Cristovam Buarque pede desculpas pelo fraco desempenho do Brasil em Londres

O Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), pediu desculpa, em nome dos políticos, pelo fraco desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Londres e disse que esse desempenho é resultado de precariedade da educação do País.

— Quem tem de pedir desculpas ao povo brasileiro não são atletas, como fez Diego Hypólito. Somos nós, políticos, dirigentes deste país, que não temos investido, ao longo de 50 anos, na educação das nossas crianças para que tenham seu talento identificado e acompanhado — disse.



Cristovam observou que, pelo produto interno bruto (PIB), o Brasil deveria ter sido o sexto país do mundo na classificação geral de medalhas; se a base de cálculo fosse o tamanho da população, o país deveria ter sido o quinto melhor. Segundo ele, a 22ª posição deve-se às falhas da escola, onde os talentos deveriam ser identificados.


— Pela prática desportiva desde idade muito pequena na escola, surgiriam aqueles que demonstram talento. Quase tudo que exige muito talento exige também a identificação e o acompanhamento. A fábrica de campeões chama-se escola.

O senador comentou os três aspectos que acredita serem pré-requisitos de sucesso nos Jogos Olímpicos: população grande, tamanho do PIB e boas escolas, onde os talentos esportivos são descobertos.

— Nossa vergonha de ter apenas três medalhas de ouro, quando países muito menores e mais pobres do que o Brasil tiveram desempenho tão melhor, decorre de que nossas crianças não estão na escola com instalações, com tempo, com orientação para praticarem esportes — disse.

Cristovam admitiu a possibilidade de o desempenho brasileiro melhorar nas Olimpíadas do Rio, em 2016, mas advertiu que o país não verá um salto no quadro de medalhas.

— Podemos fazer uma festa até melhor, até por que vamos gastar R$ 60 bilhões para fazer a Copa, mas, não vai dar tempo de conseguir um conjunto de atletas em condições de obter muitas medalhas — previu.
Para o senador, o investimento que visa às medalhas olímpicas precisa começar com crianças de 5 anos, que levarão mais 15 anos até disputar competições mundiais.

— Não será na próxima, nem na seguinte, nem na seguinte. Talvez a seguinte, se a gente começasse a fazer hoje, mas ninguém está vendo isso — afirmou o senador.

Com Jornal do Senado

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