Brasil bate recordes de ocupação, renda e redução da informalidade no trimestre encerrado em novembro de 2025
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| Número de trabalhadores do país bateu novo recorde, chegando a 103,2 milhões - Foto: Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ |
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor índice desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O dado confirma uma sequência de resultados positivos no mercado de trabalho, que vem registrando as menores taxas de desocupação desde o trimestre encerrado em junho deste ano.
Segundo a pesquisa, havia 5,644 milhões de pessoas em busca de trabalho, o menor contingente já registrado. Para efeito de comparação, no auge da pandemia de Covid-19, no trimestre encerrado em março de 2021, o país chegou a ter 14,979 milhões de desocupados.
Mais pessoas trabalhando e nível recorde de ocupação
A queda do desemprego veio acompanhada de um novo recorde no número de pessoas ocupadas, que alcançou 103,0 milhões. Com isso, o nível de ocupação — proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando — chegou a 59,0%, o maior da série histórica da pesquisa.
Esse avanço indica não apenas mais pessoas empregadas, mas também uma maior inserção da população em idade de trabalhar no mercado de trabalho.
Subutilização atinge menor patamar da série
Outro indicador que reforça o cenário positivo é a taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,5%, o menor nível já registrado. O índice recuou tanto em relação ao trimestre anterior (14,1%) quanto na comparação com o mesmo período de 2024 (15,3%).
A população subutilizada — que inclui pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que desistiram de procurar trabalho — somou 15,4 milhões, o menor número desde 2014.
Administração pública lidera geração de vagas
No confronto com o trimestre móvel anterior, o crescimento do emprego foi puxado principalmente pela Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que ganhou 492 mil trabalhadores, uma alta de 2,6%. Os demais setores permaneceram estáveis.
Na comparação anual, também houve crescimento nos setores de Transporte, armazenagem e correio e novamente na Administração pública. Já o trabalho doméstico apresentou queda de 6,0%, com menos 357 mil pessoas ocupadas.
Informalidade recua e emprego com carteira bate recorde
A taxa de informalidade ficou em 37,7%, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais, abaixo dos índices registrados tanto no trimestre anterior quanto no mesmo período de 2024.
Esse movimento foi influenciado pelo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões. O emprego no setor público também atingiu o maior nível da série, com 13,1 milhões de pessoas.
Enquanto isso, o número de trabalhadores sem carteira no setor privado caiu no acumulado do ano, e o contingente de trabalhadores por conta própria alcançou 26,0 milhões, outro recorde histórico.
Renda média e massa salarial também batem recordes
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.574, o maior valor já registrado pela PNAD Contínua, com crescimento de 1,8% no trimestre e de 4,5% em um ano, já descontada a inflação.
Com mais pessoas trabalhando e ganhando melhor, a massa de rendimentos também alcançou um novo recorde: R$ 363,7 bilhões, quase R$ 20 bilhões a mais do que no mesmo período de 2024.
O resultado reforça a combinação de expansão do emprego, aumento da formalização e crescimento da renda, desenhando um dos momentos mais favoráveis do mercado de trabalho brasileiro desde o início da série histórica.



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