A face jovial da operação Lava-jato

A Operação Lava-jato de alguma forma decorre das manifestações multifacetadas de 2013; pode-se argumentar ser reflexo do clamor popular advindo dos protestos contra corrupção presentes desde 2010 pelo menos ou, então, aquilo que sucedeu a 2013; o certo é a existência de uma inspiração republicana.

Os procuradores do MPF de Curitiba, à frente da Lava-Jato, são jovens, indicando ser uma nova geração de "operadores" do judiciário fora da troca de favores, fruto do patronalismo brasileiro; esse se real virá a ser a maior "herança" da Lava-Jato.

Mas não basta os procuradores, terá que surgir uma geração de eleitores que vote livre; a mentalidade do leitor tradicional brasileiro é a daquele que quer receber algo. Republicanizar o Brasil é o dever desta geração, desde que o Brasil se tornou Brasil homens de espírito público trataram de interpretar as moléstias políticas do país, o próprio imperador D. Pedro II tinha essa noção, dizia: "eleição no Brasil sempre é um problema".

O Brasil é disforme, ele foi estruturalmente organizado de uma forma com a qual sua sociedade nunca pactuou, isso não foi de todo negativo, formamos uma grande nação num grande território, quanto mais gente melhor; munidos de todo o acervo estamos diante do momento exato de formar a República no Brasil, não como regime, mas sim como forma de vida na cidade.

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