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| Energia elétrica residencial acumula alta de 10,18% de janeiro a julho, maior variação para o período desde 2018 (13,78%) - Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias |
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,26% em julho, ligeiramente acima da taxa de junho (0,24%), segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE. No ano, o acumulado chega a 3,26% e, em 12 meses, a 5,23%.
Mais uma vez, a energia elétrica residencial foi o item de maior impacto individual no índice, respondendo por 0,12 ponto percentual (p.p.) da variação mensal. Desde maio, o item tem sustentado forte influência na inflação: 0,14 p.p. em maio (0,26%) e 0,12 p.p. em junho (0,24%). No acumulado de janeiro a julho, a alta na conta de luz chega a 10,18%, maior variação para o período desde 2018 (13,78%).
A alta é atribuída à bandeira tarifária vermelha patamar 1, vigente desde junho e que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes tarifários em diversas regiões: 13,97% em parte de São Paulo, 1,97% em Curitiba e 14,19% em Porto Alegre. No Rio de Janeiro, houve redução de 2,16% em uma concessionária.
Sem a contribuição da energia elétrica, o IPCA de julho teria sido de 0,15%. Ainda no grupo Habitação (0,91% e 0,14 p.p.), pesaram reajustes nas tarifas de água e esgoto em Salvador, Brasília e Rio Branco.
O segundo maior impacto veio do grupo Despesas pessoais (0,76% e 0,08 p.p.), influenciado pelos jogos de azar, que subiram 11,17% e responderam por 0,05 p.p. O grupo Transportes acelerou para 0,35% (0,07 p.p.), puxado pelas passagens aéreas, que avançaram 19,92% e tiveram o segundo maior impacto individual (0,10 p.p.). Já os combustíveis caíram 0,64%, com recuos no etanol, diesel, gasolina e gás veicular.
Entre as quedas, destaque para Alimentação e bebidas (-0,27% e -0,06 p.p.), no segundo mês consecutivo de recuo, influenciado pela redução nos preços da batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). No sentido oposto, a alimentação fora do domicílio subiu 0,87%, impulsionada pelas férias escolares. O grupo Vestuário também recuou (-0,54%), com quedas nas roupas feminina e masculina.
Entre as regiões, São Paulo teve a maior alta (0,46%), com influência da energia elétrica (10,56%) e passagens aéreas (13,56%). A menor variação foi registrada em Campo Grande (-0,19%), por conta da queda da batata-inglesa (-33,84%) e da energia elétrica (-1,39%).
INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor subiu 0,21% em julho, acumulando 3,30% no ano e 5,13% em 12 meses. Os produtos alimentícios recuaram 0,38% e os não alimentícios avançaram 0,41%. A maior alta foi em São Paulo (0,56%) e a menor, em Campo Grande (-0,27%).




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