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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Técnicos do projeto Agro Sertão recebem aperfeiçoamento em cultivo de algodão agroecológico

Foto: Alexandre Oliveira


Edna Santos (Embrapa Algodão) - O mês de janeiro encerrou com muita troca de informações e de conhecimento sobre a produção de algodão em sistemas orgânico e agroecológico na Embrapa Algodão. Nos dias 28 e 29, a Unidade recebeu na sua sede, em Campina Grande, PB, consultores, técnicos e lideranças da agricultura familiar do projeto Agro Sertão, do Rio Grande do Norte, para um curso de aperfeiçoamento sobre as Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa – UAPs, metodologia desenvolvida pela Embrapa, que integra o conhecimento científico à sabedoria tradicional, criando novas formas de produzir, respeitando o meio ambiente e as realidades de cada local. 


O projeto Agro Sertão é uma iniciativa do Instituto Riachuelo, em parceria com a Embrapa Algodão, Sebrae, Fundação Banco do Brasil, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte – Emparn e prefeituras do Seridó potiguar, que vem resgatando a cotonicultura no Rio Grande do Norte sob novas bases – produção agroecológica livre de produtos químicos e práticas regenerativas que respeitam o solo, a biodiversidade da caatinga e a saúde das comunidades. A compra de toda a produção é garantida pelo Instituto Riachuelo. 


De acordo com a coordenadora do Instituto Riachuelo Renata Fonseca, em 2026, o Projeto Agro Sertão entra em seu quinto ano ainda mais fortalecido, com parceiros fortes e engajados, ampliando sua atuação territorial em 16 municípios da região do Seridó e consolidando a agroecologia como base do desenvolvimento rural no Semiárido.


“Chegamos a esse momento com agricultores mais preparados na cultura da agroecologia e com técnicos cada vez mais qualificados, fruto de formações contínuas, como a capacitação realizada no período de 28 a 30 de janeiro. Essas ações fortalecem as práticas sustentáveis, gerando produção, renda e cuidado com o meio ambiente”, avalia Renata.


“A capacitação contínua e as parcerias sólidas seguem sendo fundamentais para esse avanço, fortalecendo os agricultores e impulsionando o crescimento coletivo na caatinga. O Agro Sertão segue firme, construindo um sertão mais produtivo, resiliente e sustentável”, acrescenta.


Capacitação em cultivo do algodão orgânico e agroecológico

A programação abordou ainda temas como o manejo de pragas, com o pesquisador Fábio Aquino de Albuquerque; Melhoramento genético e fibras, com o pesquisador Francisco Farias; e Máquinas e implementos agrícolas, com o pesquisador Odilon Reny Ribeiro e o analista Waltemilton Cartaxo. Os participantes também visitaram a vitrine de tecnologias, o Laboratório de Fibras e a área de máquinas e implementos.


A abertura do evento contou com a presença da chefe-geral da Embrapa Algodão Nair Arriel, do chefe-adjunto de transferência de tecnologia Daniel Ferreira, da coordenadora do Instituto Riachuelo Renata Fonseca, da representante do Sebrae-RN Sergina Dantas e do diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário Marenilson Batista.


“Essa parceria tem sido muito exitosa, porque gera renda e alimento saudável no Semiárido. E esse evento foi muito importante porque renova as energias e os conhecimentos para que possamos começar a safra 2026 firmes e fortes” destaca Marenilson Batista.


No dia 30, os agricultores coordenadores do programa Agro Sertão participaram de um intercâmbio de conhecimento com os agricultores do projeto Bem Viver no Semiárido, promovido pela SOS Sertão, no assentamento Queimadas, município de Remígio, PB.


Agricultura familiar como um negócio


A agricultora Edneuman Assunção já cultivava morango em sistema agroecológico no município de Bodó, RN, e conta que um dos motivos que a levou a entrar no projeto foi para tentar resgatar a cultura do algodão que já fez parte da história da família. “Há muitos anos, meu pai plantava algodão e aí, quando eu retornei para a fazenda e soube do projeto, senti esse desejo de fazer parte e resgatar essa cultura, principalmente por ser agroecológico. Eu espero que ele seja um sucesso e que mostre para a nossa comunidade que a agricultura familiar pode dar certo e não precisa ser um sistema de subsistência, que é um negócio que a família pode crescer com ele e ter bons resultados”, afirma.

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