Missão chega a Trípoli para restabelecer presença da ONU na Líbia


Comboio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) leva alimentos de primeira necessidade para Trípoli, capital da Líbia.
O Coordenador Humanitário da ONU para a Líbia, Panos Moumtzis,chegou hoje (02/09) ao país acompanhado por equipes de agências humanitárias para restabelecer a presença da ONU e fornecer serviços que foram interrompidos por causa dos conflitos.
A missão – composta por representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) – vai trabalhar para fornecer assistência para restaurar o abastecimento de água na capital, Trípoli, e no entorno, bem como avaliar a proteção de civis e a situação alimentar.
“É essencial garantir uma presença imediata e efetiva da ONU no local para ajudar a identificar e ajudar as pessoas vulneráveis que foram afetadas pelos conflitos e pela suspensão dos serviços”, afirmou Moumtzis.
Enquanto isso, o PMA enviou uma nova remessa de alimentos para Trípoli, que será distribuída pelo Crescente Vermelho líbio para mais de 35 mil pessoas deslocadas e afetadas pelos conflitos. À pedido do Conselho Nacional de Transição (CNT), a agência também adquiriu 250 mil toneladas de combustível para o trabalho de ajuda humanitária durante o período de um mês, segundo informações do OCHA.
Falta de água pode desencadear epidemias
Segundo o Chefe do Escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Líbia, Christian Balslev-Olesen, a escassez de água colocou o país em situação crítica. Nas próximas semanas, a Agência pretende distribuir, em coordenação com o CNT líbio, garrafas de água para cerca de 500 mil pessoas em Trípoli e está comprando cerca de cinco milhões de litros de água em países vizinhos para que sejam transportados o mais breve para a capital da Líbia.
“O UNICEF está respondendo às necessidades imediatas, em Trípoli, mas continuamos extremamente preocupados com a situação, pois poderá haver uma escassez de água nos próximos dias. Isso poderia se transformar em uma epidemia de saúde sem precedentes”, avalia Balslev-Olesen.
ONU Brasil

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