Tráfico internacional de pessoas ainda faz milhões de vítimas

O tráfico de pessoas para fins de exploração sexual faz quatro milhões de vítimas por ano em todo o mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). As mulheres, meninas e adolescentes correspondem a 86% dos casos. Na semana dedicada ao Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, organizações de direitos humanos chamam a atenção para o problema.

Estão mais vulneráveis as mulheres entre 10 e 29 anos, solteiras e de baixa renda e escolaridade. Há um ano, a Radioagência NP abordava o problema em uma entrevista de Maria Lucia Leal. A pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) apontou as precárias condições de vida como características que marcam as vítimas.

“Geralmente esse é o perfil. Um perfil de mulheres de classes populares, com uma trajetória de precarização na suas relações socais, baixa inclusão nas políticas públicas e nível de escolarização. Tem uma experiência de trabalho doméstico, foram empregadas domésticas, trabalharam em pequenos comércios, mercado informal e no mercado do sexo.”    

O Brasil está entre os principais países envolvidos no tráfico internacional e se caracteriza como um local de origem, trânsito e destino de pessoas traficadas. Do país saem 15% das vítimas da América Latina para a Europa.

Os principais destinos de vítimas brasileiras são o Suriname, Suíça, Espanha e Holanda.

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 Internacional – recebeu, em 2012, 80 ligações de mulheres vítimas de violência que moram fora do país. O serviço atende gratuitamente brasileiras que vivem na Espanha, Portugal e Itália.

Para as brasileiras que estão no país e desejam entrar em contato com a central de Atendimento à Mulher, basta ligar 180.

De São Paulo, da Radioagência NP, Daniele Silveira.

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