Baseado na confiança e solidariedade, sistema cria oportunidade de fomento do desenvolvimento econômico no interior do Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil |
Vital para o desenvolvimento econômico e social do país, o empreendedorismo vem ganhando visibilidade e importância nas últimas décadas por conta da globalização e da abertura econômica dos anos 1990.
Hoje, o país tem 67% da população adulta envolvida com o empreendedorismo, e os microempreendedores representam 30% do PIB1. Porém, a invisibilidade no sistema financeiro brasileiro é um grande obstáculo para esse grupo. Esse desafio é ainda maior para quem reside fora dos grandes centros urbanos do Brasil, onde as oportunidades econômicas são escassas.
As dificuldades mais comuns dizem respeito à falta de histórico financeiro, ao baixo score de crédito e à informalidade de seus trabalhos, o que os torna menos assistidos pelas instituições tradicionais. Além disso, a pouca infraestrutura financeira nas regiões mais afastadas, com poucas e distantes agências bancárias, agrava o problema, forçando muitos a recorrer a alternativas informais de financiamento.
Na região Nordeste, a Bahia é o estado que mais possui MEIs (704,9 mil), o que representa 5,3%, seguido por Pernambuco (412,8 mil ou 3,1%) e, em terceiro, o Ceará, com 403,8 mil (3,1%). Os Estados com menor concentração estão situados na região Norte, com Roraima (21,2 mil), Acre (22,9 mil), e Amapá (23,8 mil), concentrando aproximadamente 0,2% MEIs cada, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE2.
Nesse cenário, uma opção bem conhecida é o aval solidário, sistema de financiamento no qual os tomadores de empréstimos se unem em grupos de apoio mútuo. Essa prática, baseada na confiança e solidariedade, permite que os membros do grupo se ajudem e se apoiem, reduzindo os riscos para todos os envolvidos.
Para Marcello Pinto, diretor executivo da Finsol, empresa especializada em microcrédito, que faz parte do ecossistema Omni&Co, é fundamental proporcionar opções de financiamentos menos burocráticos para os microempreendedores. “Hoje, 60% das nossas concessões são realizadas no formato de aval solidário. Por isso a relevância de oferecer soluções financeiras que realmente atendam às necessidades da população no interior, ajudando-os a transformar suas realidades e impulsionar o desenvolvimento econômico local”, afirma o executivo.
Outra dificuldade enfrentada pelos moradores do interior do Brasil que prejudica o acesso ao crédito é a desbancarização, um problema que assola todo o país. Segundo dados do Banco Central, 16% dos adultos brasileiros não têm conta em banco. O que reflete um gargalo da economia, principalmente quando se fala em busca por crédito3.
A importância do papel desempenhado por empresas como a Finsol é reforçada nesses cenários. Proporcionando acesso ao crédito, facilitando transações financeiras e oferecendo oportunidades para o progresso econômico e social da população do interior brasileiro, a empresa busca impulsionar o crescimento das regiões fora das capitais, promovendo um desenvolvimento mais equitativo em todo o país.
Referências:
1- hLink.
2 - Link
3 - Link
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