Em oito meses, Brasil supera 1,5 milhão de novos empregos com carteira assinada. O estoque, total de vínculos formais, chega ao recorde de 48,69 milhões. Desde janeiro de 2023, saldo é de 4,63 milhões de postos registrados no país, segundo o Novo Caged
| O Brasil superou 1,5 milhão de novos empregos com carteira assinada nos oito primeiros meses de 2025 - Foto: Vitor Vasconcelos/ Secom PR |
O Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de 5.339 empregos com carteira assinada em agosto , alcançando 15.397 novos postos formais no acumulado de 2025 entre janeiro e agosto. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Desempenho por setor
O estado teve resultado favorável em quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas no oitavo mês do ano. O destaque foi a Agropecuária , responsável por 2.332 vagas, seguida por Serviços (1.223), Indústria (1.093) e Comércio (761). Apenas a Construção apresentou retração, com fechamento de 66 postos de trabalho.
As vagas criadas foram preenchidas majoritariamente por homens ( 3.816 ), contra 1.523 mulheres. Pessoas com ensino médio completo representaram o maior número de admissões (2.488). No recorte etário, os jovens entre 18 e 24 anos lideraram a geração de empregos, com 2.040 novos vínculos.
Municípios com maior saldo
A capital Natal foi o município potiguar com melhor desempenho em agosto, com 1.261 novos postos formais, elevando o estoque para 239,5 mil empregos com carteira assinada. Também se destacam Baía Formosa (708), Apodi (662), Ceará-Mirim (278) e Mossoró (275).
Cenário nacional
No acumulado de 2025, o Brasil superou a marca de 1,5 milhão de novos empregos formais (1.501.930 vínculos), alcançando 48,69 milhões de postos de trabalho ativos, o maior nível da série histórica. Desde o início da gestão atual, em janeiro de 2023, o saldo é de 4,63 milhões de vagas criadas.
Entre os setores, Serviços lideraram no país, com 773 mil postos no ano , seguidos pela Indústria (273 mil) , Construção (194,5 mil) , Comércio (153,4 mil) e Agropecuária (107,2 mil).
Em números absolutos, São Paulo foi o estado com maior saldo acumulado em 2025 ( 436,7 mil vagas ), seguido por Minas Gerais (152,9 mil) e Paraná (108,7 mil). Em termos relativos, o destaque ficou com Amapá (+6,86%), Mato Grosso (+5,78%) e Piauí (+5,22%).
Recorte de agosto no Brasil
No oitavo mês do ano, o país gerou 147.358 empregos com carteira assinada , resultado de 2,23 milhões de admissões contra 2,09 milhões de desligamentos. Houve saldo positivo em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para São Paulo (45.450) , Rio de Janeiro (16.128) e Pernambuco (12.692).
Em termos relativos, Paraíba (+1,61%), Rio Grande do Norte (+0,98%) e Pernambuco (+0,82%) foram os estados com melhor desempenho proporcional.
Perfil das admissões
No Brasil, as mulheres preencheram a maior parte das vagas de agosto (77.560), superando os homens (69.798). Os jovens de 18 a 24 anos foram o principal grupo etário beneficiado, com 94.525 vagas. Na sequência, aparecem os adolescentes até 17 anos (33.710), sendo 19.908 aprendizes.
Quanto à escolaridade, o ensino médio completo liderou, com 96.442 contratações, seguidas pelo ensino médio incompleto (24.087). Na análise por raça, os pardos ocuparam a maioria das vagas (111 mil), seguidos por brancos (32,2 mil) e pretos (21,6 mil). A população com deficiência também registrou crescimento, com 820 novos vínculos .
O salário médio de recebimento em agosto foi de R$ 2.295,01, representando um aumento real de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho.


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