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terça-feira, 22 de julho de 2025

RN avança na produção de algodão com foco agroecológico e clima favorável

Zoneamento climático, apoio técnico e colheita sustentável impulsionam a cultura do algodão no Seridó potiguar; safra nacional caminha para recorde histórico



Os primeiros dados de junho de 2025 apontam para um cenário promissor na produção de algodão no Rio Grande do Norte, especialmente entre agricultores familiares e adeptos da agroecologia. A publicação da Portaria SPA/MAPA nº 300, de 4 de junho, que aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o algodão na safra 2025/2026, é um dos marcos desse novo contexto. A medida estabelece os períodos e regiões com menor risco climático para o cultivo, contribuindo para mais segurança no planejamento das lavouras.

Enquanto isso, a Operação Rally da Safra percorre o país em julho, avaliando a situação das plantações, com foco principal no Centro-Oeste — responsável por cerca de 90% da produção nacional. No entanto, o Nordeste desponta como uma fronteira agrícola em ascensão. No Rio Grande do Norte, a colheita já começou em comunidades do Seridó potiguar, com destaque para iniciativas de algodão 100% agroecológico.

Projetos como o Agro Sertão, realizados com apoio do Sebrae-RN e da Embrapa Algodão, têm fortalecido cadeias produtivas sustentáveis. Mais de 150 agricultores familiares participam da ação, que já resultou na produção de peças têxteis confeccionadas a partir da fibra cultivada sem agrotóxicos e com base em práticas regenerativas.

No cenário nacional, dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam que até meados de junho cerca de 2,8% da área plantada já foi colhida, ritmo um pouco abaixo do registrado em 2024, mas com projeções robustas. O IBGE estima uma produção de 9,3 milhões de toneladas de algodão em caroço para este ciclo, o que representa crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior — uma safra recorde para o Brasil.

O Nordeste contribui com essa expansão: a região deve atingir 942,7 mil toneladas, aumento de 16,2%, também uma marca histórica. No Rio Grande do Norte, a consolidação de políticas técnicas, a definição de áreas aptas por meio do ZARC e a manutenção do preço mínimo em R$ 114,58 por arroba reforçam a confiança de produtores, que colhem os frutos de um trabalho que alia conhecimento local, apoio institucional e inovação agroecológica.

Com a colheita se estendendo pelos próximos meses, a expectativa é de que o RN amplie sua relevância na produção nacional de algodão sustentável, reafirmando o protagonismo regional de modelos agrícolas que respeitam o meio ambiente, valorizam o pequeno produtor e respondem às exigências de um mercado cada vez mais atento à origem e aos impactos da matéria-prima.

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