Divulgado relatório do PNUD sobre IDH


O relatório do PNUD foi apresentado na Cidade do México e intitula-se “A Ascensão do Sul: Progresso Humano num Mundo Diversificado”, uma ascensão que "não tem precedentes, nem em ritmo, nem em dimensão". O relatório sublinha os "rápidos avanços em alguns dos países de maior dimensão, nomeadamente o Brasil, China, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia" e prevê que em apenas um século (de 1950 a 2050) o Produto Interno Bruto do Brasil, China e India passarão de 10% do PIB mundial para 40%, "superando de longe as previsões para o produto combinado do atual G-7".
Quanto à evolução do Índice de Desenvolvimento Humano, que não tem apenas em conta o produto e o rendimento, mas também a esperança de vida e a escolaridade da população, as Nações Unidas estão otimistas ao verificarem que "o ritmo de progresso do IDH foi mais rápido nos países que se situam nas categorias baixa e média do desenvolvimento humano. Trata-se de uma boa notícia", afirma o relatório, embora assinale que "não será desejável, nem sustentável, que os progressos no IDH sejam acompanhados pelo aumento das desigualdades de rendimento, padrões insustentáveis de consumo, despesas militares elevadas e uma fraca coesão social". 
"Como foi possível a tantos países do Sul mudar as suas perspetivas em matéria de desenvolvimento humano?", questiona a dada altura o relatório da ONU, apontando três fatores para explicar essa evolução: "um Estado pró-ativo no domínio do desenvolvimento; a exploração de mercados mundiais e uma aposta numa política social inovadora". No entender do relatório, estes fatores põem em causa as "abordagens preconcebidas e prescritivas: por um lado, põem de lado uma série de procedimentos coletivistas e geridos a nível central e, por outro, afastam-se da liberalização desenfreada adotada pelo Consenso de Washington".
esquerda.net

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