O Investimento Direto Estrangeiro (IED) no Brasil caiu 62% em 2020, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (21) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O Brasil foi dos países onde a pandemia e opções políticas equivocadas tem causado maiores cortes no IDE.
A queda global foi de 35% e a queda do Brasil foi superior à ocorrida na América Latina e Caribe, descendo na classificação global do IDE da 6ª posição em 2019 para a 11 em 2020.
Para 2021, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) prevê crescimento médio global que pode chegar a 15%.
Em 2020, o IDE no Brasil totalizou US$ 25 bilhões de dólares, enquanto em 2019 o total chegou a US$ 65 bilhões. A queda foi particularmente sentida no fornecimento de energia, petróleo e gás natural e serviços financeiros.
De acordo com o relatório, à frente do Brasil ficaram os EUA, China, Hong Kong (China), Cingapura, Índia, Luxemburgo, Alemanha, Irlanda, México e Suécia.
No conjunto das economias desenvolvidas, a maior queda atingiu a Europa, com queda de 80, enquanto na América do Norte a queda chegou a 42%.
Nos países com economias em desenvolvimento, as quedas foram muito diferenciadas. O Brasil foi muito atingido (62%), enquanto na Argentina a queda do IDE foi de 38% e no Chile de 33%.
Já no continente africano, a queda média chegou a 16% e a Ásia teve crescimento de 4%
Para 2021, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) prevê que o crescimento médio global possa chegar a 15%, embora com uma recuperação muito desigual, mais rápida na Ásia e mais lenta na América Latina e África.
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