Manifestação dos professores do ceará em Greve desde 5 de agosto acaba em pancadaria

                        

Os professores da Rede Pública de ensino do estado do Ceara, em greve desde o dia 05 de Agosto, foram à Assembleia Legislativa do estado hoje reinvidicando a não alteração do atual plano de cargos e carreiras, bem como a implantação da lei do piso nacional do magistério, com sua repercussão em toda a carreira, além do 1/3 de carga horária para as atividades extra-classe. Quando foram alvo da força policial que os impediram de permanecer no hall de entrada do plenário.

Com gritos de “alunos na rua, Cid a culpa é sua”, os estudantes se concentraram na entrada do plenário. Houve troca de insultos com os policiais militares que fazem a guarda da Assembleia Legislativa. A agressão verbal passou a física quando um policial foi derrubado e teve seu cassetete tirado das mãos. O batalhão de choque precisou ser chamado para conter a multidão. Os corredores onde ficam os gabinetes dos parlamentares tiveram as paredes pichadas de vermelho com os dizeres “educação já”. Um dos professores, integrante do comando de greve, admitiu que era difícil conter tantos adolescentes.
“Nós não concordamos com nenhuma dilapidação, nenhuma forma de agredir o patrimônio público. Somos professores e estudantes e sabemos que tudo que é público tem que ser preservado”, afirmou o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízimo Melo. O sindicalista lamentou ainda a força policial que foi acionada diante do protesto. “Discordamos, com muita ênfase, da necessidade da tropa de choque para receber o nosso movimento. Achamos que temos que aprender com a lição que compressão e qualquer tipo de agressão não resolve nada, principalmente na educação”.
O presidente em exercício da Assembleia, deputado Tin Gomes (PSB), argumentou que o batalhão de choque foi chamado para evitar que o plenário fosse invadido. “Nenhuma pessoa que respeite a sala de aula entra em uma sala sem o professor permitir”, comparou. O parlamentar informou ainda que a Casa irá tomar providências para identificar os autores das pichações e agressões.


A greve dos professores do estado foi decretada ilegal  pela Justiça à pedido do governo. Da mesma forma como aconteceu no Rio Grande do Norte, é a democracia atingindo sua plenitude - nem o direito de greve estar sendo respeitado.

Com IG.

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