Falta de verba obriga Programa Mundial de Alimentos a cortar 50% da ajuda para refugiados em Ruanda


A falta de recursos obrigou o Programa Mundial de Alimentos (PMA) a reduzir pela metade, a partir de 1° de setembro, a entrega de dezenas de rações (alimentos prontos ou semiprontos) para refugiados congoleses em Ruanda. A escassez de fundos tem afetado especialmente a compra de supercereais – uma mistura de soja, milho e micronutrientes, usada em programas destinados a pacientes com HIV e a crianças mal nutridas.
“Esta é uma decisão muito difícil, mas atualmente nós não temos os fundos suficientes para fornecer a quantidade diária recomendada de 2,1 mil quilocalorias para os mais de 54 mil refugiados em Ruanda”, afirmou o Representante do PMA no país, Abdoulaye Balde.
A agência precisa do apoio urgente dos doadores para suprir a carência de 2,5 mil toneladas de mercadorias variadas, estimadas no valor de 3,8 milhões de dólares, que permitiriam alimentar, até o fim do ano, os refugiados que vivem em três campos em Ruanda.
O PMA alertou que a redução do apoio nutricional pode levar a taxas ainda maiores de desnutrição entre a população refugiada, especialmente crianças, grávidas e mães em fase de amamentação.

Nações Unidas no Brasil

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