ENEM te sigo

O acirramento de fácil percepção vivido pelo Brasil faz de um exame de ensino médio motivo para embate político; é extremamente difícil avaliar neste momento se  as discussões são simples fato da democracia ou se são causa de um enveredamento para uma batalha de trincheira por trás do sistema democrático. E são muitas as proposições:

1. Quem organiza a prova é o Estado, portanto, a tese do privilégio de doutrina oficial é sempre convincente;

2. A educação é um ingrediente do atual acirramento da sociedade brasileira, portanto, não produz mais debates genuínos e sim defesa de posições;

3. Por fim, a massa, que tipo de massa existe, fica no meio do confronto, mas o acirramento, quando quebra a normalidade política tende a se inflamar.

A democracia para existir precisa estar distante de fins certos mais longe no tempo, ela ainda está conseguindo manter os embates intelectuais  na pluralidade e na possibilidade do encontro, no entanto o discurso já perdeu a democracia no Brasil, ele se emparedou dos dois lados em disputa, claro que a democracia na sociedade permite uma gama de opiniões por fora que servem como alerta.

Direitos humanos pertencem ao liberalismo político em dado contexto histórico, aqui não; Polícia Militar é um atraso institucional para a República, mas não se pode debater nestes termos, já se torna motivo de batalha; e o pior de tudo é a consciências ou a consciências de rebanho que vão crescendo: um rebanho enlouquecido pela citação de Simone de Beauvoir ou pela tema da redação no ENEM, do outro um rebanho marxificando a sociedade já desprezível; os dois lados já desprezam a sociedade, apenas fatos aleatórios ora interessam a uns ora a outros.

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