Parece até que o demagogo planejou tudo para que Bolsonaro fosse presidente. Conseguiu uma hegemonia absurda, a imprensa lambe-lhe os pés, o judiciário milita para si e o sistema político e o mundo econômico o agarra para sobreviver em volta do poder central.
Bastava ter sido eleito um presidente "normal" em 2018 e o Lula não poderia sequer ser candidato, talvez ainda estivesse preso. A aberração bolsonarista lavou o Lula. Um eleito em 2018 que tivesse coordenado o enfrentamento da covid-19, criado uma secretaria nacional, articulado a compra das vacinas, visitado hospitais, já estaria reeleito; entretanto, a Besta-fera instalada no Planalto chegou ao absurdo de demitir seu habilidoso ministro da saúde em plena pandemia apenas por que ficou enciumado com o destaque que o Mandetta naturalmente ganhou.
O idiota achava que venceria a eleição por ter uma multidão de motoqueiros dispostos a andarem atrás de si em várias cidades do Brasil. Não se ganha eleição com votos de motoqueiros, eleição mobiliza um gigantesco eleitorado cuja única manifestação política é sair de casa pra votar.
O Lula tá majoritário demais, isso pode ser perigoso, a oposição ao PT não pode ser deixada apenas ao bolsonarismo, que depois da derrota pode se tornar violento, mas deve minguar ao extremo; é fundamental existir uma oposição racional no parlamento para o que o PT não consiga impor uma ditadura ao Brasil.
O eleitor brasileiro não dá sossego à constituição, a polarização entre o hegemonismo petista e o fascismo bolsonarista não produz nada de bom para o país.
Nas últimas semanas o petismo esqueceu o Bolsonaro, o alvo agora é Ciro Gomes, pelo fato de o Ciro ter sido o único político fora do bolsonarismo a sequer sinalizar apoio ao PT.
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