Relator da ONU pede libertação de palestina em greve de fome


Richard Falk denuncia detenções administrativas abusivas.
Richard Falk
Daniela Kresch, da Rádio ONU em Tel Aviv.
O relator especial das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos, Richard Falk, fez um apelo às autoridades israelenses para que libertem a palestina, Hana Shalabi, detida há cerca de um mês.
Falk se mostrou preocupado com o estado de saúde de Shalabi, que está em greve de fome desde que foi presa, e pediu a intervenção da comunidade internacional. Segundo o relator, Israel precisa libertá-la imediatamente porque "a situação de Shalabi é mórbida e ela corre perigo de vida".
Prisões administrativas
O especialista em direitos humanos afirmou que a greve de fome da prisioneira tem como objetivo protestar contra detenções administrativas, que chamou de "abusivas", e o tratamento físico e psicológico dos presos, que considerou "degradante".
Richard Falk promete denunciar o assunto em relatório que será encaminhado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em junho.
Atualmente, 300 palestinos estão detidos sem mandados de prisão.
Israel alega que esse tipo de detenção é necessária para evitar atos terroristas e diz ter evidências de que Shalabi é filiada a grupos extremistas.
Pai e mãe em greve de fome
Hana Shalabi foi presa no dia 16 de fevereiro e é mantida em cela solitária desde então. Sua detenção, segundo Israel, durará seis meses.
De acordo com Richard Falk, ela foi presa na presença da família por um grupo de 50 soldados israelenses, que a teriam maltratado e vendado.
Sua mãe, de 65 anos, e seu pai, de 67, também estão em greve de fome em protesto contra a prisão.
O relator da ONU denunciou o silêncio das autoridades israelenses quanto ao caso e o tratamento a presos palestinos, em geral.
No começo deste ano, Richard Falk já havia apelado pela libertação de outro preso palestino, Khader Adnan, que ficou 66 dias em greve de fome.

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