Africanista Mia Couto

O cientista Político morto ano passado, David Landes, levantara a questão da mudança de perspectiva ocorrida no aniversário de 500 anos do "descobrimento" da América co relação ao quarto-centenário, em 1892. Para ele nem 1992 a perspectiva era de espoliação, tínhamos sido invadidos e saqueados pelos colonizadores europeus. Tenta fazer um imagem da história humana como uma história de horrores, e, portanto, todas as sociedades seriam capazes de cometer brutalidades, não vai julgar o passado mas colocar como prevalecendo o fato de que na história humana quando um povo se senta na condição de mais forte ele simplesmente ataca. Demonstra as barbaridades do europeu colonizador, dos Aztecas, dos árabes, dos africanos escravizando-se entre si.

Então, essa história de horrores caminharia para um fim conciliatório, é este o sonho dos chamados idealistas, kantianos, crentes na paz perpétua entre as nações. Para outros, como Edgar Morin,  vivemos neste século a era planetária, ou seja, o destino de toda a humanidade já é compartilhado de maneira simultânea; o que ocorre na Ásia interfere na América do Sul e assim sucessivamente. E com relação à África neste momento da epidemia de ebola, dita como doença sonegada por não atingir ricas nações até então; a África tem sido um continente só lembrado por tragédias, assim nos acostumamos a vê-la; gosto muito da visão do escritor moçambicano Mia Couto, para mim o maior africanista do nosso tempo, sua posição não é só dependentista, critica essas questões todas de espoliação mas também levante a responsabilidade dos dirigentes africanos, em sua conferência Despir os Sete Sapatos Sujos traz o cao da escola construída na Tanzânia com esforço coletivo para dar melhor destino `s novas gerações que viriam e estas tiveram destino pior do que a que construiu esta escola.

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