Unesco condena assassinatos de jornalistas brasileiros


Diretora-geral da agência da ONU diz que assassinatos são ataques intoleráveis na profissão do jornalismo e no direito à liberdade de expressão
Irina Bokova
Camila Viegas-Lee, da Rádio ONU em Nova York.
A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, condenou nesta terça-feira os assassinatos de dois jornalistas brasileiros, ocorridos no início do mês. A Unesco é o órgão da ONU responsável por defender a liberdade de imprensa.
Bokova afirmou que os assassinatos de Mario Randolfo Marques Lopes, ocorrido no dia 8 de fevereiro perto da fronteira com o Paraguai, e Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, ocorrido no dia 12 de fevereiro no Rio de Janeiro, são ataques intoleráveis na profissão do jornalismo e no direito à liberdade de expressão.
Investigações Detalhadas
Bokova disse ainda que é necessário promover investigações detalhadas sobre as mortes dos brasileiros para permitir que outros jornalistas continuem trabalhando sem temer por suas vidas ou pela segurança de suas famílias.
Pelo menos 11 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos no Brasil desde 2002. Um projeto apoiado pela Unesco está analizando os problemas enfrentados por meios de comunicação que operam em áreas violentas ou difíceis no Rio de Janeiro.
Rodrigues, conhecido como Paulo Rocaro, trabalhava como editor do diário Jornal Da Praça e do site Mercosul News. Ele estava dirigindo para a casa em Ponta Porá, na fronteira com o Paraguai, quando dois homens numa motocicleta atiraram nele.
Marques era editor-chefe do site Vassouras na Net quando foi sequestrado e morto com sua namorada na Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

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