"A liberdade de imprensa é a permissão de qualquer aleijado bater-se com um professor de esgrima." (Luís da Câmara Cascudo)

Da autonomia em política - Cornelius Castoriadis

A filosofia não é filosofia se não expressa um pensamento autônomo. Que significa autônomo? Isto é autônomo, "que se dá a si mesmo sua lei". Em Filosofia, está claro: dar-se a si mesmo sua lei, quer dizer estabelecer as questões e não aceitar autoridade alguma. Pelo menos a autoridade de seu próprio pensamento prévio.

O poder na era das redes sociais

A comunicação de masas é aquela que tem o potencial de chegar ao conjunto da sociedade e é caracterizada por uma mensagem que vai de um a muitos, com interatividade inexistente ou limitada. Autocomunicação de massas é aquela que vai de muitos para muitos, com interatividade, tempos e espaços variáveis, controláveis.

Hayek contra Keynes: o debate do século

As linhas divisórias que hoje cruzam pensamento econômico devem muito a este debate. Por exemplo, a análise do papel do Estado e da política na gestão econômica depende essencialmente desta polêmica.

O Califado contra o resto do mundo

Quem ganha e quem perde com o novo realinhamento geopolítico no Médio Oriente?

Colapso do petróleo e do sistema financeiro ameaça expropriar os fundos de pensão

Desde os resgates bancários de 2008 houve um debate produtivo sobre a necessidade de mudar o sistema e evitar os monstros bancários "grandes demais para falir", que tiveram que ser resgatados pelos governos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Reunião ampliada da Executiva avança nos temas sobre 1° Congresso e Plebiscito pelos 10% do PIB para Educação


Abaixo-assinado EDUCAÇÃO 10A reunião ampliada da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, realizada nesta sexta-feira (25)  contou com a presença de entidades do movimento popular, sindical e estudantil, de várias regiões do país. Teve como pontos principais as últimas resoluções sobre os temas organizativos bem como o 1° Congresso da Central, que será realizado nos dias 27 a 30 de abril de 2012. Além disso, foram dados os informes e encaminhamentos sobre a coleta de votos do Plebiscito pelos 10% do PIB para a Educação pública.

Na primeira parte da reunião, houve um debate bastante significativo sobre o 1° Congresso da CSP-Conlutas. Na discussão foram apresentados os valores das taxas para credenciamento dos delegados, o orçamento completo do evento e a definição dos materiais de divulgação.

Todo o debate norteou o sentimento de orgulho da militância presente por enfrentar a construção do congresso de maneira totalmente independente dos governos e dos empresários. “Haverá um esforço coletivo e de classe; nosso congresso será financiado pelo sacrifício exclusivo das entidades filiadas à central e de cada indivíduo do movimento popular, sindical, estudantil e dos movimentos de luta contra a opressão!”, afirmou um dos participantes.

A representante do SINDES-MG, Vânia, denunciou e lamentou o fato de organizações como a CUT e grande parte das entidades do movimento estarem atrelados política e financeiramente ao governo do PT e aos patrões. “Nosso congresso será construído com o nosso próprio esforço, pois só assim poderemos enfrentar e derrotar os nossos inimigos, os patrões e o governo”, enfatizou ao final.

No fechamento desse tema foi aprovado o modelo do cartaz e arte para convocação e divulgação do 1° Congresso da CSP-Conlutas.

Plebiscito pelos 10% do PIB para Educação publica, já!

O membro da Secretaria Executiva, Mauro Puerro, iniciou essa parte do debate dando um panorama geral da campanha. “Confirmaram-se as nossas previsões, há um espaço enorme, uma aceitação imensa da população com a nossa campanha, onde se coloca uma urna logo se ver uma fila, as pessoas querem votar pelos 10% do PIB; agora é intensificar a coleta de votos!”, avaliou.

Vários informes foram dados sobre o andamento da campanha, o que possibilitou ter uma visão nacional da dinâmica do plebiscito. Todos concordaram que o espaço para coleta de votos está se revelando bem maior que as forças CSP-Conlutas, bem como foram destacado vários exemplos do envolvimento de diversas entidades que vão além da Central.

O membro do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza, Zé Batista, informou que, até quinta-feira (24) a CSP-Conlutas do Ceará, já havia centralizado a coleta de mais de 7 mil votos. A integrante do MTST de São Paulo, Maria informou que há uma semana o movimento está com sete urnas fixas nas ocupações.  Nos próximos dias, o movimento irá percorrer diversas outras áreas de ocupação e moradia para ampliar a coleta de votos.

CSP Conlutas

Caso Chevron: escândalo e ataque à soberania nacional


Petroleira causa acidente ambiental e desrespeita legislação. Caso traz à tona política entreguista do governo

Se dependesse da petroleira norte-americana Chevron era para ter passado despercebido. Mas o acidente ambiental, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, acabou sendo detectado no último dia 8 por funcionários da Petrobras. De lá para cá, o que tem se visto é uma série de mentiras, crimes ambientais e desrespeito à soberania nacional. Um escândalo.

O vazamento de petróleo no poço explorado pela Chevron ocorreu a 1.200 metros de profundidade no Campo do Frade, litoral do Rio. No dia 12, a empresa apresentou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um plano para acabar com o vazamento. Aprovado no dia seguinte, seria implementado a partir do dia 16. Pelo menos, foi isso que a petroleira disse à ANP.

Porém, foi descoberto que o plano dependia de um equipamento que só chegou dos Estados Unidos nesta segunda-feira, dia 21.

Como se não bastasse, imagens submarinas que a empresa forneceu ao governo para mostrar o fechamento do poço teriam sido editadas para iludir as mesmas autoridades. “Houve falsidade de informações”, disse o chefe da ANP, Haroldo Lima. “Isso é inaceitável”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Estima-se que cerca de 400 mil litros de petróleo já vazaram na Bacia de Campos. Porém, mais do que a irresponsabilidade e incompetência da petroleira, há a suspeita de ainda mais sujeira nessas águas. A própria ANP e a Polícia Federal, que já acompanha o caso, suspeitam que a multinacional tentou sugar petróleo do pré-sal, que não lhe pertencia.

Segundo o delegado da PF que cuida do caso, Fabio Scliar, é estranho que a Chevron tenha sondas capazes de buscar petróleo a 7km de profundidade, sendo que o poço em que houve o acidente era de 1,2km.

O pré-sal e a política entreguista do governoO caso ilustra bem o risco da política entreguista do governo Dilma, bem como de seus antecessores, em relação a uma das principais riquezas nacionais, o petróleo.

Diante da descoberta nos últimos anos de uma das maiores jazidas de petróleo pré-sal do mundo, a política de Lula e Dilma, assim como foi de FHC, tem sido anunciar leilões e a entrega dos poços às grandes multis do setor.

Uma das desculpas é que a Petrobras não teria condições técnicas e recursos para fazer tudo sozinha. Mas a petroleira norte-americana precisou da ajuda e equipamentos da Petrobras para conter o vazamento.

O acidente mostra também o nível de comprometimento dessas multinacionais com o meio ambiente e a soberania do país. A suspeita de que a Chevron estaria tentando roubar petróleo do pré-sal é um escândalo.

A Chevron já foi multada ontem pelo Ibama em R$ 50 milhões, cifra que representa apenas 5,2% do faturamento diário da empresa em 2010 (US$ 542 milhões, o equivalente a R$ 960 milhões). As multas iniciais e pedidos de indenização chegam no máximo a R$ 250 milhões, quase nada para a Chevron, que fatura anualmente US$ 200 bilhões.

Portanto, fica claro que é preciso dar um basta à entrega do petróleo. É preciso garantir a reestatização do setor, com a garantia do monopólio estatal sobre a exploração do petróleo e uma Petrobras 100% estatal.

Fonte: SinmetalSJC

Dia em Memória das Vítimas da Violência e Impunidade



Dia: 4 de dezembro (domingo)
Horário: A partir das 10 horas
Local: Praia de Copacabana – Av. Atlântica com Princesa Isabel
(Em frente ao antigo Hotel Meridian)

Ações eficientes podem evitar 2 milhões de mortes por poluição, diz ONU


Relatório sugere 16 medidas sobre redução de gases nocivos como carbono negro e metano; agir rápido também poderá ajudar a manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºCelsius
 
 
Metas de redução da poluição
Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.*
Cozinhas mais eficientes, recuperação de fugas de gás e filtros de partículas dos motores diesel, estas são algumas medidas apresentadas por um relatório da ONU para combater a poluição atmosférica. As propostas podem ajudar a salvar pelo menos 2 milhões de pessoas, que morrem todos os anos em função da poluição do ar.
O documento, divulgado nesta sexta-feira, foi encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e compilado por especialistas do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo, na Suécia.
 
Ozônio
Os cientistas anunciaram um pacote com 16 medidas para reduzir os níveis de carbono negro, metano e ozônio troposférico, conhecidos como agentes climáticos de curta duração.
Segundo o estudo, reduzir, quase em metade, esses gases, levará à economia pelos países que terão energia a um preço mais acessível além de benefícios ambientais. Pelo relatório, a aplicação das medidas também pode ajudar a manter o aumento da temperatura abaixo dos 2º Celsius.
Financiado pela Suécia, o estudo é resultado de cerca de 10 anos de pesquisa científica, com a colaboração de países desenvolvidos e em desenvolvimento e as avaliações recentes da Organização Mundial de Meteorologia, OMM.

Outras as medidas são: a redução da emissão de carbono com a substituição dos fornos tradicionais por outros de maior rendimento; a recuperação de gases emitidos na produção de petróleo, e a modernização das instalações de tratamento de águas residuais.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.*