ONU relata novos sinais de destruição da camada de ozônio na Antártida

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou nesta terça-feira (23/08) que há novos sinais de redução da camada de ozônio sobre a Antártida. De acordo com o primeiro Boletim do Ozônio da Antártidalançado pela agência, apesar do progresso internacional em cortar a produção e o consumo de produtos que destroem a camada de ozônio, eles têm uma vida longa na atmosfera e serão necessárias décadas até que as concentrações voltem aos níveis anteriores a 1980.
Nacreous (Nuvens de Madrepérola, também conhecidas como Estratosféricas) na estação da Pesquisa Britânica na Antártida em Rothera. Estas nuvens se formam em torno de 20 km de altitude na camada de ozônio e são fundamentais no processo de destruição do mesmo. Devido à sua altitude elas permanecem iluminadas pelo sol muito tempo depois de ele se pôr. Foto: UN Chronicle.
Em meados de agosto, o buraco da camada de ozônio estava normal em comparação com os últimos anos – maior do que em 2008 e 2010, mas menor do que em 2009. À medida que o sol retorna à Antártida, depois da noite polar, espera-se que a destruição do ozônio acelere, informou o Boletim.
A grande extensão da perda da camada de ozônio dependerá das condições meteorológicas, pois a destruição também se dá por causa do inverno rigoroso na estratosfera, que é a segunda maior camada da atmosfera terrestre.
A OMM e a comunidade científica usarão as observações do ozônio feitas em terra, em balões ou por satélites, bem como os dados meteorológicos, para monitorar o desenvolvimento do buraco na camada de ozônio nos próximos meses.
ONU Brasil

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