A TAL VONTADE POLÍTICA

Neste dia 1º de julho de 2015 completam-se 21 anos do início do Plano Real. Foi um programa econômico realizado em etapas. Ressalta-se neste Plano a remontagem do padrão monetário brasileiro.
Os primeiros passos do Plano foram dados ainda em junho de 1993, no governo Itamar Franco, com o Programa de Ação Imediata – PAI. Onde sem choques heterodoxos, como nos planos antecedentes, o governo assumiu que a principal causa da inflação era o descontrole financeiro e administrativo do setor público.  O fundamental do PAI não foi deflagrar um combate à inflação, mas sim adotar medidas capazes de resgatar a ética e a credibilidade das instituições, que haviam sido manchadas pelos escândalos dos desvios das verbas públicas e pela manipulação do Orçamento. Foram naquela ocasião estabelecidas as seguintes metas:
         a) Corte nos gastos públicos;
         b) Recuperação da Receita Tributária;
         c) Fim da inadimplência dos Estados e municípios;
         d) Controle e rígida fiscalização dos bancos estaduais;
         e) Saneamento dos bancos federais; e
         f) Privatização.
Atualmente só o Rio Grande do Sul ainda tem um banco estadual. Os bancos federais que foram saneados ao final dos anos 90, foram o BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. Mesmo assim, o caso atual mais gritante é o BNDES, onde o Tesouro Nacional, com recursos públicos, aportou cerca de R$ 400 bilhões a juros subsidiados para que o mesmo concedesse empréstimos com taxas abaixo das praticadas pelo mercado e da Taxa Selic, para empresas próximas ao governo.
Desta forma, além das queridinhas "Campeãs Nacionais", foram também financiados projetos de infra-estrutura, via empreiteiras brasileiras,  nos países cubano-bolivarianos, como Venezuela, Cuba, Nicarágua, Equador, Bolívia e países africanos dominados por outros tantos temíveis ditadores.
Tudo isso aconteceu enquanto a infra-estrutura do Brasil se esfarelava. O governo usou, abusou e obrigou a Caixa a fazer pagamentos de programas sociais, sem efetuar repasses para tal. Esse é um dos exemplos do que ficou conhecido como "pedaladas fiscais". Inchou a administração direta e as estatais com empregos aos seus apaniguados.
A recuperação da Receita Tributária do segundo mandato, com a economia em declínio acentuado,  tem como objetivo esfolar ainda mais o contribuinte com aumento de alíquotas, reduzir os benefícios aos trabalhadores, aos aposentados e pensionistas. Até fala-se em criar um monstrengo de mistura de taxação de grandes fortunas, com a atual tributação sobre heranças e doações, de modo a repartir com os Estados e Municípios. Estabelecendo alíquota superior a 20%.
Os caldeirões de maldades nos subterrâneos do governo estão fervendo.
As criticadas privatizações, feitas no governo FHC, voltaram - sob o eufemismo de concessões - para salvar os cofres públicos.
A análise feita em junho de 1993, pré Plano Real, que havia descontrole financeiro e administrativo do setor público, é a mesma do que começou a vir a público a partir de 2013 e que se esparramou em 2014. Tudo o que foi corrigido para dar crescimento ao país foi jogado no lixo. Até a inflação está de volta.
O Brasil de 2015 retrocedeu 21 anos, ou seja uma geração foi perdida.
A explosão mesmo aconteceu neste ano, originando a crise que está o pais atravessando neste segundo mandato da acuada presidente. Pode-se dizer de forma clara e absoluta que foi gerada e alimentada por aqueles que tiveram a gestão do país nos últimos 12 anos de desgovernos.
Não é uma crise econômica de origem externa como querem nos fazer acreditar.
Sempre os simpatizantes do atual governo disseram, sobre os anteriores, que faltava "Vontade Política".
Os que se aboletaram no governo não querem abrir mão de nada.
Do governo nada mais me surpreende e pode-se esperar tudo, nada que nos beneficie.
Assim é feita a pergunta, que caminho tomou a tal de "Vontade Política"?

Escrito por Décio Batista Pizzato (*)

Postar um comentário

0 Comentários