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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Loló consumido no carnaval de Caicó daria pra encher o Açude Itans



Enquanto economistas sisudos discutem PIB, arcabouço fiscal e taxa Selic, o Instituto de Economia do Beco da Troca divulgou estudo técnico-científico-comparativo que promete redefinir os indicadores macroeconômicos do semiárido. Segundo a entidade, o volume de loló consumido durante os sete dias do carnaval de Caicó seria suficiente para encher o Açude Itans até a boca do sangrador.


O levantamento, feito com base na metodologia do “olhômetro aplicado” e na teoria do “se evaporou é porque foi usado”, concluiu que a festa medieval — com seus estandartes improvisados, abadás metafísicos e cavaleiros montados em motocicletas 150 cilindradas — funciona como verdadeiro catalisador do progresso econômico de uma cidade de terceiro mundo com ambições de metrópole moral.


“Estamos diante de uma nova matriz produtiva”, afirmou o professor honorário de Economia Comparada e Bebidas Voláteis, que pediu anonimato por estar com a vista ardendo. “Enquanto o mundo fala em economia verde, Caicó aposta na economia lilás.”


Um empresário do ramo de lança-perfume e outros pós, cuja identidade foi preservada por motivos aromáticos, declarou que o faturamento foi tão amplo que já estuda adquirir a RedeTV!, em São Paulo, para transformá-la na primeira emissora com programação 100% carnavalesca e cheiro opcional.


Analistas locais defendem que o modelo seja incorporado ao Plano Plurianual do município. “Se cada festa popular gerar um lago de prosperidade líquida, em dez anos o Seridó será uma potência hidroalcoólica”, projetou um consultor que confundiu elasticidade-preço com flexibilidade corporal.


Críticos argumentam que os números podem estar inflados. O Instituto rebate: “Inflado é o conceito tradicional de desenvolvimento. Aqui trabalhamos com indicadores mais sensíveis — sobretudo ao nariz.”


**o texto é uma sátira**

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