MP move ação contra grupo bolsonarista, chama de ‘milícia armada’ e pede revista e apreensão de armas - Blog A CRÍTICA

"Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados." (Millôr Fernandes)

Últimas

Post Top Ad

quarta-feira, 13 de maio de 2020

MP move ação contra grupo bolsonarista, chama de ‘milícia armada’ e pede revista e apreensão de armas

Grupo ‘Os 300 do Brasil’ tem apoio de parlamentares, especialmente das deputadas federais Bia Kicis (PSL-DF) e Caroline de Toni (PSL-SC)



O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou na Justiça uma ação civil pública em que pede, em caráter de urgência, o fim do acampamento bolsonarista intitulado “Os 300 do Brasil”, além de uma revista de seus integrantes para verificar se há armas de fogo com os manifestantes e a busca e apreensão de armas em situação irregular.

Os promotores de Justiça Flávio Augusto Milhomem e Nísio Tostes Filho, com atuação na 3ª Promotoria de Justiça Militar do DF, chamam o grupo de “milícia armada” e colocam como ré na ação a ativista Sara Fernanda Giromini, de 27 anos, que se autodenomina Sara Winter. Ela é a porta-voz do acampamento.

A ação foi protocolada na Justiça no começo da tarde desta quarta-feira. Os promotores pedem ainda que o governo do DF proíba a aglomeração de pessoas para a realização de manifestações na capital, em atendimento aos decretos locais que buscam garantir o isolamento social e barrar a propagação do novo coronavírus.

Os “300 do Brasil” são formados por apoiadores radicais de Bolsonaro. Os organizadores oferecem a esses apoiadores alojamento, comida e “treinamento com especialistas em revolução não violenta e táticas de guerra de informação”. Um acampamento secreto foi montado para alojar e treinar essas pessoas, que integram a linha de frente dos atos contra a democracia feitos em Brasília, com pedidos de fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional.

O grupo tem apoio de parlamentares, especialmente das deputadas federais Bia Kicis (PSL-DF) e Caroline de Toni (PSL-SC). Kicis, inclusive, já fez a interlocução do grupo com o secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, para tratar de interesses do grupo. Um assessor da deputada integra o movimento.
Sara Giromini, que ocupou em 2019 um cargo de confiança no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, a convite da ministra Damares Alves, é quem está à frente do acampamento. Em entrevista ao site da “BBC Brasil”, ela admitiu que integrantes do grupo andam armados, para autoproteção, segundo a ativista. Giromini já atuou no grupo feminista ucraniano Femen e hoje se diz ex-feminista, bandeira com a qual ganha dinheiro em palestras.

As informações são do jornal O Globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Bottom Ad

Pages