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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

População em situação de rua cresceu quase 10 vezes em uma década

A população em situação de rua no Brasil aumentou cerca de 10 vezes entre 2013 à 2023. Um levantamento do Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelou que o número saltou de 21.934 em 2013 para 227.087 até agosto de 2023.


Foto: José Cruz/ABr


Um estudo preliminar realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela dados alarmantes sobre a população em situação de rua no Brasil. No período de 2012 a 2022, o crescimento desse contingente foi extraordinário, atingindo uma marca inédita de 211%.


O termo "em situação de rua" engloba todas aquelas pessoas, famílias ou comunidades que não possuem moradia estável, segura, permanente e adequada, ou que não têm a perspectiva imediata de adquiri-la.


Conforme apontado no relatório "População em Situação de Rua de 2023", elaborado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, dentre os 5.568 municípios brasileiros, 64% (ou 3.354) possuem ao menos uma pessoa vivendo nessas condições. A Região Sudeste lidera com 62% dessa população.


São Paulo se destaca como o estado com a maior concentração, abrigando mais de 95 mil pessoas (40% do total), principalmente na capital. Em termos percentuais, o Distrito Federal lidera, com quase 3 pessoas em situação de rua a cada mil habitantes. O perfil predominante dessas pessoas revela que a maioria é do sexo masculino (87%), adulta (55% entre 30 e 49 anos) e negra (68%, sendo 51% pardas e 17% pretas), refletindo as disparidades raciais e sociais do país.


Em 2022, o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) registrou 236.400 pessoas (1 a cada mil) em situação de rua, abrangendo 64% dos municípios brasileiros. Para apoiar esse grupo, houve um aumento significativo de Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro Pop), totalizando 246 estabelecimentos e mais de 578 mil atendimentos entre 2017 e 2022.


A falta de moradia decorre de fatores complexos, como pobreza, traumas pessoais, falhas sistêmicas e circunstâncias individuais. A pobreza é identificada como a principal causa, privando as pessoas da capacidade de pagar por necessidades básicas, como moradia, alimentação e assistência médica.



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