Professor brasileiro descarta solução militar para conflito na Síria


Paulo Sérgio Pinheiro, que preside a Comissão de Inquérito sobre o país, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, diz que situação é "desesperadora."
Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Sérgio Pinheiro já foi relator especial para Mianmar, a antiga Birmânia, e também presidiu um estudo sobre violência contra crianças, encomendado pelo ex-secretário-geral Kofi Annan
O presidente da Comissão de Inquérito sobre a Violência na Síria afirmou que o país está atravessando uma guerra civil.
Nesta entrevista à Rádio ONU, Paulo Sérgio Pinheiro, disse que a situação é "desesperadora".
Imensa Diversidade
"Não há uma solução militar, a Comissão acredita que só uma solução político-diplomática terá condições de cessar esta escalada da violência e preparar a Síria para uma transição política que tenha condições de estabelecer a vigência dos direitos humanos para a imensa diversidade que há na Síria."
Pinheiro fez a declaração antecedendo a divulgação de um novo relatório sobre a violência na Síria. O documento será apresentando ao Conselho de Direitos Humanos em 17 de setembro e contém informações que vão de fevereiro a julho.
Combates
Paulo Sérgio Pinheiro contou que os relatos foram obtidos através de entrevistas pela internet e de testemunhos de sírios que fugiram para países vizinhos. Ele lembrou que a Comissão não obteve permissão para entrar na Síria.
Fontes não governamentais dizem que até 17 mil pessoas podem ter morrido desde o início dos combates entre tropas do governo e opositores do presidente Bashar al-Assad.
Nesta quarta-feira, a chefe do Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Valerie Amos, encerrou uma viagem oficial à Síria. Ela está a caminho do Líbano para onde muitos sírios estão fugindo.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

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