Justiça argentina condena à prisão perpétua último presidente da ditadura militar


A Justiça da Argentina condenou à prisão perpétua o ex-ditador Reynaldo Bignone e outros quatro ex-militares por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura do país (1976-1983). Foram julgados os crimes ocorridos no centro clandestino de Campo de Maio, envolvendo 23 vítimas, entre elas sete mulheres grávidas. A sentença foi emitida pelo Tribunal Federal de San Martín na última terça-feira (12).

Nas instalações do Campo de Maio, área militar localizada na Grande Buenos Aires, funcionava um dos maiores centros clandestinos de detenção do regime. Também uma maternidade ilegal para onde foram muitas mulheres sequestradas na época, hoje desaparecidas, que tiveram seus filhos raptados e levados para adoção.

O general Bignone já havia recebido outras três condenações. A última foi em 15 anos de prisão pela repressão no hospital Posadas de Haedo, ocupado militarmente com tanques e helicópteros em 1976.

Bignone, atualmente com 84 anos, foi o último presidente da ditadura militar argentina, que em sete anos deixou ao menos 30 mil civis mortos ou desaparecidos, segundo estimativas.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

*Com informações do Opera Mundi.

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