrodescendentes brasileiros estão passando por um processo de afirmação cada vez mais consolidado. Esta é a opinião de Gilberto Freyre Neto.
“Acho que tem um posicionamento muito interessante, no Brasil, que é a autovalorização da morenidade. Temos visto números muito interessantes em relação a este processo de autoafirmação. As pessoas estão se vendo mais brasileiras, mais morenas, e esse é talvez um dos processos mais ricos de autoafirmação que existe.”
Comércio de Escravos
Segundo a ONU, os afrodescendentes continuam a sofrer discriminação, um legado histórico do comércio de escravos. Mesmo os que não são descendentes diretos dos escravos continuam sendo confrontados com atos racistas, muitas vezes.
De acordo com o Grupo de Trabalho de Peritos sobre Pessoas de Ascendência Africana, esse grupo continua enfrentando menor acesso à justiça, educação, emprego, saúde e habitação.
Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.

Pedido de Nota - Aline Alhadas - Assessoria Márcia Stival


Eli Corrêa recebe a dupla Jane e Herondy
Neste domingo, a programação ULTRAFARMA terá novos horários e reprise do “Ultrashow”
Descrição: Jane e Herondy
(Créditos: Divulgação)
No próximo domingo, dia 8, às 07:00 hrs, o programa Eli Corrêa abre a programação ULTRAFARMA. A atração irá receber a dupla Jane e Herondy, formada por Jane Moraes e Herondy Bueno, os cantores de sucesso na década de 70 estouraram com a música “Não Se Vá”, gravaram mais de 50 discos e fizeram shows por todo o Brasil, além de participarem de diversos programas de televisão, como o “Qual é a Música” e o “Cassino do Chacrinha”. A dupla foi casada por 33 anos, ficaram 7 anos separados, mas em 2010 resolveram se reconciliar.
Às 07:30 hrs, o "Ultrashow" irá contar com os tradicionais quadros de interatividade com o consumidor, mostrará as ofertas imperdíveis na “Calculadora Digital” e no “Ultra Atendimento”, o Hair Stylist Bruno Di Maglio dará dicas de como cuidar dos cabelos no verão. O programa “Ultrashow” será reprisado às 10:30 hrs, logo após o “Deus Médico dos Médicos”.
A partir das 10hs, Dom Fernando Figueiredo recebe no "Deus Médico dos Médicos"o Dr. Carlos Alfredo Goldenberg, urologista e especialista em medicina ortomolecular e nutrição. O médico irá explicar como os alimentos podem nos trazer mais saúde. Você sabia que brócolis pode prevenir o câncer? E que a canela pode auxiliar diabéticos?  Para essas e mais dicas, basta assistir o programa.
Os programas são produzidos e patrocinados pela ULTRAFARMA, de Sidney Oliveira e vão ao ar aos domingos pela Rede TV!.

Romário vê Brasil "100% atrasado" para Copa e volta a atacar Teixeira


Romário voltou a criticar o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Ricardo Teixeira. Em entrevista à revista "Veja" publicada hoje (6), o ex-jogador e deputado federal defendeu a demissão do dirigente para que ele possa defender sua imagem diante das denúncias de corrupção e argumentou que a população deveria "organizar manifestações contra aquele que faz mal ao futebol", em referência a Teixeira. 


"Teixeira é uma pessoa que a gente tem que agradecer por ter trazido a Copa, mas hoje enfrenta vários problemas de corrupção. Se ele deixasse a CBF agora, para ele seria até bom", argumentou o ex-camisa 11, que defende a saída imediata do dirigente.

Perguntado sobre como Teixeira pode se afastar do cargo, Romário defendeu a maior participação da sociedade a fim de pressioná-lo. "O Brasil deve organizar manifestações contra aqueles caras que fazem mal ao nosso futebol, que é o Ricardo Teixeira", afirmou, depois de ressaltar que "a única forma de ele sair seria com uma intervenção do governo federal". 

O deputado ainda se mostrou preocupado com os preparativos para a Copa de 2014. "O Brasil tem problema nos estádios, nos aeroportos, na mobilidade urbana. Não vai deixar legado para saúde, educação, acessibilidade. Estamos realmente 100% atrasados", disparou. Para ele, "se continuar do jeito que está, vai passar talvez a maior vergonha da história de todas as Copas."

copa2014.org.br

Catástrofes naturais causaram prejuízos recordes no ano passado


Tragédia no Japão foi catástrofe natural mais cara de todos os tempos
Segundo a maior seguradora mundial, Munich Re, desastres em 2011 levaram a perdas de 380 bilhões de dólares, superando o recorde de 2005. Mais de dois terços dos prejuízos foram causados pela catástrofe no Japão.
Além das irreparáveis perdas humanas, as catástrofes naturais que castigaram o planeta em 2011 causaram um prejuízo recorde em termos financeiros. Segundo a maior seguradora mundial, a alemã Munich Re, os 820 grandes desastres em todo o planeta no ano passado geraram 380 bilhões dólares. Só o terremoto e o tsunami do Japão – considerados a catástrofe natural mais cara de todos os tempos – trouxeram prejuízos avaliados em 210 bilhões de dólares.
A impressionante soma do ano passado ficou bem acima da média dos últimos anos, de cerca de 75 bilhões de dólares. E também bateu os números até então recordes de 2005, por conta do tsunami na Indonésia e do furacão Catrina nos Estados Unidos, quando as perdas alcançaram 220 bilhões de dólares.
Enchentes e deslizamentos de terra no Brasil mataram 1.348
De acordo com a Munich Re, consequentemente as indenizações das seguradoras aos clientes também chegaram a um valor recorde: foram 105 bilhões de dólares, sendo que pouco mais de um terço deste montante – entre 30 e 40 bilhões – foram destinados a vítimas no Japão. O terremoto ocorrido na Nova Zelândia em fevereiro do ano passado ocasionou outros 13 bilhões de dólares em ressarcimentos.
“Felizmente uma série de desastres naturais tão graves acontece apenas raramente, provavelmente uma vez em uma centena de anos”, afirmou Torsten Jeworrek, membro do Conselho Executivo da Munich Re. Ele explica que geralmente os principais causadores de prejuízos para as seguradoras são catástrofes naturais relacionadas ao clima. Por isso as grandes perdas registradas no ano passado com terremotos são consideradas incomuns, já que nos anos anteriores os prejuízos por tremores de terra representaram apenas 10% dos ressarcimentos feitas pelas seguradoras por causa de desastres naturais.
Mesmo assim, o chefe do Departamento de Geologia da Munich Re, Peter Höppe, garante que o risco de terremotos em todo o mundo não aumentou.
Os mortos
A resseguradora alemã destaca que o tremor do Japão foi “o maior desastre de todos os tempos”. Ainda assim, os prejuízos foram considerados “moderados” para a infraestrutura do país por conta dos duros regulamentos para construções impostos pelo governo japonês. O tsunami que veio na sequência, matando 16 mil pessoas, foi muito mais devastador, avalia a empresa.
Segundo cálculos da Munich Re, apesar das grandes perdas financeiras, o número de mortos devido às catástrofes naturais durante todo o ano passado foi considerado baixo: 27 mil. Os deslizamentos de terras e as enchentes do Brasil também contribuíram para a estatística, com 1.348 falecimentos.
A soma, porém, não leva em conta as mortes causadas pela seca no Chifre da África. Já em 2010, o número de mortos chegou a 296 mil – quatro vezes mais do que a média anual dos últimos 30 anos.
Desastre climático
Enchentes na Tailândia: maior desastre climático de 2011
O maior desastre climático registrado no ano passado foram as enchentes na Tailândia, segundo levantamento da seguradora alemã. Foram registradas cerca de 800 mortes e um prejuízo de pelo menos 10 bilhões de dólares, atrapalhando ainda as produções de carros e de manufaturados eletrônicos japoneses no país.
A Munich Re acredita que a tendência é que os danos causados por desastres naturais aumentem nos próximos anos devido às mudanças climáticas e ao fato de nas áreas mais suscetíveis a infraestrutura ser mais cara.
Apesar das perdas com indenizações, a resseguradora contabilizou um ganho de 46 bilhões de euros em 2010, um lucro de 2,4 bilhões euros.
Matéria da Agência Deutsche Welle

Dos 251 municípios em áreas de risco apenas 23 receberam recursos em 2011


Em dezembro passado, o governo federal divulgou o mapeamento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sobre as áreas mais propensas a sofrer algum tipo de desastre natural. Segundo levantamento realizado pelo Contas Abertas, dos 251 municípios com risco de inundações e deslizamentos, apenas 23 receberam verbas do programa “Prevenção e Preparação para Desastres”, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI).

Como o Contas Abertas já noticiou durante a semana, Recife foi a cidade mais beneficiada pelo programa, tendo sido contemplada com R$ 25,1 milhões. O ranking é formado ainda por Salvador, na Bahia, que recebeu R$ 3,8 milhões no ano passado, e por Taboão da Serra, em São Paulo, que embolsou R$ 3,4 milhões. A pesquisa abrangeu recursos do Orçamento Geral da União de 2011, incluindo os restos a pagar pagos.

As outras localidades beneficiadas diretamente por recursos do MI foram Itabuna, na Bahia, Belo Horizonte, em Minas Gerais, Cabos de Santo Agostinho, Paulista , em Pernambuco, Teresina, no Piauí, Barra Mansa, Bom Jardim, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e Volta Redonda, no Rio de Janeiro, Araranguá, Criciúma, Florianópolis, Forquilhinha, Içara, Ilhota, Nova Trento e Timbó, em Santa Catarina, e, a capital do estado de São Paulo. (veja tabela)

Se forem considerados apenas os gastos relativos ao Orçamento Geral da União de 2011, ou seja, sem os restos a pagar, a situação fica ainda pior: apenas Recife (PE), Florianópolis (SC) e Diadema (SP) foram contemplados.

É oportuno ressaltar que os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), referem-se à localidade do beneficiário, ou seja, entidades públicas ou privadas com endereço na cidade.

Em entrevista coletiva na tarde de quarta-feira (4), o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, negou que o maior investimento no combate às chuvas tenha sido destinado a Pernambuco por questão político-partidária, já que foi secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e estaria cotado para concorrer à prefeitura de Recife nas próximas eleições.

O ministro afirmou que a escolha dos Estados e municípios que receberam verbas de prevenção foi feita por critérios técnicos, que avaliaram todos os projetos aceitos. “Houve, por parte de todos os técnicos, análise para que pudéssemos selecionar os projetos. O dinheiro é muito pequeno. Temos que selecionar os melhores projetos”, completou.

Segundo Bezerra, Pernambuco foi mais beneficiado porque apresentou os projetos mais urgentes e a seleção foi feita com aval da Casa Civil da Presidência da República e do Ministério do Planejamento.

O trabalho da CPRM revelou, ainda, que há 47,5 mil pessoas morando em áreas de risco em seis municípios do Espírito Santo; 45.986 em nove cidades de Santa Catarina; 25.526 em seis cidades no Rio Grande do Sul; 1.736 em quatro cidades do Paraná, 2.650 em Outro Preto (MG) e 10.160 em Nova Friburgo (RJ).

Além disso, 44.967 habitantes estão em risco em Angra dos Reis (RJ), cidade com maior número de pessoas em situação de perigo.  No total são 41.085 moradias e 168.365 cidadãos em áreas de “alto risco” e “muito alto risco”.

Dyelle Menezes
Do Contas Abertas