Através de decreto Mohammed Mursi torna-se ditador e desencadeia protestos em massa no Egito

O presidente do Egito, Mohammed Mursi, emitiu uma declaração dando a si mesmo poderes que superam os do ditador destituído  Hosni Mubarak, colocando-se acima do judiciário. O presidente decidiu que suas medidas não poderão ser revogadas por qualquer autoridade do país.

Ele também ordenou que a assembléia islâmica destinada a escrever a nova Constituição não pode ser dissolvido por meios legais.

A atitude fez com que  fossem organizados protestos contra o decreto presidencial em várias cidades do país. Vários escritórios da Irmandade Muçulmana em algumas das maiores cidades do Egito foram incendiados por opositores.
Egyptian protesters hold a banner depicting Egyptian President Morsi as a Pharaoh, during a rally over Morsi decrees, in Cairo's Garden City.
Foto: Aljazeera
O Egito ainda vive em revolução, o que houve foi um primeiro objetivo alcançado, destituído o Presidente Hosni Mubarak as forças populares se acomodaram na espera de viver um momento democrático, só que a Irmandade muçulmana não tem a condição de fazer a libertação já que é baseada no fundamentalismo religioso. A tendência é que nesse momento as tensões aumentem a cada dia, o novo autocrata deve começar a repressão para preservar-se no poder. Tudo isso pode fazer com que haja uma série de minirrevoluções, a cada vez que a repressão aumentar o desejo de liberdade surgirá no povo com mais força. Mohammed Mursi e a irmandade muçulmana acreditam ser neste momento a própria vontade do povo só que o objetivo do povo é sentir-se livre, com uma atitude de fortalecer o poder executivo, tornar-se um faraó, Mursi destituiu o representante do Ministério Público egípcio, isso tudo despertará no povo um sentimento de falta de liberdade e a revolução continuará.




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