O FMI reviu pela quarta vez a previsão de crescimento para 2015

por Marco Antonio Moreno

Imf World Oct 2015 0

O FMI voltou a cortou ontem suas previsões de crescimento para 2015, reduzindo de previsão de 3,3 por cento em julho, para 3,1 por cento. Especificamente, de acordo com o que sugere o FMI, o crescimento global para 2015 é estimado em 0,3 pontos percentuais inferiores a 2014. As perspectivas entre os principais países e regiões ainda é desigual. Em relação ao ano passado, espera-se que a recuperação nas economias avançadas irá diminuir, enquanto nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento vão reduzir a sua velocidade pelo quinto ano consecutivo. Isso reflete as perspectivas mais fracas para a economia global e percebe o contínuo declínio no preço das matérias-primas.

O FMI sugere que as principais regiões geográficas, como Europa e China permanecerá inalterado (em 1,5% e de 6,8 por cento, respectivamente), enquanto que os Estados Unidos teria uma recuperação modesta de 2,5% para 2,6 por cento (algo que, certamente, corrige para baixo nos próximos meses). O Japão teria um descenso leve de 0,8 por cento para 0,6 por cento. Os países exportadores de petróleo sofrerão as quedas mais significativas: a Rússia, para baixo -0,4 por cento; Brasil (-1,5%) e o Canadá (-0,5%). A culpa por este colapso seria mais uma vez a China, cuja fraqueza na demanda está causando um acidente grave no preço das matérias-primas, principalmente metais, como enfatizado aqui e aqui.
Este é a quarta revisão para baixo feita pelo FMI nos últimos 12 meses, a taxa de crescimento de 3,1 por cento em todo o mundo seria a mais baixa desde a eclosão da crise financeira de 2008.
Para o FMI, muito deste declínio é o resultado do comércio mundial fraco, como previsto em este post. O FMI cortou sua previsão para o crescimento do comércio de 4,2 por cento para 3,2 por cento, alinhando com a estimativa dada pela [Organização Mundial do Comércio]. Este valor está longe do previsto em 2011, quando ele observou que o comércio mundial em 2015 iria crescer a uma taxa de 6,9 por cento. Esta é uma queda na projeção de 60 por cento, indicando quão longe da realidade está a instituição que lidera Christine Lagarde.

Postar um comentário

0 Comentários